Formação docente fator de estrangulamento para o E-learning

"Los futuros docentes deben formarse y experimentar dentro de entornos educativos que hagan un uso innovador de la tecnología". UNESCO (2004)

 

“Os futuros professores devem formar-se e estagiar dentro de um enquadramento educativo em que façam uso inovador da tecnologia”. (Unesco, 2004) 

 

Um dos problemas mais graves que hoje o E-Learning enfrenta, é a falta de uma “massa crítica” de professores que tenham sido formados previamente em tudo o que a tecnologia representa.

Ser um “tutor virtual” sem ter sido previamente um “aluno virtual” implica no desconhecimento de muitos dos problemas que enfrentam os alunos de cursos a distância.

Novos cenários se deparam à educação com o crescimento das modalidades não presenciais e a incorporação da distância na educação presencial. Este fato exige dos professores novas competências e a adequação das tradicionais exigências à educação do século XXI.

A educação mediada por contornos virtuais, centrada no aluno, orientada à aprendizagem ativa, em situações que se aproximam o mais possível do mundo real, exige dos docentes novas competências comunicativas não verbais e um foco inovador na sua formação de modo a que possa acompanhar os alunos no complexo processo de construir conhecimento.

Ao mesmo tempo cresce imperiosamente a necessidade dos docentes, especialmente os de nível médio e superior, dominarem as ferramentas informáticas e de comunicação que lhes permitam encarar com desenvoltura estes novos cenários.

Melhorar a capacidade de comunicação dos docentes, utilizando sistemas de códigos (representação simbólica) distintos da linguagem oral, adquire uma importância crescente.

Modificar o paradigma educativo, com a passagem do ensino para a aprendizagem, possibilitando ao aluno individualmente e na relação com os seus pares, assumir a centralidade da sua atividade formativa, é condição indispensável para enfrentar com êxito os desafios deste século.

Fonte: publicidade a “Posgrado "Formación de Formadores en entornos virtuales de aprendizaje" no El Magazine horizonte Informática

Traduzido do espanhol e adaptado com fins educativos por João José Saraiva da Fonseca

 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 19h09
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Reflexão de Wilson Azevedo sobre a utilização de Ambientes Virtuais de Aprendizagem na educação a distância

 

Reflexão de Wilson Azevedo sobre a utilização de Ambientes Virtuais de Aprendizagem na educação a distância

 

 

Para Wilson a seleção das ferramentas tecnológicas em educação a distância, deve ser realizada a partir das necessidades da instituição que promove o curso e do aluno.  Ele afirma que freqüentemente a escolha errada do ambiente virtual de aprendizagem, ocasiona problemas na aprendizagem e despesas desnecessárias que podem até colocar em risco a viabilidade dos projetos.

 

De acordo com Wilson podem-se definir dois marcos importantes na educação on-line: a educação on-line que se fazia nos anos 70-80 (liderada por professores e tinha a pedagogia como seu forte) e

a educação on-line que veio a acontecer dos anos 90 em diante  controlada pelos administradores educacionais que impuseram o domínio da tecnologia, especialmente a de gerenciamento da aprendizagem.

 

Wilson nos propõe enquanto educadores, o assumir de novo controle, a bem da educação a distância, Entra aqui um jogo uma questão que Wilson chama de micropolítica no que ao assumir do controle diz respeito e que está relacionada com a necessidade de ajustar o relacionamento entre a organização administrativa e a vertente pedagógica.



Dentro deste espírito Wilson afirma que será muito mais fácil o aluno assumir a competência de aprender a aprender a longo de toda a vida “conectado a uma comunidade ou a uma rede de aprendizagem do que aprender confinado a um Ambiente Virtual de Aprendizagem - LMS de conteudo fechado”

 

 

As palavras de Wilson revelam alguma inquietação, expressas em perguntas que lança no ar:

O que fazer?

Tentar convencer desenvolvedores de LMS a trabalhar de outra forma? Ou abandonar por completo os LMS e buscar alernativas mais abertas?

Ele por fim termina assumindo uma posição:

 

No estagio atual, a segunda opção (abandonar por completo os LMS) pode parecer mais sensata.


