Reflexões sobre e-learning

 

Assistimos ao rompimento do tradicionalismo em treinamento e desenvolvimento a partir da década de 70, quando surgiram o movimento construtivista e a doutrina da psicologia cognitiva, ambos focalizando o processo de aprender. Os estudos resultantes destas duas correntes se revestem de um alto grau de credibilidade em função do rigor técnico das pesquisas que embasam os seus princípios. A partir desta nova visão, a postura com relação ao treinamento mudou - e mudou para muito melhor.

Essa nova realidade, com relação à aprendizagem, veio a coincidir com a explosão tecnológica que colocou o computador no centro de nossas vidas, tanto no campo pessoal como profissional. O maior impacto, entretanto, é a perfeita sinergia do construtivismo e da psicologia cognitiva com o ensino informatizado. Podemos, inclusive, afirmar que sem a utilização da tecnologia os princípios modernos de aprendizagem ficariam difíceis de serem implementados.

A filosofia construtivista vê a pessoa como criador ativo do conhecimento aprendendo através da observação, da manipulação e da interpretação do mundo que a cerca. Desta forma, o conhecimento não é recebido de fora, mas construído pelo próprio indivíduo. A psicologia cognitiva, por sua vez, coloca a sua ênfase nos processos internos e vê a interatividade como fundamental para a aprendizagem. Os conceitos de memória de curto prazo (ou memória de trabalho) e memória de longo prazo, introduzidos pela psicologia cognitiva são fundamentais para a construção de soluções que possam ser transferidas para a realidade do indivíduo.

Quando analisamos as premissas do behaviorismo, do construtivismo e da psicologia cognitiva compreendemos que o treinamento do tipo e-Learning é a melhor técnica disponível para integração destes princípios em termos de incorporar ao design: motivação, atenção, interatividade, controle pelo aluno, personalização da instrução, respeito às diferenças individuais, compreensão e recuperação do conhecimento, aprendizagem ativa, transferência para o trabalho etc. Tudo isto concorre para que a experiência vivida pelo usuário seja contextualizada, autêntica e significativa.

O desenvolvimento de uma solução de e-Learning reveste-se de grande complexidade quando consideramos que o processo deve se concentrar no aprender e não no ensinar. O aprender requer experiência ativa através da descoberta e encoraja a autonomia do aprendiz e a reflexão sobre o mundo real. Somente desta forma o conhecimento ficará codificado na memória de longo prazo e poderá, quando chegar o momento, ser transferido para o mundo real.

A tendência que observamos na maioria dos cursos atuais, disponibilizados na Web ou em CD-ROM, reside justamente no fato de que os desenvolvedores se concentram em ensinar e não aplicam ao design os princípios básicos para o aluno aprender. Uma instrução que não leva em consideração os mecanismos não-observáveis, ou processos internos de motivação e memória (defendidos pela psicologia cognitiva), poderá ser uma experiência "agradável", mas não irá gerar conhecimento e transferência para o mundo real.

Não podemos confundir a aparência externa do curso (ou a sua interface gráfica) com a qualidade do conteúdo que está sendo disponibilizado. Devemos resistir, também, em considerar perguntas e respostas (mesmo que freqüentes) como interatividade. A melhor interatividade é aquela em que o usuário constrói, interpreta e integra o conhecimento.

Concluímos, pelo que foi exposto, que o desenvolvimento de uma solução informatizada de treinamento requer conhecimentos sólidos das estratégias de aprendizagem focalizando a motivação intrínseca do usuário, assim como, técnicas de apresentação do conteúdo que permitam a reflexão e a livre exploração da informação. Este é o domínio clássico do designer instrucional, que seleciona os princípios de aprendizagem em função do propósito a ser atingido.

A interface gráfica, os recursos instrucionais, as estratégias de apresentação, a arte digital, as linguagens de programação e outros elementos tecnológicos ficam subordinados ao design instrucional e, portanto, acontecem após a conclusão desta etapa. A tecnologia fica condicionada ao design instrucional e não o contrário.

Acreditamos que estas idéias possam provocar reflexões, nos profissionais da área, sobre a qualidade a ser impressa aos programas de T&D apresentados no formato e-Learning.

Fonte: Neyde Vernieri Lopes publicado em  RH.com.br 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 10h06
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Apoio internacional às vitimas do Marmoto recorre à telemedicina e à educação a distância

Entidades intenacionais estão a utilizar a telemedicina e a educação a distância no apoio às vitimas do marmoto.

A telemedicina apoia os profissionais no diagnóstico e tratamento dos problemas de saúde e a educação a distância capacita-os a melhor desempenharem as suas funções face a situações imprevistas, ou para as quais não tenham preparação específica. 

O navio hospital US Navy hospital Mercy tem instalado um sistema de telemedicina que proporciona o contato direto com hospitais nos Estados Unidos.

USNS Mercy

The US Navy hospital ship Mercy uses telemedicine to link doctors on the ship with experts back in the US. (credit: Us Navy)
 

Fonte: by Taylor Dinerman - Monday, January 10, 2005  http://www.thespacereview.com/



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 13h11
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Telemedicine and distance learning after the tsunami

In the immediate aftermath of the December 26 earthquake and tsunami, relief workers and local governments were able to use satellite communications to coordinate their emergency responses. Months from now, experts will have to evaluate how well these networks performed and evaluate where there is need for improvement. Already, the need for a new tsunami warning network is widely accepted. Such a network will require a large scale and robust satellite communications system. The debate over what the architecture of such a system will be promises to be fascinating.

