Análise comparativa entre as plataformas Teleduc, Eproinfo e Moddle na utilização em cursos de EAD

A seleção do ambiente virtual de aprendizagem é um elemento essencial no período de implementação de um projeto de educação a distância. A escolha deverá ser realizada com base no diagnóstico dos alunos.

 

Na nossa análise comparativa dos ambientes virtuais de aprendizagem: Teleduc, Eproinfo e Moodle, teremos em conta (leia toda a análise clicando aqui)



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 10h53
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Aprender a aprender a distância: buscando caminhos

Como participar de um programa a distancia?

 

Qual o significado de aprender a aprender.

 

Vamos conversar um pouco sobre isto?

 

O QUE É APRENDER A APRENDER?

 

É o modo como você desenvolve sua autonomia no processo de construção do seu conhecimento, na aventura de ser um aprendiz.

 

COMO SE APRENDER?

 

Você sabe que, estamos sempre aprendendo! Mas o seu envolvimento, interesse e motivação, são fatores que contribuem para o sucesso em educação a distancia. Como pode ver não basta querer estudar a distancia, é preciso ser o auto-gestor da aprendizagem.

 

COMO ESTUDAR?

 

Estudar exige método, organização, treino persistência. Você terá que manter um horário de estudo para fazer trabalhos acadêmicos regularmente, definindo objetivos e prazos e respeitando-os.

O espaço onde estudar é muito importante. Deve procurar um lugar sossegado e que permita se concentrar na tarefa. Os momentos presenciais são momentos de interação, troca de experiências e de reflexão conjunta sobre a aprendizagem realizada. Prepare-se para as avaliações. Você irá construindo o seu conhecimento a partir das informações apresentadas no livro de estudo, nas referências bibliográficas e na  Internet e em dialogo constante com os seus colegas e tutores.

Autora: Sonia Maria Henrique Pereira da Fonseca

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h15
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Alguns comentários sobre a implantação do método "Sim, eu posso"

"Sim, eu posso"

Método cubano promove alfabetização no Brasil

O Brasil vai adotar o método cubano de alfabetização de jovens e adultos num projeto piloto em dois municípios do Piauí. A idéia do governo é ampliar o leque de opções para enfrentar a diversidade do analfabetismo no Brasil e contribuir para que nos próximos oito ou dez anos o país atinja uma taxa próxima de zero.

O método já foi aplicado com sucesso na Venezuela, na Nicarágua e no Haiti. A versão a utilizar no Brasil vai ser uma adaptação da utilizada em Cuba e terá o monitoramento do governo.

A estratégia de ensino e aprendizagem recorre à semi-presencialidade com a utilização de livros, programas de rádio e 67 módulos em videocassete, utilizados por um facilitador para alfabetizar os alunos em classes de até 10 alunos.

O metodo "sim eu posso" foi criado pela profesora cubana Leonela Relys do Instituto Pedagógico Latinoamericano y Caribeño é um método que conduz o aluno a realizar um percurso de aprendizagem envolvendo três etapas: treinamento, ensino da leitura e da escrita e consolidação.

Os materiais utilizados serão traduzidos do material original em espanhol para o português.

Poderão obter mais informações sobre o método no endereço

http://www.misionrobinson.gov.ve/metodologia.htm

 Alguns comentários a partir da experiência pessoal de trabalhar com educação a distância e educação de jovens e adultos.

A educação a distância obriga a dar particular atenção às especificidades locais dos alunos. A tradução do material didático do espanhol para português terá de contemplar a natureza da realidade política, econômica, social, educacional e cultural brasileira e dos diferentes estados. Não poderá esquecer os princípios de Paulo Freire de uma aprendizagem contextualizada. Não bastará traduzir. O material terá de ser repensado e reestruturado para a realidade brasileira.

Por outro lado será necessário que os facilitadores tenham formação, para que a partir do material didático, impresso e vídeo o aluno construa aprendizagem significativa e contextualizada. O ensino não se pode resumir apenas ao vídeo e à lição impressa. O material didático deverá ser o início e não um fim.

Por fim não poderemos esquecer que a cultura de aprendizagem brasileira é diferente da cultura cubana. Esse pormenor terá de ser analisado com cuidado, sob pena de apesar do material ser bom o aluno não aprender com ele, pois está estruturado com uma dinâmica de aprendizagem diferente do que ele está habituado. Exemplo: se o material didático baseia a aprendizagem em trabalhos e grupo e no Brasil não se utiliza essa estratégia, dificilmente o aluno poderá aprender com esse material, já que terá de reestruturar toda uma postura de aprendizagem.