Ele próprio afirma que na empresa onde oferece formação a distância (Aquifolium) não utiliza ambiente virtual de aprendizagem.

 

 

Fonte: Mensagem veiculada por Wilson Azevedo na lista de discussão Ead-l e com o título: Article - LMS - the wrong place to start learning.

 

As afirmações de Wilson Azevedo resultam de um comentário que faz um artigo de George Siemens.

 

Texto elaborado a partir da intervenção de Wilson Azevedo na lista de discussão, por João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 18h40
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A aprendizagem a distância

 

 

A aprendizagem a distância tem como pressuposto a competência dos alunos para gerirem autonomamente o seu aprendizado e estrutura-se em três pilares:

* Ambientes virtuais de aprendizagem/material didático com características adequadas ao estudo a distância

* Interação com a instituição que promove o curso para apoio administrativo e de conteúdo

* Interação com os restantes colegas para a reflexão coletiva de experiências

 

O grau de interação é definido pela instituição que promove o curso em função:

  • dos objetivos do curso;
  • do público alvo;
  • dos instrumentos mediação disponíveis;
  • da capacidade dos alunos em operarem com os instrumentos de mediação;
  • da literacia dos alunos para, utilizando os instrumentos de mediação, construírem uma aprendizagem significativa.

 

A interação de que estamos falando não depende unicamente, das ferramentas tecnológicas ou da presencialidade ou não do curso. A interação depende da instituição que promove o curso e do aluno desejarem permanentemente aprender a aprender cooperativamente com a vida.

 

A evolução tecnológica dos instrumentos mediação, tem disponibilizado crescentes possibilidades de a educação a distância veicular a mensagem (são crescentes as possibilidades de enriquecimento dos ambientes virtuais de aprendizagem e dos materiais didáticos utilizados em educação a distância, como por exemplo, a utilização de simulação virtual sensorial em mundos tridimensionais) e motivar a interação (assiste-se ao desenvolvimento de ferramentas de interação assíncrona e síncrona sob a forma scripto, áudio e vídeo, com possibilidade de partilha de recursos e documentos).

 

A educação a distância apresenta-se como uma modalidade autônoma de educação, com características e potencialidades próprias que a referenciam positivamente na educação inicial, continua e permanente. Permite que o conhecimento possa ser construído  independentemente do espaço geográfico, temporal, cultural, político, religioso, etc.

 

Temos de estar alerta para que as pontes que a educação a distância lança nos propósitos, na prática, não separem os que têm sede do saber, da fonte de cidadania e dignidade.

Texto de João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 21h26
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Metodologia Ilog para o desenvolvimento de conteúdo instrucional para e-learning

A metodologia Ilog envolve dois ciclos centrais:

A metodologia Ilog para o desenvolvimento de conteúdo instrucional envolve dois ciclos centrais, Ciclo de Estruturação, Ciclo Desenvolvimento.

 

 

1) Ciclo de Estruturação

O ciclo de estruturação é dividido em 6 fases: o diagnóstico, o planejamento, a concepção, a produção, a implementação e a manutenção. Neste ciclo são discutidos as etapas do projeto de aprendizagem, os objetivos e estruturas do curso, assim como é delimitado o perfil da empresa e do público alvo, visando garantir o desenvolvimento de uma solução eficaz.

•  Diagnóstico: Esta fase pode estar no início do processo ou no final do mesmo. No início do processo teria o objetivo de orientar e levantar os aspectos e elementos necessários ao desenvolvimento do curso. No final do processo teria o objetivo de avaliar o curso e orientar possíveis alterações e reestruturações, o que dá início ao ciclo.

•  Planejamento: O planejamento deve partir da identificação dos problemas e análise dos requisitos do cliente, visando sinalizar para soluções mais apropriadas. Este momento é direcionado para pensar e refletir sobre ações futuras, levando em conta a realidade, os meios e os fins, para definir a estrutura e características do curso, bem como fornecer subsídios para sua construção.

