Presencial e virtual: ingredientes básicos de uma educação agradável e flexível

Um dos principais desafios de hoje, nas universidades e escolas, é tornar mais flexível o currículo de cada curso integrando e inovando as atividades presenciais e a distância. Esta afirmação é do professor José Manuel Moran, coordenador do programa de Educação a Distância da Faculdade Sumaré. Moran é um defensor convicto da aproximação entre as modalidades a distância e presencial na educação, com o objetivo de combinar o melhor do presencial às facilidades do virtual para garantir qualidade.

Para ele, o sistema bi-modal, ou blended, se mostra o mais promissor para o ensino nos diversos níveis, principalmente no superior. “O modo como a EaD se apresenta contribui muito para a flexibilização das aulas presenciais”, afirma. Ele conta que na Faculdade Sumaré cerca de 95% dos professores utilizam recursos virtuais em suas aulas presenciais. “Vai haver um momento em que teremos de rediscutir o limite de 20% de disciplinas online, imposto pelo MEC.” Moran explica que cada instituição terá de definir qual é o ponto de equilíbrio entre o presencial e o virtual, de acordo com cada área do conhecimento. Isso porque há disciplinas que necessitam mais da presença física, como as que utilizam laboratório ou interação corporal (dança, teatro etc.). “O importante é experimentar várias soluções nos diversos cursos. Todos estamos aprendendo e nenhuma instituição está, ainda, muito à frente na inovadora educação online”, aposta.

O educador, que também é doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), acredita que as universidades poderiam flexibilizar seus currículos até chegar a uma carga horária média de 50% para aulas presenciais e 50% a distância. “Confinar os alunos, por horas seguidas, em uma mesma sala torna-se cada dia mais contraproducente, principalmente, quando há outras possibilidades.” Para ele, as escolas, em todos os níveis – inclusive dos ensinos fundamental e médio – devem repensar este modelo “engessado de currículo”, com aulas em série, e parar de considerar a sala de aula como único espaço para a aprendizagem.

Do ponto de vista didático, é possível organizar atividades inovadoras na sala de aula ou no laboratório com acesso a internet, integradas com atividades a distância. Em alguns momentos, o professor pode levar os alunos ao laboratório para desenvolver atividades de pesquisa e de domínio das tecnologias. Estas atividades se ampliam nos ambientes virtuais de aprendizagem, permitindo diminuir o número de aulas e continuar aprendendo, juntos e a distância. “Em todas as matérias, ao longo de todos os anos, os cursos precisam prever espaços, além de tempo de contato com a realidade, experimentação e inserção em ambientes profissionais e informais”, analisa.

A idéia de Moran não é apressar os cursos, nem remunerar menos os professores, mas realizar o planejamento de atividades de maneira mais racional, atraente, interessante e motivadora para professores, alunos e instituições. “O problema é que há um grande número de alunos que não concorda mais com a forma em que as aulas são oferecidas hoje. Eles reclamam do tédio de serem obrigados a ouvir um professor falar por horas, da rigidez dos horários e, ainda mais, da enorme distância entre o conteúdo oferecido e sua aplicação no cotidiano.”

O professor lembra que a tecnologia é um meio para realizar atividades diferenciadas. “Podemos aprender juntos, mesmo em lugares distantes. Podemos planejar mudanças graduais, flexibilizando o currículo, diminuindo o número de aulas presenciais para combiná-las com atividades em laboratórios conectados à internet, com atividades a distância”, garante.

Mas Moran diz que os professores precisam aprender a gerenciar vários espaços e integrá-los de forma aberta, equilibrada e inovadora. Agora, além da sala de aula, cada educador tem de se preocupar com o aluno no laboratório, na internet, em visitas técnicas e ainda acompanhá-los e orientá-los em seus projetos e experiências. É aqui que entra uma contribuição fundamental da EaD para as aulas presenciais: a necessidade de aulas mais elaboradas e planejadas. “Não quero dizer que as aulas presenciais não são planejadas. Porém, este modelo oferece mais espaço ao improviso. Já na EaD, tudo tem de ser cuidadosamente organizado e planejado para que o aluno não se perca e, conseqüentemente, não se desestimule”, alerta.

Para ele, a sala de aula será sempre um ponto de partida e de chegada, ou seja, um espaço importante que também pode ser combinado com outros recursos para ampliar as possibilidades de aprendizagem. É necessário que seja um local confortável e com recursos tecnológicos, como o fácil acesso ao vídeo, projetor, DVD e, no mínimo, à internet. “Até agora, são poucos os cursos bem equipados. Mas, se queremos educação de qualidade, torna-se cada vez mais necessário ter uma boa infra-estrutura.”