In the slightly longer term, those who are running the recovery operation have an opportunity to use telemedicine and distance learning systems. The peoples of the affected areas and, above all, the children who have been so horribly struck, can be helped by the innovative use of existing satellite communication networks. In spite of the heroic efforts of the emergency relief workers and the military men and women of all nations involved, no single force can include all the medical and public health expertise required. Not only that, but the logistics needed to support large numbers of Westerners in the devastated areas would hinder the smooth flow of food, medicine, construction materiel, and everything else that is needed to help begin the recovery process.

If there were ever a case for telemedicine being introduced, rapidly and effectively, into a humanitarian crisis situation, this is it. The first nation to deploy telemedicine systems in response to this crisis was not the US, Australia, Japan, or a European state, but India. The Indian Space Research Organization (ISRO) has brought three hospitals in the Andaman and Nicobar Islands into their ISRO telemedicine network. These are connected to medical facilities on the subcontinent, whose personnel are trained and equipped to provide specialist services.

India has a long and successful history of using both telemedicine and distance learning to support its national goals. They have not only decided to handle their emergency response themselves, without any outside help, but they have been providing significant assistance to their poorer neighbors. So far, there has not been any news of India providing telemedicine systems outside their own borders, but that may change over the next few days and weeks.

The US has also been trying to integrate telemedicine into its own various health care delivery networks. The US military, as well as Alaska and Arizona, seem to do better than the rest of America’s medical establishments. The major obstacles to its wider use revolve around cross state licensing, medical liability, and reimbursement. The Response Teams, Aircraft Carrier and Amphibious battle groups that are already in the region have various degrees of capability. The major US telemedicine systems will not reach the area until the USNS Mercy hospital ship gets into action sometime next month

The 70.000-ton displacement Mercy (T-AH 19) is equipped with an older, but still very effective, “Challenge Athena” telemedicine system, capable of handling 1.54 megabits per second. The ship’s crew has a long-standing relationship with a hospital in San Diego California for Teleradiology. It is leaving port with a reduced medical team, hoping that volunteer doctors, nurses, and other experts will be found to fill in for the missing military medical people during the transit.

In the longer term, military assets, such the Mercy, are not a substitute for local institutions. As the medical infrastructure in Sumatra and Sri Lanka is rebuilt, the role of telemedicine will have to be looked at, both from the point of view of national and regional develop priorities, and from the that of the local medical practitioners.

One ongoing requirement will be to provide the children of these areas with post-traumatic stress counseling, reinforced by group or play therapy. The vast majority of this work can only be properly carried out by local teachers, social workers, and volunteers. Distance learning systems are the perfect way to give these people the training they will need to carry out this mission.

For Sri Lanka this will be easier than for Sumatra, since there is a considerable community of Sri Lankans living in the US and elsewhere in the West. The Sri Lankan community has been exceptionally active in organizing assistance for the people of their former homeland. They have the opportunity to organize teams of child psychologists and other experts and combine them with members of their own community, who have the language and cultural knowledge needed to make the advice relevant and effective, and to begin the training process within a few weeks.

Putting together such a project would be a task for an exceptionally creative and energetic non-governmental or charitable organization. In the aftermath of the disaster, there are probably several that could do the job, but since the hardest hit area is in Sumatra, finding Indonesians living in the US, with the required knowledge, will not be easy.

Fonte: by Taylor Dinerman - Monday, January 10, 2005  http://www.thespacereview.com/



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 13h09
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TV digital e educação

Por Renata Aquino - Chegar em casa, colocar os pés para cima no sofá, pegar o controle e ligar a televisão. O sonho cotidiano de muitos brasileiros é a nova oportunidade para os educadores. A TV digital chega aos poucos ao cotidiano do brasileiro e traz novas perspectivas para o ensino.

A TV digital está próxima de ser realidade no Brasil com a idéia de escolha de padrão próprio pelo governo. Qualquer que seja o futuro, a expectativa é que o governo reforce o apoio ao padrão encorajando os fabricantes a prepararem aparelhos de TVs compatíveis até o final da década.

As operadoras de TV a cabo, por sua vez, não dependem da escolha do padrão para os canais abertos. Assim, algumas já passaram a oferecer suas opções para o público brasileiro. A DirecTV, por exemplo, tem um serviço de envio de e-mails. A Sky investiu no Sky+, sistema de gravação digital de programas de TV que permite que o usuário armazene horas e horas de programação criando um perfil com os programas que gosta.

Toda a tecnologia da TV digital ainda não está, no entanto, presente nas escolas brasileiras. No caso da TV, no entanto, a preocupação em preparar os educadores é compreensível. A TV é um dos principais recursos utilizados em educação a distância, dada a popularidade de produtos como o Telecurso 2º Grau. A TV interativa, estágio da TV digital que permite interagir com o conteúdo na TV, trará acesso a web e a conteúdo específico para televisão. Centros de pesquisa em todo o Brasil já se preocupam, portanto, com a utilização da novidade.

"É muito importante falar de TV digital agora no Brasil com o governo eletrônico e as metas de educação, há um contexto diferente de outros países onde não há tanta a necessidade de se preocupar com a TV digital por conta da existência de um computador na maioria das casas, o panorama brasileiro é bem diferente", conta Thaís Waisman, do Laboratório de TV Interativa da Escola do Futuro.

"O Brasil tem uma grande tradição de educação pela TV, com projetos como o Minerva, as telesalas do Telecurso e muito mais", completa Waisman, doutoranda da Faculdade de Educação da USP. Waisman lembra, no entanto, que é preciso diferenciar os tipos de TV digital e suas finalidades. "É interessante ter um canal de retorno, mesmo a TV analógica pode ter interatividade com linhas telefônicas, e-mail ou sites disponíveis".

"É fundamental que as novas tecnologias sejam colocadas no contexto da educação", afirma Sérgio Amaral, professor da Faculdade de Educação da Unicamp. "Hoje já é produzido conteúdo digital nas emissoras, a TV digital vai ser uma realidade, depende agora de políticas de implantação em escolas e comunidades".