•  Concepção: Esta fase compreende a descrição e análise da solução mais apropriada, seria planejamento mais avançado no qual os elementos definidos anteriormente são melhores estruturados e definidos descritivamente.

•  Produção: A produção seria a concretização da concepção e engloba a etapa de desenvolvimento do curso. Na Etapa de Desenvolvimento os DOC's (Dispositivos Organizadores do Conteúdo), são trabalhados de modo a garantir a construção concreta do curso, envolvendo o desenvolvimento do conteúdo e de seus elementos agregados (objetivos, desafios, imagens, jogos, vídeos, etc), bem como a integração dos recursos desenvolvidos e dos DOC's.

•  Implantação: Na implantação ocorre a junção dos recursos para instaurar a unidade do curso e fusão do conteúdo com o sistema LMS ( Learning Management System ) no qual será inserido.

•  Manutenção: A manutenção prevê o acompanhamento do curso para possíveis alterações e atualizações, bem como o suporte técnico.

 2) Ciclo de Desenvolvimento

A etapa de desenvolvimento envolve a metodologia de ensino utilizada para construção do design instrucional do curso, o que envolve os objetivos, contextualização, conteúdo, atividades e avaliação. Esta etapa esta organizada por elementos independentes que podem ser agrupadas de acordo com o formato dos cursos, que são definidos a partir dos objetivos e características.

O conjunto de elementos deste ciclo pode ser compreendido como um jogo de encaixe no qual é possível compor o curso de acordo com as ferramentas e estratégias definidas. Estes elementos são conceituados como DOC's (Dispositivos Organizadores do Conteúdo).

Os DOC'S são os seguintes:

•  Problematização: É base para definir os objetivos e/ou desafios do curso que orientam o estudo e apresentam as finalidades do curso, bem como as competências que se pretende desenvolver no aprendiz.

•  Contextualização: A contextualização tem a finalidade de criar um ambiente de estudo agradável e envolvente, desenvolvendo um contexto aproximado da realidade, o que orienta a construção do conteúdo, bem como a formulação das atividades. Este mecanismo cria maior proximidade com a prática e permite estabelecer conexões diretas com os desafios do contexto real, além de envolver o aluno no processo de aprendizagem.

•  Conteúdo: O conteúdo orienta a formulação de atividades, do contexto, a definição de objetivos e competências. Apresenta a temática e os conhecimentos básicos pertinentes a problematização levantada. Vários elementos estão agregados ao conteúdo, como: animações, imagens, esquemas gráficos, assessor de conteúdo, histórias, casos, etc.

•  Produção Individual: Na produção individual o aprendiz contempla a ação efetiva, através de movimentos para buscar, acessar e investigar informações para solucionar um dado problema. Neste momento é possível refletir sobre o conteúdo apresentado, bem como voltar para sua aplicação prática. A produção individual deve ter ênfase na aplicação das informações disponibilizadas no conteúdo para dar sentido as mesmas, garantindo assim a aquisição de novos conhecimentos e habilidades.

•  Discussão Coletiva: Neste momento é possível explorar a interação e a colaboração como estratégias para o aprimoramento e aprofundamento dos conhecimentos. Para tanto, o aprendiz já se preparou individualmente para realizar a troca de conhecimentos e experiências.

•  Produção Coletiva: Propõe o trabalho em parcerias a partir da interação, o que torna possível produzir e estruturar trabalhos que possibilitem dar soluções eficientes a problemas propostos, já que respostas coletivas tende a agregar maior valor e eficácia, pois são somadas e melhoradas as contribuições individuais.

•  Avaliação: Este momento possibilita avaliar os alunos sobre seu desempenho e aproveitamento do curso, bem como avaliar o próprio curso para possíveis alterações, reestruturações e atualizações, tendo em vista a obsolescência e a dinamicidade do conhecimento. A avaliação do aluno é explorada principalmente em curso formais, porém podem ser utilizadas como estratégia para os alunos se auto-avaliarem com relação ao seu aproveitamento e aprendizado, indicando pontos e áreas que precisam ser melhoradas.