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 12h37
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Parabéns para prof Hermínio

Centros Rurais ganham prêmio nacional

“É uma felicidade saber que o laboratório do Crid ganhou uma dimensão tão importante não só para nós do assentamento como também para o Estado do Ceará e para o Brasil. É importante esse destaque porque também coloca em questão a reforma agrária e a nossa inclusão digital que também é inclusão social”. Com emoção, o presidente da Cooperativa do Assentamento Santana (Coopáguia), Paulo Francisco dos Santos, fala do que o Centro Rural de Inclusão Digital (Crid), instalado no assentamento, vem representando para a vida da comunidade.

O projeto cearense foi o vencedor do Prêmio Telemar de Inclusão Digital na categoria Universidade. A cerimônia de entrega da premiação foi realizada, na noite da última terça-feira, na sede do Museu das Telecomunicações, no Rio de Janeiro. O coordenador do Laboratório Multimeios da Universidade Federal do Ceará, Hermínio Borges, representou o Projeto na solenidade, quando recebeu o Troféu de Excelência em Inclusão Digital.

“Esse prêmio é conseqüê
Prof. Hermínio Borges, da UFC, comemora o prêmio de melhor projeto nacional na categoria Universidade

ncia de um trabalho totalmente em equipe, com pleno envolvimento. Dentre os 467 projetos apresentados, o Crid se destacou principalmente no critério de originalidade, pois estamos fazendo algo inovador que é levar a Universidade para intervir nos assentamentos de reforma agrária”, comenta o professor Hermínio.

Paulo dos Santos, do Assentamento Santana, destaca que, a cada dia, aumenta a utilidade do Crid no assentamento, principalmente em relação à educação. “A escola está presente no Crid. Todas as faixas etárias estão fazendo trabalho de pesquisa e muitas aulas acontecem dentro do laboratório, inclusive a capacitação dos professores”.

Para o superintendente regional do Instituto de Colonização e Reforma Agrária no Ceará (Incra-CE), Eduardo Martins Barbosa, entre os fatores mais importantes atribuídos ao Crid destacam-se: o direito à informação nos assentamentos, principalmente nas áreas de difícil acesso; a disponibilização de tecnologia através de um processo educativo envolvendo a UFC e toda uma metodologia pedagógica; a utilização do laboratório como instrumento de autonomia da comunidade e de formação de gestores.

“O projeto tem uma visão do uso da internet como instrumento educativo e não como um fim, valorizando as pessoas dentro do processo, e permite a formação de gestores e a autogestão do trabalho deles. Isso resulta em maior autonomia para a comunidade”, comenta.

O Crid nasceu como um projeto de extensão do Laboratório de Pesquisa Multimeios da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (Faced/UFC) e conta com a parceria do Incra-CE do Banco do Nordeste do Brasil e apoio do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead), ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.

DESTAQUES - O fundador do Comitê para Democratização da Informática (CDI), Rodrigo Baggio, e o deputado federal do Ceará, Ariosto Holanda, receberam o Troféu de Atuação Exemplar por suas contribuições à inclusão digital no País. Ariosto Holanda foi homenageado pelo Instituto Telemar como precursor de políticas públicas que utilizam base tecnológica. Os destaques da sua atuação são os 40 Centros Vocacionais Tecnológicos no Interior do Estado Ceará e os três Centros de Ensino Tecnológico de Nível Superior.

Fonte: Diário do Nordeste 21 de Dez de 2004

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 20h04
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PARA NÃO CHAMAR URUBU DE "MEU LOURO": AFINAL, O QUE É UM CURSO ONLINE?

A mudança cultural que acompanhou o surgimento do livro impresso, e mais, do livro portátil, propiciado pelo desenvolvimento de tecnologias que tornaram o papel mais maleável e dobrável e os tipos menores, foi de tal ordem que repercute até os dias de hoje, de forma que atualmente é praticamente impossível dissociar a atividade educacional do livro: um exemplar na mão de cada aluno - um luxo inconcebível nos tempos medievais - é imagem corriqueira hoje.