Pesquisa brasileira aumenta

"O governo brasileiro já realizou chamadas públicas para instituições interessadas em desenvolver para TV digital, um trabalho conjunto de instituições privadas e universidades deve ser uma alternativa muito interessante", conta Sérgio Amaral, da Unicamp.

"Além do Laboratório de TV Interativa da Escola do Futuro, o projeto Educom da ECA e a PUC-SP são instituições que se destacam nessa área de pesquisa", conta Thaís Waisman, da USP. "A pesquisa do uso da TV digital é um aspecto mais específico do tema de novas tecnologias na educação".

"Pouca gente viu e conhece TV interativa, a maioria das fontes são estrangeiras", conta Waisman. Ainda assim, "o educador tem que se preocupar em conhecer o assunto, já que temos uma geração de alunos que é super exposta à tecnologia", analisa a educadora. "O educador pode utilizar essas experiências para fazer com que o conteúdo de suas aulas seja mais atraente, seja numa interface de TV digital seja nas suas aulas", conta Waisman.

"Outra possibilidade de participação é na produção de mídia", conta Sérgio Amaral. "O professor pode propor aos alunos desenvolver atividades relacionadas a um tema proposto utilizando linguagem de televisão, realizando uma pequena produção. O aluno vai em campo e faz sua própria reportagem e rápida edição digital. Este aluno estará, inclusive, capacitado para entender como funciona uma reportagem ao assistir um jornal. Terá desenvolvido o olhar crítico da mídia".

"O grande custo é a adaptação de conteúdo já existente para TV digital, o modelo de enhanced TV, a TV com possibilidades de interação com conteúdo ampliadas, é o mais popular em todo mundo", conta Waisman.

O Laboratório de TV interativa da Escola do Futuro realiza pesquisas periódicas sobre temas relacionados à TV digital. "Estamos na batalha de construção de conhecimento sobre esse campo novo de pesquisa", afirma a pesquisadora Thaís Waisman.

Fonte: Universia Brasil
 Data: 04/01/2005


 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 11h32
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a EDUCAÇÃO NA PROMOÇÃO DA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE E NO COMBATE À INTERIORIDADE

As duas notícias anterior, relatam dois projetos que pretendem utilizar as novas tecnologias na promoção da educação de qualidade e no combate à interioridade.

Na China até 2007 vão ser implementadas as ferramentas tecnológicas necessárias para que as escolas do interior do país possam ter acesso à educação a distância. A área rural do país é caracterizada pela falta de oferta de educação e pela baixa qualidade da educação ofertada.

O Canadá aposta na difusão da banda larga, como forma de oferta educação às regiões do interior do país. Ã banda larga possibilitará também o desenvolvimento de projetos paralelos na área de saúde. A intenção do governo canadense é promover a educação e evitar os efeitos da interioridade, que motivam o abandono das regiões do interior.

 Fonte: João José Saraiva da Fonseca

 

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 11h15
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Banda larga para as comunidades do interior do Canadá

Broadband Internet services expand in Northern Ontario
Twenty-two communities in Northern Ontario will be cruising the information highway, as they get high speed Internet because of Northern Ontario Heritage Fund Corporation's $1.06 million contribution.

By Arron Pickard
Saturday January 08, 2005

Timmins Times — Twenty-two communities in Northern Ontario will be cruising the information highway, as they get high speed Internet because of Northern Ontario Heritage Fund Corporation's $1.06 million contribution.

The funding will go to the North Eastern Ontario Communications Network (NEOnet), in partnership with northern municipalities, NorthernTel and the federal government, to establish the broadband Internet service. Northern Development and Mines Minister and Chair of the NOHFC Rick Bartolucci, said the Ontario government is establishing modern telecommunications infrastructure in the Northeast and developing new tourism trails in the Kapuskasing area.
“The McGuinty government is pleased to support the expansion of broadband Internet service in many small communities in the Highway 11 corridor, from Elk Lake to Val Coté,” Bartolucci said.
“This initiative will help boost local business services, support a prosperous local economy and promote youth retention through distance education.”
Maggie Matear of NEOnet, explained the expansion is a $3.9 million project that NEOnet facilitated and was responsible for arranging the partnership and writing the proposals.
The great thing about this Broadband project, she said, is that after it’s implemented, 40 out of the 60 communities in the Cochrane and Temiskaming districts will have high speed access (representing 67 per cent, whereas, the national average is just 28 per cent).
“We got $1.9 million this past spring from Industry Canada,” Matear said. “We were one of only two dozen successful applications from across Canada to receive funding, and we received one of the largest funding awards because our region is so large. There’s also $800,000 from NorthernTel and $80,000 from NEOnet, plus the $1.06 million from NOHFC. We’ve been working on this particular project since early 2002.
“Broadband has huge implications for economic development, education and healthcare in small communities. It’s very hard to attract businesses when you have no high speed access. The 22 communities in this project will no longer have that particular barrier. A single mom who might normally have to leave town and uproot her family, in order to complete a degree or diploma will now be able to do so right at home, through a distance education program.”
The installation of service in the 22 communities will begin in January 2005 and finish in March 2006. Communities that will benefit from the project will include: Anthony (north of Matheson); Barber's Bay; Clear Lake (north of Kapuskasing); Connaught; Dawson Point (near Dymond); Elk Lake; Gatineau (north of Timmins); Hallebourg; Holtyre; Hoyle; Jogues; Larder Lake; Matachewan; Mattice; Monteith; Porquis Junction; Ramore; Shillington Remote; Swastika; Val Coté; Val Gagne; and Virginiatown.
The Kapuskasing Economic Development Team, in cooperation with its public and private sector partners, will receive $593,307 to build a 200-kilometre shared-use trail system between Moonbeam and Kapuskasing. The trails would primarily by used by all-terrain vehicle enthusiasts and shared with the local snowmobile clubs. The proponents of this initiative expect an increase in tourism flow in the Kapuskasing area, including more opportunities to host ATV events such as rallies and competitions.