 Referências:

SACRISTÃN, J. Gimeno & PEREZ GOMEZ, A I . Compreender e transformar o ensino . 4 ª edição. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

BEHRENS, Marilda A. Projeto de Aprendizagem Colaborativa num paradigma emergente. In: Novas Tecnologias e mediação pedagógica . São Paulo: Papirus, 2000.

RAMOS, Daniela K. Metodologia dos Ciclos: orientações para o desenvolvimento e implantação de cursos on-line. In Anais X Congresso Internacional de Educação a Distância (Artigo Completo). ABED: Porto Alegra, 2003. (Disponível no endereço: http://www.abed.org.br/congresso2003/docs/anais/TC39.pdf )

Fonte: http://www.ensinoweb.com.br/  (adaptado para fins didáticos por João José Saraiva da Fonseca)



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 19h07
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Melhor Programa de Ensino e Aprendizagem on-line dos Estados Unidos da América em 2004

 

O COE's Master of Engineering in Professional Practice (MEPP) ganhou o prémio de melhor Programa de Ensino e Aprendizagem on-line dos Estados Unidos da América em 2004, numa eleição do The Sloan Consortium (Sloan-C), uma associação que reune mais de 900 organizações de educação superior que trabalham com educação a distância on-li.

A escolha baseou-se em cinco critérios considerados pilares fundamentais para a avaliação da qualidade de um curso on-line:  eficácia da aprendizagem, satisfação do estudante, satisfação da faculdade, eficácia de custo e acesso. ("learning effectiveness, student satisfaction, faculty satisfaction, cost effectiveness and access").

Fonte: Google Alert (traduzido e adptado para fins didáticos por João José Saraiva da Fonseca)

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 15h25
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Dia Nacional da Educação a Distância

 

No dia 22 de Novembro de 2004 comemora-se o dia Nacional da Educação a Distância.

 

Uma iniciativa da Associação Brasileira de Educação a Distância, no sentido de incentivar e difundir boas práticas de educação a distância no país.

 

Abraços especiais para todos nós que aprendemos e ensinamos a distância.

 

João Fonseca e Sonia Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 15h43
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A terceira geração do e-Learning

 

Durante um tempo, pensava-se que a formação online ia ser tão comum quanto a formação presencial. Falo da época em que os alunos foram deixados sozinhos com cursos estruturados e enriquecidos com todo tipo de recursos multimídia, mas afastados de qualquer contato de seus companheiros ou seus professores. Durante essa época, o e-Learning se apresentou como a panacéia, um modelo industrial de formação de alto rendimento chamado a substituir à formação presencial. A teoria era que os alunos se dirigiriam voluntariamente e de bom grado para a realização de cursos, e que o benefício seria imenso para todos: funcionários mais capacitados, cursos disponíveis 24 horas ao dia, 7 dias por semana, em qualquer lugar do mundo onde houvesse uma conexão com a Internet. O sonho de qualquer departamento de treinamento e capacitação...

O e-Learning, após a explosão da grande bolha ponto.com já estava funcionando, e suficientemente desenvolvida para poder competir em igualdade de condições com outros modelos de formação. Os conteúdos estavam aí e eram bons, as plataformas sólidas, mas as únicas questões pendentes eram: como comunicar algo assim aos alunos? Como torná-lo atrativo? Como derrubar as suas barreiras ? Como aumentar a satisfação da experiência de formação, que é muito mais que ler e estudar no computador?

Duas soluções foram oferecidas para solucionar estes problemas. A primeira chegou com o blended learning, algo como formação que combina o virtual mais o presencial. Entretanto, o blended leraning apresenta alguns problemas comuns em relação a formação presencial: reunir alunos dispersos geograficamente.

A segunda solução, que pode dar-se em combinação com a primeira ou isolada desta, supõe oferecer as ferramentas online para replicar as interações sociais geradas espontaneamente no mundo presencial, isto é, criar uma comunidade virtual. A experiência nos ensina que o trabalho em grupo é mais rápido e agradável que o trabalho sem companhia, e que se aprende tanto com professores como com os próprios companheiros. Este é o objetivo das comunidades virtuais, que utiliza ferramentas de comunicação de tipo síncrono (chat, videoconferência) e assíncrono (correio eletrônico, foros de debate), lugares de trabalho em comum, FAQ, que são mantidas pelos membros da comunidade, biblioteca de documentos ou de enlaces de interesse, áreas de notícias...