Desde então estabeleceu-se uma divisão de trabalho entre dois tipos de organização voltadas para tarefas distintas: gráficas e editoras, dedicadas à indústria do livro e escolas e universidades, focadas na prestação de serviços educacionais. Gráficas e editoras produzem livros, escolas e universidades oferecem cursos. E ninguém confunde livro com curso. Mesmo que um livro tenha o título de "Curso de" alguma coisa, todos sabem que se trata de um livro e não de um curso.

Ao mesmo tempo o livro impresso tornou-se recurso fundamental para cursos. Livros didáticos ou Manuais para cursos se tornaram um importante segmento da indústria do livro. Livros concebidos, projetados e escritos para servirem de material de apoio em cursos.

Até poucos anos estivemos assim, distinguindo com clareza o que é um curso, uma seqüência estruturada e organizada de atividades para a aprendizagem, baseado fundamentalmente em interação coletiva, e o que é um conteúdo organizado e estruturado para servir de base às atividades de aprendizagem em cursos, isto é, um livro didático.

Hoje, porém, com a rápida proliferação de iniciativas de educação online, esta clareza vem se desfazendo: em muitas destas iniciativas percebe-se uma grande confusão entre tutorial e curso online, oferecendo-se, com o nome de "curso", um tutorial.

O que é um "tutorial"? Tutorial pode ser definido como um conteúdo organizado e estruturado em formato hipertextual para servir à aprendizagem, baseado em um modelo auto-instrucional e na interação com este conteúdo. E um curso online, o que é? Um conjunto de atividades pedagógicas baseado fundamentalmente em interação coletiva online, desenvolvido através de redes de computadores.

Assim como livros podem ser ótimos recursos didáticos para cursos presenciais, tutoriais podem ser ótimos recursos didáticos para cursos online. Mas não são cursos online!

No entanto, hoje reina a confusão: pega-se um tutorial, dá-se a ele o nome de "Curso de" alguma coisa e uma parcela significativa do público passa a acreditar que ao navegar neste tutorial estará fazendo um curso! Mas ninguém imagina estar fazendo um curso ao ler um livro, mesmo que este livro tenha o título de "Curso de". Por que então a dificuldade em distinguir tutorial de curso?

Penso que a origem desta dificuldade reside numa visão limitada do que é a Internet e do que são as novas tecnologias da informação e da comunicação. Predomina o aspecto "informação" sobre o "comunicação" na percepção de muitos. Enxerga-se muito mais as possibilidades de distribuição e organização da informação que as possibilidades de comunicação mediada por computador, especialmente de interação coletiva.

Mesmo no ensino presencial, um curso ministrado por um professor para um único aluno não funciona da mesma forma que um curso para 2 ou mais alunos. Num curso a possibilidade de interação coletiva não é algo tão secundário. Pelo contrário, é fundamento para todas as atividades que nele são desenvolvidas.

A aprendizagem proporcionada pela leitura atenta de um bom livro difere daquela proporcionada pelo envolvimento ativo nas atividades de um curso, assim como a aprendizagem proporcionada pela navegação em um tutorial online difere daquela proporcionada por um curso online.

Para assimilar informações e aprender procedimentos, ler um livro ou navegar num tutorial auto-instrucional pode ser suficiente. Mas para a aprendizagem reflexiva, crítica, conceitual e de valores o livro ou o tutorial somente pode revelar-se limitado.

Por outro lado, se as necessidades de aprendizagem são relativamente rasas e tanto o tempo quanto a verba disponíveis são relativamente curtos, um curso online baseado em aprendizagem colaborativa pode ser inadequado.

Quando se dispõe de tempo, mesmo a aprendizagem procedimental ou informativa pode ser enriquecida pela interação coletiva. A resolução de problemas é um bom exemplo de metodologia colaborativa envolvendo procedimentos.

É preciso saber discernir limites e possibilidades de cada recurso para poder selecionar o mais adequado a cada diferente tipo de demanda e situação.

Hoje ainda nos deparamos com esta confusão. Mas penso que com o tempo, o mercado de educação online, tanto de produtores e desenvolvedores quanto de consumidores, amadurecerá e assim tornar-se-á cada vez mais raro encontrar quem chame tutorial de curso, urubu de "meu louro" e compre gato por lebre.

Autor: Wilson Azevêdo

Texto original disponível em: Aquifolium Educacional



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 19h53
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