 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 11h06
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Educação a distância em áreas rurais na China

Distance education to reach rural areas by 2007
www.chinaview.cn 2005-01-08 09:45:44

    BEIJING, Jan. 8 (Xinhuanet)-- The Chinese government's program to provide rural schools with long distance education facilities entered its third year at the beginning of 2005.

    The Ministry of Education, the State Development and Reform Commission and the Ministry of Finance are jointly responsible the program in elementary and middle schools.

    According to the three departments' general plan, from 2003 to 2007, China will equip tens of thousands of schools with disc-playing facilities, satellite TV or Internet access.

    From the year 2003 till the end of 2004, the three ministries launched two pilot projects to disseminate Internet education in under-developed western China and had helped set up about 140,000 distant education facilities there.

    According to statistics from the Ministry of Education, about 530,000 county level primary and middle schools in rural areas account for 88 percent of the country's total schools. These schools have 162 million students, accounting for 81 percent of the total.

    Schools in rural areas are known to have poorer performances interms of education facilities, education resources and teaching staff. For these reasons, China has been working to narrow the gap between the rural and urban education conditions through distance education.

Enditem



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 10h54
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Novas competências para o professor no século XXI


O mundo contemporâneo apresenta mudanças que afetam todos os setores da sociedade, inclusive a educação. Estas mudanças, irreversíveis, estão relacionadas ao desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), que instituem diferentes concepções de tempo e de espaço e possibilitam ao professor desenvolver novas práticas pedagógicas.
É necessário, então, que os professores do século XXI, em primeiro lugar, adquiram fluência tecnológica vinculada, principalmente, à reflexão e ao uso de ferramentas digitais (para a comunicação e interação) no âmbito educacional e à compreensão da lógica da hipertextualidade característica da Web. A falta de fluência tecnológica cria uma lacuna entre educadores preparados para utilizar mídias digitais, em aulas presenciais e em cursos on-line, e aqueles que não estão habilitados para fazer uso delas.
Os professores precisam adquirir novas competências e habilidades para que os alunos possam aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser aprendizagens fundamentais salientadas por Delors no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI (1999). Essas competências e habilidades estão, primordialmente, vinculadas às seguintes esferas: pedagógica (relacionada à utilização de recursos discursivos facilitadores da aprendizagem), gerencial (concernente aos procedimentos estruturais para o desenvolvimento de atividades educacionais) e técnica (ligada à transparência tecnológica do conjunto formado pelo sistema, software e interface selecionados).
A mutabilidade da sociedade em rede implica em um processo constante de releitura das esferas de competências e habilidades e de uma adequada capacitação pedagógica ao longo da carreira docente. Sem capacitação e experiência, os professores continuarão a simplesmente a duplicar suas práticas tradicionais na Internet e não se beneficiarão adequadamente das novas mídias. Em muitos casos, os professores acreditam que atividades utilizadas em sala de aula presencial podem ser transferidas para os VLEs (Virtual Learning Environments Sistemas de Gerenciamento de Aprendizagem) sem nenhuma adequação. Entretanto, isso não é possível, uma vez que cada mídia digital exige uma abordagem diferenciada para sua utilização.
Grande parte da literatura a respeito da capacitação do professor on-line se refere à utilização da tecnologia per se, manuais de ensino e listas de requisitos para a criação de tutoriais disponibilizados na Web. Contudo, a verdadeira revolução que está ocorrendo no campo da educação on-line é marcada pelo novo papel do professor. Este assume a função de orientador que auxilia e incentiva os alunos a pesquisar, selecionar e organizar as informações, gerenciar o tempo / estudos e a construir o conhecimento de forma autopoiética.
As mudanças em nossa sociedade e os avanços tecnológicos apresentados neste ensaio mostram a necessidade de uma reestruturação da prática de ensino, implementada por uma reflexão crítica sobre o trabalho do professor em sala de aula e em ambientes digitais. Este trabalho está ligado ao desenvolvimento de novas competências que devem ser priorizadas em estudos acadêmicos e incorporadas ao currículo escolar de qualquer instituição que oferece cursos para a formação de professores. Somente através dessa perspectiva é possível instituir um novo paradigma educacional.
O maior desafio da educação e do professor na contemporaneidade é, mais do que nunca, articular as experiências e conhecimentos prévios dos alunos e propiciar o desenvolvimento da autonomia discente de forma a constituir uma inteligência coletiva (Pierre Lévy) que promova a democratização do conhecimento e exercício pleno da cidadania.
Por Pollyana Notargiacomo Mustaro e Vera Cristina Queiroz; doutora e doutoranda em Educação pela USP, respectivamente.

Fonte: O Estado de São Paulo, 15/08/2003 - São Paulo SP



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 12h05
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Universidade investirá no ensino a distância para multiplicar a oferta de vagas