Mas é preciso uma pessoa que consiga colocar as pessoas em movimento na comunidade, e esse papel corresponde ao tutor, verdadeiro enlace entre os professores e os alunos do curso, e potencialmente entre professores e alunos de cursos distintos. Por outro lado, aumenta a atuação do professor e democratiza em parte seu papel, pois em uma comunidade todo participante é criador de conteúdo e de conhecimento, e o professor do curso pode se transformar em aluno da comunidade desse mesmo curso. Entretanto, o efeito mais importante se dá sobre o aluno e o papel que este tem que assumir sobre sua formação: o aluno passa a ser um ativo no conjunto, interagindo de forma ativa com o resto dos membros da comunidade, gerando e transmitindo conhecimento que pode ser utilizado por qualquer um deles.

Como vemos, este tipo de comunidades incide positivamente sobre qualquer modalidade de aprendizagem, já que enriquece notavelmente a formação de vínculos entre seus distintos atores (alunos, professores, autores de conteúdo...) e incrementa o intercâmbio de informação.

Fonte http://www.elearningbrasil.com.br/ dia 12/11/2004 (autor do texto: Pablo Martín García)



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 14h19
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Curso de matemática elementar para jornalistas afegãos

O conhecimento de números, percentagens, médias, estatística, coleta de dados são essenciais ao exercício da profissão de jornalista. Contudo fruto das lacunas de formação educacional, motivadas por anos de guerra muitos jornalistas apresenta problemas em matemática, o que poderá acarretar, inclusivé, consequências na insenção das notícias que veiculam.

A Comissão europeia financia este curso a distância de matemática elementar a distância para jornalistas afegãos.

Fonte: http://www.internews.org/ (dia 18 de novembro de 2004)

Recolha e adaptação João José Saraiva da Fonseca

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 11h36
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A relação entre material didático e evasão dos alunos em EAD

Na leitura do anúncio de um CURSO DISEÑO DE MATERIALES PARA EDUCACIÓN A DISTANCIA na Facultad Regional
Mendoza de la Universidad Tecnológica Nacional de Argentina, retiraram-se os seguintes dados:

A mediatização do texto nos materiais didáticos utilizados no processo de ensino-aprendizagem na modalidade de educação a distância, é um dos pilares que assegura a permanência do aluno no sistema. Estudos internacionais provam que as taxas de abandono em cursos que não utilizam conteúdos adequadamente mediados, são entre 4 e 5 vezes superiroes às taxas dos cursos que contaram com conteúdistas academicamente formados.

A análise da ementa do curso poderá ajudar na compreender das principais preocupações quanto à elaboração do material didático para cursos a distância:

3. ELABORACION DE TEXTOS ESCRITOS

3.1 Concepto procesual del desarrollo de textos escritos
3.2 Modelo de FOWER y HAYES
3.3 Precisiones iniciales
3.4 Herramientas para el ordenamiento de las ideas a transmitir
3.4.1 Listados
3.4.2 Mapas conceptuales
3.5 Producción del texto
3.5.1. Cualidades deseables en un texto
3.5.1.1. Cohesión
3.5.1.1.1 Enlaces
3.5.1.1.2 Referencias
3.5.1.2. Coherencia
3.5.1.3. Adecuación
3.6 Las claves de un párrafo
3.6.1 Tipos de párrafos
3.6.2 Análisis de los Conectores Oracionales
3.7 La importancia de la revisión

4.ELABORACIÓN DE MATERIALES IMPRESOS EN INSTITUCIONES DE EAD.