Moran também lembra que é preciso haver uma mudança na postura do professor. “Não basta apenas passar informações aos alunos. É preciso estimulá-los para possíveis e prováveis mudanças, além de ajudá-los na busca de dados e na organização dessas informações.” O objetivo é fazer com que o foco do curso seja o desenvolvimento das pesquisas e tornar o aluno em um parceiro-pesquisador. “Pesquisar de todas as formas, utilizando todas as mídias, fontes e modelos de interação. Pesquisar individualmente, todos juntos e, também, em pequenos grupos. Pesquisar na escola e em outros locais e horários. Aliar pesquisas presenciais às virtuais. Comunicar os resultados da pesquisa para todos e para o professor. Relacionar resultados, comparar, contextualizar, aprofundar e sintetizar. Ou seja, proporcionar um completo ciclo de educação.”

Para isso, os professores precisam adquirir a competência de combinar atividades a distância com o modelo presencial. Distinguir o que pode ser feito pela internet para melhorar a aprendizagem e manter a motivação e trazer novas experiências para a classe. “O importante é combinarmos o que fazemos de melhor em sala de aula (conhecer, conviver, motivar e reencontrar) ao que podemos gerenciar a distância (por listas, fóruns, chats, vídeo-conferência ou web-conferência), como pesquisar, conversar e divulgar as produções dos professores e alunos”, sugere.

Manter os alunos por menos tempo em salas de aula convencionais também permite uma maior rotatividade de alunos nos mesmos espaços físicos. Dessa forma, a necessidade de construir e ampliar salas e prédios diminui e torna-se possível otimizar os espaços já existentes. Com 25% de um curso feito a distância, é possível criar grades de três horas diárias por turma, o que permite organizar duas turmas diferentes por período e duplicar o uso de cada sala. “Se aplicarmos este raciocínio em uma escola com muitas turmas, é possível baratear o custo final da mensalidade de cada aluno sem perder qualidade”, calcula.

Fonte: Senac - 2005 maio

 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 18h07
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Europa: crece el interés de las universidades por el e-learning

Un reciente estudio llevado acabo por un proveedor tecnológico británico sugiere que las universidades europeas que ya están ofreciendo planes de estudios virtuales, piensan aumentar sus ofertas de e-learning en los próximos dos años. De hecho, el informe señala que el 75% de las 150 instituciones de educación superior consultadas coinciden en este punto.

Según la investigación, las universidades resaltaron la importancia crítica de la enseñanza virtual, al considerar que ofrece un acceso a una mejor calidad de educación. En este contexto, el 63% admitió un fuerte interés por colaborar con otras instituciones en el desarrollo de planes de estudio online, tanto a nivel nacional como internacional.

De acuerdo a los datos aportados por el estudio, las universidades europeas ven a esta metodología como una posibilidad clara de superar fronteras territoriales y acceder a estudiantes residentes en otras latitudes. Asimismo, consideran que proporciona a los estudiantes una enriquecedora experiencia educativa.

Fonte:

revista digital de e-learning de América Latina

 

Año 3 - Número 54 | Domingo 15 de Mayo de 2005

 


 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h29
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Actualidad de la educación virtual en los Estados Unidos

El consorcio de instituciones y organizaciones comprometidas con la calidad de la educación en línea, publicó un reporte de acceso gratuito sobre la calidad y la magnitud de la educación en línea en los Estados Unidos, titulado “Entering the Mainstream: The Quality and Extent of Online Education in the United States”.

El informe, que fue elaborado a partir de las consultas efectuadas a más de 1.100 instituciones de educación superior y universidades estadounidenses entre los años 2003 y 2004, muestra que las matriculaciones en línea continúan creciendo y que el sector académico pronostica que este incremento se profundizará en el corto plazo.

Entre otras cuestiones, la investigación se preocupa en señalar que un curso puede ser considerado puramente virtual si el 80% de sus contenidos se entrega en línea y “típicamente” no involucra reuniones presenciales. A partir de esta precisión, la investigación revela que en el 2003 hubo un total de 1.92 millones de estudiantes cursando estudios online en los Estados Unidos, mientras que en el 2004 esa cantidad se habría elevado a 2.63 millones. Números, estos, que nos ofrecen una real dimensión del mercado del e-learning académico estadounidense.

Para permitirnos comprender aún más el fenómeno, el informe revela que la mitad de las 1.170 instituciones indagadas considera que la educación virtual es esencial para las estrategias académicas a largo plazo. Como contrapartida, solo el 12,3% discrepan con este criterio relativizando la importancia de esta modalidad.