Universidade investirá no ensino a distância para multiplicar a oferta de vagas

A Universidade de Brasília (UnB) pretende entrar definitivamente na era do
ensino à distância. Desde abril de 2004, professores e estudantes começaram
a usar o estudo gerenciado por computador para aplicar as matérias das
disciplinas. Oito meses depois do início da empreitada, 50 docentes, mais de
1.000 alunos, 15 departamentos e 65 disciplinas usam a plataforma virtual
para dar aula.
Para este ano, a intenção é ampliar as aulas via Internet para toda a
universidade. A proposta pretende, a longo prazo, multiplicar o número de
vagas e aumentar o acesso dos estudantes de ensino médio à UnB. Segundo o
idealizador do projeto, o professor Leonardo Lazarte, a UnB atende apenas
14% dos universitários no Distrito Federal, um número considerado muito
baixo.
O software usado é batizado de Plataforma de Aprendizagem Moodle, um
programa gratuito e com o código aberto para modificações e adaptações dos
usuários. A escolha passou por uma seleção criteriosa de qual seria a melhor
plataforma para o uso na UnB.
- A melhora dos alunos que tiveram acesso ao Moodle é muito grande.
Primeiro, o índice de repetência e abandono diminuem significativamente. A
desistência é quase nula. E depois, o aproveitamento é melhor. As notas
finais de todos os alunos aumentaram e o conteúdo foi bem assimilado -
explica Leonardo Lazarte.
O processo é simples. O aluno entra no site da plataforma, digita o nome do
usuário e senha e acessa a página da disciplina cursada. Lá, textos,
exercícios e explicações estarão disponíveis, previamente montadas pelos
professores. Algumas aulas são dadas completamente pela Internet, com as
aulas presenciais sendo apenas um reforço para tirar as dúvidas.
- A presença faz parte do passado. Não adianta o aluno esquentar a cadeira e
não assimilar a matéria dada - enfatiza Lazarte. O acompanhamento é
personalizado, permitindo ao professor monitorar quanto e o que o aluno
estudou, afirma.
As provas, no entanto, continuam sendo aplicadas em sala de aula. O uso da
plataforma Moodle em toda a UnB será ampliado em 2005 com a adição de dois
servidores de rede, aumentando assim a capacidade de conexões pelo sistema.
Os universitários sem computador com acesso à Internet não serão
prejudicados.
- Em geral, o aluno ''se vira''. Em casa, no trabalho, na biblioteca ou no
computador dos amigos, o estudante sempre deu um jeito de entrar na
plataforma e estudar - afirma o professor.
Lazarte diz que, em mais de 1 mil alunos, apenas um teve problemas de
encontrar um meio de acessar a plataforma.
No primeiro semestre, a meta é divulgar as facilidades do Moodle para os
professores e alunos. De acordo com a adesão, as modificações no acesso e
nos servidores serão feitas. Para o segundo semestre, Lazarte pretende criar
uma interação maior entre as aulas reais e suas contra-partes virtuais.

Fonte: Jornal do Brasil



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 19h52
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The State of Distance Education: Observations V

Evolution: From eLearning to mLearning

No discussion of developing trends in distance education can ignore the associated development of technology and its impact on society. In The Future of Learning: From eLearning to mLearning, Desmond Keegan shows that the logical extension of PC-based distance learning is mobile learning (mLearning). mLearning is the logical extension of asynchronous learning, available not only anywhere and anytime, but also anywhere. It is a vision that is becoming attainable for more every day.

As futurist Alvin Toffler remarked in 1976, 'You'll know the information age has truly arrived when home is once again the center of life.' Now that students can learn from their rooms, and workers telecommute regularly, the information age has arrived. Once a futuristic vision, the technology that enables distance learning has helped to propel a sea change in the way we work, live and learn. These changes will continue as technology and society evolve.

The demand for wireless, mobile devices that connect learners to each other and to information will continue to grow. Already, the military delivers distance education in the field along with intelligence reports and troop orders. As learners navigate through their busy lives, electronics will make wireless education and training available to meet the demand. Personal digital assistants (PDAs), mobile telephones, and laptops already are capable of downloading course emails, discussions and assignments. The industry continues to pursue a viable 'convergence device' that will blend all communication needs into a single tool for connectivity. Then, education will be truly anytime, anyplace and anywhere. Are you ready?

Fonte: http://www.pbs.org/

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 19h40
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The State of Distance Education: Observations IV

The Blend of Classroom and Online

For many, learning entirely at a distance is still not a preference. Even at institutions where course management systems are in place, faculty may not take full advantage of all courseware options. They and many adult learners prefer hybrid, or 'blended' courses, in which classes meet face-to-face but many materials are placed online. This is especially true at traditional baccalaureate institutions, making it more important than ever for students to fully research their educational options. As we have stated here before, options exist to meet every educational goal and instructional preference, so learners should know what they want and need.

Blended and hybrid classes may be a diminishing trend, although face-to-face classes will never entirely disappear. As older faculty retire, as technologically adept students increase in number and institutions provide support for teaching and learning with technology, learning entirely at a distance will gain even greater acceptance.

 

Acceptance Increases Participation

One reason for this acceptance is an increase in the quality of online learning outcomes. Early perceptions that online learning was somehow inferior to face-to-face learning are being amended. The Sloan study documents that "the majority of academic leaders believe that online learning quality is already equal to or superior to face-to-face instruction." As institutions provide further professional development and online instructors become more adept, quality will continue to improve, it was felt.

Employers, too, are increasingly accepting of online degrees. The traits which help an online learner be successful are also desirable in an employee: good time management skills, good communication skills and the ability to complete assignments in a timely manner. As more prestigious institutions offer online programs, acceptance will only increase.



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 19h40
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The State of Distance Education: Observations III

Learning Online is Easier than Ever

Colleges and universities offer distance education to increase the range of the learners they serve, providing access to learning to those who may not have had it in the past. And access is becoming easier every year. The emergence of useful, affordable technology makes web-based learning easier to access. Computers are cheaper; internet access is often included with cable or phone services.

Once an add-on to primarily classroom-based programs, now entire programs are available for online completion. More than 95% of community colleges and nearly 90% of public 4-year colleges offered or planned to offer distance classes in 1998. In the three years between 1998 and 2001, such programs increased from 22 to 30 percent (NCES). Many institutions now offer complete degrees and certificates entirely online.