4.1 Ventajas y limitaciones del material escrito para la modalidad
4.2 Diferenciación conceptual de los tipos de materiales impresos
4.3 Etapas de diseño de materiales escritos
4.4 Las Unidades didácticas
4.4.1 Concepto de unidad didáctica
4.4.2. Elementos estructurales
4.5. La Guía Didáctica
4.5.1 Concepto
4.5.2. Estructura

Fonte: endereço na internet no CURSO DISEÑO DE MATERIALES PARA EDUCACIÓN A DISTANCIA na Facultad Regional Mendoza de la Universidad Tecnológica Nacional de Argentina (recolha e adaptação de João José Saraiva da Fonseca)



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 11h20
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Educação permanente a distância na área da educação continuada em saúde (III)

Constituem potencialidades da educação a distância:

 

ABERTURA

 

 

Eliminação ou redução das barreiras de acesso aos cursos ou nível de estudos.

Diversificação e ampliação da oferta de cursos.

Oportunidade de formação adaptada às exigências atuais, às pessoas que não puderam freqüentar a escola tradicional.

 

 

FLEXIBILIDADE

 

Ausência de rigidez quanto aos requisitos de espaço (onde estudar?), assistência às aulas e tempo (quando estudar?) e ritmo (em que velocidade aprender?).

Eficaz combinação de estudo e trabalho.

Permanência do aluno em seu ambiente profissional, cultural e familiar.

Formação fora do contexto da sala de aula.

 

ECONOMIA

 

Redução de custos em relação aos dos sistemas presenciais de ensino, ao eliminar pequenos grupos, ao evitar gastos de locomoção de alunos, ao evitar o abandono do local de trabalho para o tempo extra de formação, ao permitir a economia em escala.

 

EFICÁCIA

 

O aluno, centro do processo de aprendizagem e sujeito ativo de sua formação vê respeitado o seu ritmo de aprender.

Formação teórico-prática, relacionada à experiência do aluno, em contato imediato com a atividade profissional, que se deseja melhorar.

Conteúdos instrucionais elaborados por especialistas e a utilização de recursos multimídia.

Comunicação bidirecional freqüente, garantindo uma aprendizagem dinâmica e inovadora.

 

 

FORMAÇÃO PERMANENTE E PESSOAL

 

Atendimento às demandas e às aspirações dos diversos grupos, por intermédio de atividades formativas ou não.

Aluno ativo: desenvolvimento da iniciativa, de atitudes, interesses, valores e hábitos educativos.

Capacitação para o trabalho e superação do nível cultural de cada aluno.

 

Texto elaborado por João José Saraiava da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 14h56
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Educação permanente a distância na área da educação continuada em saúde (II)

O profissional de saúde, mais que qualquer outro, deve procurar permanentemente atualizar suas competências técnicas, tecnológicas, sociais e culturais, em respeito aos princípios éticos que regem a sua conduta.

A atualização do profissional de saúde é na Sociedade da Informação um desafio permanente.

De acordo com dados apurados em diferentes fontes:

O volume da informação publicadas na área de saúde, está duplicando a cada quatro anos;

• Do total de cientistas na área da saúde, 80% ainda estão vivos;

• Da informação recebida pelos alunos durante a graduação, cerca de 50 % já está obsoleta no final.

Por outro lado assiste-se a outros desafios envolvendo: o aumento da expectativa de vida e conseqüente envelhecimento da população; o aparecimento de novas doenças; - o incremento do desenvolvimento e utilização generalizada de novas tecnologias; a generalização da idéia de conhecimento enquanto base  para o desenvolvimento econômico; o incremento da globalização; o aumento do nível acadêmico e informacional da população; a mudança do conceito de trabalho baseado na força manual para o trabalho baseado no conhecimento.  

O exercício do profissional de saúde na Sociedade da Informação, exige das instituições de formação inicial e permanente um esforço de atualização dos conteúdos científicos e da prática docente, de modo a que os seus egressos estejam em condições de prestar os melhores cuidados de saúde à população. De acordo com a Organização Mundial Saúde a formação dos profissionais de saúde deverá atender às seguintes preocupações: centrar o cuidado de saúde no doente,  trabalhar em equipes interdisciplinares; promover  a prática do profissional de saúde com base na evidência; fomentar a aplicação das melhores práticas; fomentar a utilização das tecnologias da informação e comunicação; trabalhar com incidência na resolução de problemas; fomentar a prevenção da doença;

- promover o conhecimento da comunidade do ponto de vista social, econômico, psicológico, cultural e do meio em que vive; conhecer as novas tecnologias na perspectiva do utilizador e no quadro de uma ampla reflexão sobre as suas conseqüências individuais e sociais; alertar para a procura permanente de formação, especialmente utilizando as novas tecnologias da informação e comunicação e incluindo a educação a distância; promover o trabalho cooperativo e em equipe.