Si tomamos en cuenta al protagonista del proceso educativo virtual, podremos comprobar -a través de la medición de Sloan-C- que los alumnos del 40.7% de las instituciones que ofrecen cursos online están satisfechos con la modalidad, el 56.2% manifiestan neutralidad respecto de esta cuestión y sólo el 3.1% presenta algún tipo de críticas. La aceptación del e-learning es mayor en las universidades públicas, que en las privadas.

Fonte:

revista digital de e-learning de América Latina

Año 3 - Número 54 | Domingo 15 de Mayo de 2005

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h27
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“La usabilidad beneficia a alumnos y profesores”

Entrevistada: Maria de Lourdes Oliveira Martins (SBGC)

A pesar de pasar muchas veces desapercibida, la usabilidad es fundamental para el desarrollo de sistemas, sitios y cursos online. Una especialista de la Sociedad Brasileira de Gestión del Conocimiento analiza la problemática.

“La utilización de medios electrónicos y sistemas computacionales por usuarios no especialistas en informática, con diferentes habilidades, formación y edades, demanda interfaces cada vez más interactivas”, sostuvo recientemente Maria de Lourdes Oliveira Martins (Directora de la Sociedad Brasileira de Gestión del Conocimiento, SBGC).

Para entender el concepto basta pensar en el día a día. Cómo sería el tránsito, si todos los automóviles tuviesen el volante en el techo, con forma de timón, o si en las casas se usaran las ventas como puertas a raíz de un nuevo criterio de construcción. Más allá de las exageraciones, todos los objetos son producidos de forma que su uso sea lo más simple posible. “Desarrollar y proyectar productos focalizados en el usuario y en su contexto de uso, es lo que llamamos usabilidad”, afirma la titular de SBGC.

Se trata de un criterio fundamental a tener en cuenta en el desarrollo de herramientas de tecnología, para que sitios y sistemas sean más interactivos. La usabilidad en Internet consiste en adaptar la información virtual de forma eficiente, garantizando un uso práctico. “Uno de los objetivos de desarrollar interfaces con un alto grado de usabilidad pedagógica y de diseño es permitir que las tareas de profesores y alumnos sean ejecutadas de forma simple y eficiente”, explica Oliveira Martins.

Pese a tratarse de algo esencial para el e-learning, las investigaciones efectuadas sobre esta cuestión en el sector de la educación a distancia todavía son poco profundas y escasas. Algo que no ocurre en otros ámbitos, como el comercio electrónico o los portales corporativos, donde resulta más común encontrar estudios sobre usabilidad.

De acuerdo al criterio de la especialista brasileña, antes de lanzar un curso al mercado hay varios puntos que deben ser analizados, como por ejemplo: las características del alumno o destinatario de esa oferta educativa. Quién es, cuál es su nivel de escolaridad, cómo interpreta las informaciones, cuál es su experiencia, su motivación, incentivo y habilidades en relación a la utilización de los recursos informáticos, son datos que facilitarán el desarrollo de la interfase más apropiada.

Según la Oliveira Martins, también es importante determinar el grado de alfabetización digital de los alumnos para acceder, interpretar, criticar y participar de las nuevas formas emergentes del contexto cultural y social.

Entre los test de usabilidad que se ha desarrollado la experta, ha encontrado algunos problemas comunes a muchos cursos virtuales, como las dificultades de los usuarios para identificar íconos y la ausencia de patrones de orientación o instrucciones claras. También identificó fallas recurrentes en el diseño de las herramientas de comunicación y en las propuestas pedagógicas que deberían fomentar su uso, al verificar que el feedback de los estudiantes suele resultar irrisorio en función de sus necesidades de aprendizaje.

Resulta indispensable, entonces, comprobar debidamente y en forma exhaustiva las interfases, puesto que un error –por más pequeño que sea- puede desmotivar al alumno y desalentar toda posibilidad de éxito. Un inconveniente medular, si tenemos en cuenta que recuperar la atención de los estudiantes puede resultar una ardua y a veces imposible tarea.

Aún en el mundo virtual, los usuarios esperan tener en sus manos algún material impreso que lo conduzca, como un guía con informaciones detalladas, con textos en lenguaje simple. “Utilizar la tecnología para agregar valor al aprendizaje con eficiencia y para traer satisfacción a los usuarios es un gran desafío”, asegura la Directora de la Sociedad Brasileira de Gestión del Conocimiento.

Fuente: SENAC (Elearning america latina) Año 3 - Número 54 | Domingo 15 de Mayo de 2005  



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h24
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Para efeitos de referência bibliográfica do material cujo autor não está referênciado: Fonseca, João José Saraiva da, Designação do documento, Fortaleza, Ceará, 2004
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