Course management software, or courseware, like Blackboard, WebCT and others can make course creation and completion manageable for institutions which do not wish to develop their own course management systems (CMS). The standardization and structure these systems provide can help both faculty and students to become familiar and proficient in online-based education. They can also be expanded into complete learning management systems (LMS), which integrate courseware with student records, registration functions, the business office and other campus departments to provide a single web-based point of access to information as it occurs.

Greater involvement means that there are more experienced people to support and champion those with less experience, so success rates have also climbed. Learner support options (like this one) are readily available. Not only do institutions offer more courses online, more tools for finding courses are available, as well. Academic-focused organizations supporting online faculty, administrators and technologists have added or created distance learning-related groups, and entirely new associations have arisen to provide a forum for those who work with distance learning and learners. The vast majority of institutions which offer distance classes now also provide training and support to faculty to assist them in mastering the differences between classroom and online learning, to enhance course quality and student success.



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 19h39
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The State of Distance Education: Observations II

Online Learning is Exploding

It's hard to miss the exponential growth of distance learning options. Those institutions that paved the way, and the 'early adopters' who chose to teach and learn online have given way to adoption by every kind of educational institution, public and private. According to a recent study issued by the Sloan Consortium (Entering the Mainstream: The Quality and Extent of Online Education in the United States, 2003 and 2004), online enrollments will continue their rapid growth. Distance learning is now considered strategically crucial to institutional growth. In the fall of 2002, over 1.6 million learners studied online. At that time, the overall expected growth rate was nearly 20% a year. Schools participating in the study expect the number of online students to have topped 2.6 million by this fall, exceeding growth expectations. Further, there is no evidence to suggest that this growth is approaching a plateau.

The most recent data from The National Center for Education Statistics shows that course enrollments in distance education nearly doubled in the period between 1997-98 and 2000-01. Over half of these enrollments — over 1.5 million — occurred at community colleges. (While all forms of distance education — online, interactive and satellite video, e-mail, etc. — were included in the survey, the vast majority of courses offered are offered in a web-based online format.) It should be noted that course enrollments refer only to the number of people enrolled, and does not differentiate between age groups. These numbers include part-time adult students who perceive online learning as their only viable choice as well as 'traditional' on-campus students who add an online class to avoid being tied to a schedule.

The statistics cited in both of these studies do not include the vast and ever-increasing numbers of learners who use online methods to complete training and continuing education at private for-profit providers, corporate training centers and within the military. (Service members in distance-based educational and training programs at any one moment account for enrollments in excess of 100,000, a number that will undoubtedly rise.) There is also a corresponding growth in distance learning at the K-12 level, exposing both young learners and educators to online delivery. Surely, younger, tech-savvy learners will expect distance learning options as they grow older, adding to growth expectations.



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 19h39
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The State of Distance Education: Observations

 

 Candice Kramer

 

The State of Distance Education: Observations

For this month's newsletter, we're going to step back and take a look at where distance education has been and where it's going. Sometimes is seems as if time rushes past; we turn around and wonder where the time went. As the year comes to a close, take stock of what you've accomplished, and think about what's to come. This time, we put distance learning in context as a stage in an evolving enterprise.

 

Seems Like Only Yesterday...

Just a few short years ago, online learning was in its infancy. Experimenters gushed over plain-text e-mail communication between slow dial-up modems. The education establishment treated distance education with distaste. Instructors who embraced the new delivery method were often derided by their more conservative peers, and students were regarded as little more than cheats.

Now, the state of distance education is very different. Online learning has entered the mainstream. The institution that doesn't offer some distance alternative is rare. Further, with the combination of available learners and ever-improving technology, online education is poised for an even greater expansion.

 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 19h38
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Computador precisa ser melhor utilizado na educação, diz Otto Peters

 

Transformar o uso do computador e passar a utilizá-lo não como simples caminho para o envio de informações na área educacional, mas como uma nova ferramenta efetiva de trabalho. Além da importância da autonomia dos alunos, esta é a questão defendida pelo alemão Otto Peters, professor emérito, fundador e reitor durante dez anos da FernUniversität (Universidade de Ensino a Distância), em Hagen, Alemanha.

Peters, que realiza pesquisas em ensino a distância desde 1965, acredita que atualmente o computador, no ensino não presencial, ainda é usado como uma lousa, em que constam aulas e conteúdos.

"Ele não é utilizado como alicerce da educação. É preciso se desenvolver uma pedagogia em que a máquina transforme o modo de aprendizado, e que nele [aprendizado] se empregue, então, todos os recursos possíveis da nova tecnologia', diz. Segundo Peters, o computador como simples meio de exposição não fará o ensino avançar efetivamente. "É vinho velho em garrafa nova", define.

Autonomia

E é justamente o computador, com seu novo uso, que pode permitir a consolidação da outra tese defendida como "fundamental" por Peters: a plena autonomia daqueles que aprendem. "Nos lugares que passei pelo mundo, sempre tento convencer as pessoas da importância da autonomia de quem aprende. E sabia que ia enfrentar resistência", afirma o estudioso de EAD.

Segundo Otto, muitos são os argumentos daqueles que desacreditam na importância da autonomia plena dos estudantes. Entre eles estão a falta de preparação dos alunos atuais, em qualquer lugar do mundo, e a falta de capacidade das instituições em avaliar um alguém sem realizar uma comparação com o restante da classe.

"Apesar disso, muitos antes da EAD e do emprego do computador na EAD, vários pensadores já falavam da importância de criar uma pessoa independente a partir dos estudos", afirma Peters, citando o filósofo Emanuel Kant, que defendia o tema no ano de 1700, e o psicólogo americano Carl Rogers, cujo pensamento permeia a filosofia da educação desde 1959.

Otto Peters prossegue dizendo que, se antes da EAD servia para abranger os excluídos e necessitados, ultimamente é procurado por jovens experientes no estudo on-line. "E esse tipo de estudo e de perfil de estudante é cada vez mais autônomo. Mais independente. É preciso criar um jeito totalmente novo de ensinar, porque no futuro vamos lidar com autodidatas, que precisarão apenas de tutoria", acredita ele.