A educação em saúde enfrenta nos nossos dias desafios particulares motivados pelo rápido progresso científico. Os modelos tradicionais de ensino e de acesso à informação ficam crescentemente obsoletos.

No Brasil a utilização da educação a distância na área da saúde têm sido relacionada à: necessidade de formação dos profissionais de saúde das regiões interiores dos estados e do Brasil. Por exemplo: No sul e sudeste do Brasil, dos médicos com especialização, 72% estão na capital e 28% encontram-se no interior; velocidade das transformações sociais, técnicas e tecnológicas associadas à Sociedade da Informação; incorporação de novas tecnologias às práticas de saúde; reorganização do sistema de saúde.

O avanço das tecnologias da informação e da comunicação, vem modificando profundamente o nosso modo de vida, alterando as nossas formas de conviver e trabalhar, além de introduzir novos valores, hábitos e tipos de interação social, incluindo o aparecimento de novas formas de ensinar e aprender.

O aparecimento e desenvolvimento da educação a distância enquadra-se nesse processo de transição social e educacional.

A educação a distância destaca-se como uma modalidade com potencial no atendimento às crescentes necessidades de formação inicial e ao longo de toda a vida, impostas pelas permanentes mudanças sociais e tecnológicas. Além disto, ela possibilita atender a públicos alvos que pelas suas especificidades dificilmente teriam possibilidade de ser atendidos pela educação presencial.

A educação a distância foi encarada inicialmente como forma de superação de lacunas educacionais na qualificação profissional e aperfeiçoamento ou atualização de conhecimentos. Hoje, porém, ela está sendo utilizada como complemento da educação presencial e é encarada por muitos, como uma modalidade de ensino alternativo que pode substituir parte do sistema do ensino presencial, possibilitando que independentemente da presença física dos participantes no mesmo espaço geográfico, qualquer pessoa adquira o conhecimento sobre o assunto de seu interesse.

Texto elaborado por João José Saraiava da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 14h54
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Educação permanente a distância na área da educação continuada em saúde (I)

A educação a distância é uma modalidade de ensino que não restringe o aluno ao mesmo espaço físico do professor.

O conceito de educação a distância envolve os seguintes elementos:

separação entre professor e aluno durante a maioria do processo de ensino e aprendizagem;

transmissão da informação entre a instituição que promove o curso e os alunos, através de meios instrucionais;

comunicação interativa entre a instituição que promove o curso, o aluno e o tutor.

De acordo com o Decreto 2.494 de 10/02/1998, documento base da regulamentação da educação a distância no Brasil: “Educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação”.

A educação a distância tem ao longo dos tempos, tentado corresponder às exigências educacionais decorrentes das mudanças de ordem econômica e social.

A educação a distância tem ampliado a possibilidade de acesso à educação em condições igualitárias, representando uma oportunidade para todos os que encontram barreiras à educação formal ou profissional no ensino presencial, seja pela impossibilidade de se deslocar, pela distância geográfica ou pelas limitações financeiras ou temporais.

O Livro Verde da Sociedade da Informação no Brasil afirma que a expansão da Internet tem dado novo ímpeto à educação a distância, como instrumento complementar, substitutivo ou integrante do ensino presencial.

Para além de atender com grande perspectiva de eficiência, eficácia e qualidade aos anseios de universalização do ensino, a educação a distância constitui também um meio apropriado para a promoção da educação ao longo de toda a vida, numa sociedade em que o conhecimento é gerado de forma crescente pela ciência e cultura.