O professor, porém, assume que toda essa idéia ainda está longe da prática nas escolas tanto presenciais como na EAD. "Ainda estamos preocupados com a tecnologia, com os problemas do dia-a-dia. Mas é alentador ver que uma cultura completamente diferente está surgindo", diz.

Fonte: Folha de São Paulo (adaptado para fins didáticos)

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João Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 16h02
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Vantagens e desvantagens da EAD


A educação a distância em instituições de ensino superior é uma prática nova no Brasil. Segundo dados do MEC (Ministério da Educação), começou a se firmar em 1997, quando foram ofertados os primeiros cursos de pós-graduação. O credenciamento oficial por parte do governo federal, incluindo-se aí o surgimento das primeiras disciplinas de graduação, porém, se deu apenas entre 1999 e 2002.

Apesar disso, é intensa a discussão acerca das vantagens e desvantagens da EAD (educação a distância). A verdade é que, mesmo apresentando algumas ressalvas, os educadores destacam mais benefícios do que problemas na modalidade.

O pesquisador da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade de Campinas) Sergio Ferreira do Amaral, 50 anos, que estuda a aplicação de novas tecnologias no ensino, afirma não haver, "operacionalmente", empecilhos para ensinar a distância. "A dificuldade geral, hoje, é manter o mesmo nível de qualidade presente no ensino tradicional. Em termos geral, é tudo muito novo, e fica difícil estabelecer parâmetros para comparar. Saber se quem aprende em aulas não-presenciais sabe mais ou não", afirma Amaral.

Para Amaral, um "problema", que não pode ser visto propriamente como desvantagem, é o alto custo da produção de material teórico. "A adaptação do conteúdo didático para novas mídias é muito caro. Requer linguagem específica, recursos visuais. Tudo isso é feito por pessoas especializadas que trabalham em parceria com os professores. Mais uma vez, a mão-de-obra é mais cara. Além disso, hoje é imprescindível o uso do computador", afirma o pesquisador.

Porém, como destaca também o presidente da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), Frederic Michael Litto, esse custo passa a ser vantajoso quando o universo beneficiado é grande. "Se o material for utilizado por mil pessoas por ano, por exemplo, já se pagou o investimento".


Vantagens

Na outra ponta, a das vantagens, existe consenso pleno entre o professor da Unicamp, o presidente da Abed e outros participantes do setor: a EAD permite atender a um público muito maior e mais variado que os cursos tradicionais. Público esse, aliás, que não teria como voltar ou continuar a estudar sem a EAD.

" [A educação a distância] atende a pessoas ocupadas, sem disponibilidade de horários e otimiza o tempo livre", cita Litto. "Alguém com alguma deficiência física grave ou alguma paralisia, que não pode sair de casa, ganha a oportunidade de estudar", completa. "Ela [EAD] pode ser considerada uma ferramenta de inclusão social", declara por sua vez Amaral, da Unicamp.

Interação

A falta de troca de experiências entre professor e aluno e de convivência humana são citadas como desvantagens da educação a distância por quem ouve falar no assunto pela primeira vez. Mas há quem vê nessa falta de contato algo nem tão grave assim.

"Havia perdas no começo, mas com o largo uso da internet isso desapareceu. Não que o contato humano para um jovem em desenvolvimento não seja importante. Mas na EAD essa falta [de contato] não pode ser vista como um item que torna o ensino menos efetivo ou pior", afirma o professor da Unicamp Sergio Amaral.

Na opinião do presidente da Abed, Frederic Litto, a internet preencheu a lacuna. "A sociabilização existe sim. Há os chats (salas de bate-papo), as videoconferências. Os alunos não são apenas nomes na tela, têm rostos com o uso da webcam", afirma ele. "Muitas vezes, existe até maior liberdade para levantar dúvidas, porque a inibição de falar na frente de uma classe inteira é descartada", continua.

"É uma questão de cultura adotar a educação a distância", declara Amaral. "Assim como não é hábito usar a televisão para educar crianças. Falta capacitar os professores para usar a tecnologia e adequá-la, seja com a TV seja com a internet", afirma.
 

Fonte: Folha de São Paulo (adaptado para fins didáticos)

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João Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 15h59
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Texto comentado - PORTARIA Nº 4.059, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2004

 

Texto encontrado na lista: ead-l@listas.unicamp.br

Digest Ead-l, volume 16, assunto 1

 

PORTARIA Nº 4.059, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2004

O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições, considerando o disposto no art. 81 da Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e no art. 1 o do Decreto n o 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, resolve:

Art. 1 o As instituições de ensino superior poderão introduzir, na organização pedagógica e curricular de seus cursos superiores reconhecidos, a oferta de disciplinas integrantes do currículo que utilizem modalidade semi-presencial, com base no art. 81 da Lei n o 9.394, de 1.996, e no disposto nesta Portaria. ( Aqui mudou. Na portaria 2.253 a indicação era de disciplinas, em todo ou em parte, "não" presenciais. Redefiniram o conceito "semi-presencial", não como necessidade de momentos presenciais no método a distância, mas como apresentado a seguir)

§ 1 o Para fins desta Portaria, caracteriza-se a modalidade semi-presencial como quaisquer atividades didáticas, módulos ou unidades de ensino-aprendizagem centrados na auto-aprendizagem e com a mediação de recursos didáticos organizados em diferentes suportes de informação que utilizem tecnologias de comunicação remota. (Ou seja, a distância - "não-presencial" como entendíamos até então. Pode confundir. "Semi-presencial", até onde entendo, implica em presença)

§ 2 o Poderão ser ofertadas as disciplinas referidas no caput, integral ou parcialmente, desde que esta oferta não ultrapasse 20 % (vinte por cento) da carga horária total do curso. (Ficou bem claro agora que os 20% se referem ao total do curso e não somente da disciplina, e que pode-se ter disciplinas integralmente ou parcialmente "semi-presenciais" - olhem onde pode ocorrer confusão, fica parecendo até redundante ou contraditório: integralmente "semi-presencial" ? parcialmente "semi-presencial" ?)

§ 3 o As avaliações das disciplinas ofertadas na modalidade referida no caput serão presenciais. (Aqui mudou também. Antes era citado somente "Os exames finais". Serão todas as avaliações, ou é a mesma coisa?)

§ 4 o A introdução opcional de disciplinas previstas no caput não desobriga a instituição de ensino superior do cumprimento do disposto no art. 47 da Lei n o 9.394, de 1996, em cada curso superior reconhecido. (OK)

Art. 2 o A oferta das disciplinas previstas no artigo anterior deverá incluir métodos e práticas de ensino-aprendizagem que incorporem o uso integrado de tecnologias de informação e comunicação para a realização dos objetivos pedagógicos, bem como prever encontros presenciais e atividades de tutoria. (Texto novo. Entendo que, se deve prever encontros presenciais, então nunca será integralmente a distância. Por isto comentei que o termo "semi-presencial" da forma como foi apresentado poderia confundir. Aqui faria sentido. Literalmente é "semi-presencial")

Parágrafo único. Para os fins desta Portaria, entende-se que a tutoria das disciplinas ofertadas na modalidade semi-presencial implica na existência de docentes qualificados em nível compatível ao previsto no projeto pedagógico do curso, com carga horária específica para os momentos presenciais e os momentos a distância. (Texto novo. Primeira vez em que é citada a questão de carga-horária específica).

Art. 3 o As instituições de ensino superior deverão comunicar as modificações efetuadas em projetos pedagógicos à Secretaria de Educação Superior - SESu -, do Ministério da Educação - MEC -, bem como inserir na respectiva Pasta Eletrônica do Sistema SAPIEns, o plano de ensino de cada disciplina que utilize modalidade semi-presencial. (A questão da Pasta Eletrônica é nova, não era comentado anteriormente)

Art. 4 o A oferta de disciplinas na modalidade semi-presencial prevista nesta Portaria será avaliada e considerada nos procedimentos de reconhecimento e de renovação de reconhecimento dos cursos da instituição. (Este texto ficou bem mais simplificado. Na Portaria 2253 falava-se mais em autorização/interrupção da oferta pelo MEC. Comentava inclusive que os planos de ensino somente poderiam ser implementados após a expedição de ato de autorização do Ministro da Educação.)

Art. 5 o Fica revogada a Portaria n. 2.253/2001, de 18 de outubro de 2001, publicada no Diário Oficial da União de 19 de outubro de 2001, Seção 1, páginas 18 e 19.

Art. 6 o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

TARSO GENRO



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 12h51
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Texto na integra - PORTARIA Nº 4.059, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2004

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA Nº 4.059, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2004O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições, considerando o disposto no art. 81 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e no art. 1º do Decreto nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, resolve:

Art. 1º As instituições de ensino superior poderão introduzir, na organização pedagógica e curricular de seus cursos superiores reconhecidos, a oferta de disciplinas integrantes do currículo que utilizem modalidade semi-presencial, com base no art. 81 da Lei nº 9.394, de 1.996, e no disposto nesta Portaria. 

§ 1º Para fins desta Portaria, caracteriza-se a modalidade semi-presencial como quaisquer atividades didáticas, módulos ou unidades de ensino-aprendizagem centrados na auto-aprendizagem e com a mediação de recursos didáticos organizados em diferentes suportes de informação que utilizem tecnologias de comunicação remota.
 § 2º Poderão ser ofertadas as disciplinas referidas no caput, integral ou parcialmente, desde que esta oferta não ultrapasse 20 % (vinte por cento) da carga horária total do curso.
 § 3º As avaliações das disciplinas ofertadas na modalidade referida no caput serão presenciais.
 § 4º A introdução opcional de disciplinas previstas no caput não desobriga a instituição de ensino superior do cumprimento do disposto no art. 47 da Lei nº 9.394, de 1996, em cada curso superior reconhecido.

Art. 2º A oferta das disciplinas previstas no artigo anterior deverá incluir métodos e práticas de ensino-aprendizagem que incorporem o uso integrado de tecnologias de informação e comunicação para a realização dos objetivos pedagógicos, bem como prever encontros presenciais e atividades de tutoria.
Parágrafo único. Para os fins desta Portaria, entende-se que a tutoria das disciplinas ofertadas na modalidade semi-presencial implica na existência de docentes qualificados em nível compatível ao previsto no projeto pedagógico do curso, com carga horária específica para os momentos presenciais e os momentos a distância.

Art. 3º As instituições de ensino superior deverão comunicar as modificações efetuadas em projetos pedagógicos à Secretaria de Educação Superior - SESu -, do Ministério da Educação - MEC -, bem como inserir na respectiva Pasta Eletrônica do Sistema SAPIEns, o plano de ensino de cada disciplina que utilize modalidade semi-presencial.

Art. 4º A oferta de disciplinas na modalidade semi-presencial prevista nesta Portaria será avaliada e considerada nos procedimentos de reconhecimento e de renovação de reconhecimento dos cursos da instituição.

Art. 5º Fica revogada a Portaria n. 2.253/2001, de 18 de outubro de 2001, publicada no Diário Oficial da União de 19 de outubro de 2001, Seção 1, páginas 18 e 19.

Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

TARSO GENRO (DOU de 13/12/2004 ? Seção I ? p.34)



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 12h50
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