A sociedade em que vivemos caracteriza-se pelo dinamismo da informação, que transita a velocidades e quantidades crescentes em redes de comunicação globais.

Esse processo foi estimulado pelo desenvolvimento das novas tecnologias da informação e comunicação que invadem o nosso quotidiano socializando e difundindo novas concepções de mundo, novas idéias, crenças, valores e modelos de comportamento.

A generalização da utilização da informação e da comunicação foi acompanhada por inovações organizacionais, comerciais, sociais e jurídicas que alteraram o nosso modo de vida. 

Perante esse processo, urge dinamizar novas posturas e individuais e coletivas que possibilitem a todos o acesso às condições mínimas para exercício consciente da cidadania.

 

Texto elaborado por João José Saraiava da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 14h49
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A elaboração de material didático para cursos a distância

O material didático do curso deverá procurar respeitar a diversidade de público alvo a que se destina e estar enquadrada na diversidade de ambientes culturais, políticos e sociais.

 

O diagnóstico realizado da realidade vivida pelos alunos, leva a que o material didático evidencie a necessidade de abordar os seguintes aspetos:

* apresentar os conteúdos das diferentes áreas do conhecimento enquadrados numa realidade histórica, cultural, social, educacional e política;

* apresentar os conteúdos do curso com base em situações problema;

* integrar e articular os conteúdos referentes a diferentes áreas do conhecimento numa aprendizagem transdisciplinar e de natureza transversal;

* integrar e articular as diferentes experiências profissionais e pessoais dos alunos, tentando promover a procura e encontro de respostas adequadas aos problemas sentidos nos contextos concretos em que trabalham diariamente;

* refletir a necessidade de mudança organizacional e de gestão da escola para enfrentar os desafios da educação no novo milênio;

* promover o trabalho e a reflexão cooperativa entre  os alunos, com recurso aos momentos presencias e às oportunidades disponibilizadas pelas NTIC;

* interligar o material didático impresso e on-line de modo a construir uma articulação entre eles na promoção da construção do conhecimento do aluno;

* referenciar o modo como o aluno enquanto professor deve orientar e organizar o processo de ensino-aprendizagem e as tarefas que propõe aos seus alunos;

* flexibilizar e diversificar as propostas de trabalho tendo como referência o contexto de trabalho, recursos disponíveis e características dos alunos, das escola e regiões.

* promover o trabalho de compreensão, interpretação e resolução de problemas, de modo a que o aluno se aproprie dos conceitos por intermédio de capacidades de pensamento e atitudes favoráveis à aprendizagem, abandonando o conhecimento baseado na memorização de termos, fatos e procedimentos elementares.

João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 10h31
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A avaliação em educação a distância

 

A avaliação das aprendizagens deve apresentar um caráter essencialmente formativo. A avaliação envolve interpretação, reflexão, informação e decisão sobre os processos de ensino e aprendizagem, tendo como principal objetivo ajudar a promover a formação dos alunos, devendo se basear num conjunto de princípios:

* utilizar variados modos e instrumentos de avaliação, adequados à diversidade das aprendizagens que se pretendem promover e à natureza de cada uma delas

* atribuir atenção especial ao percurso e evolução do aluno ao longo do curso.

* valorizar o que o aluno (já) sabe e é capazes de fazer e não identificando somente a determinação daquilo que (ainda) não sabe.

* evidenciar os aspectos em que as aprendizagens dos alunos precisam de ser melhoradas, indicando modos de superar as dificuldades,

* avaliar situações realistas que requeiram a aplicação de conceitos, princípios e teorias científicas, de forma a que os alunos não tenham apenas que indicar ou escolher a “melhor” resposta de um conjunto de opções de escolha múltipla, ou escolher a “melhor ligação” entre um conjunto de termos relacionados, ou indicar se uma afirmação é verdadeira ou falsa.

* propor tarefas interativas e diversificadas, que os alunos considerem como necessárias e significativas e contribuam para avaliar e aprofundar as suas capacidades individuais.

* promover o diagnóstico individual do conhecimento do aluno sobre determinada temática antes do inicio do processo do desenvolvimento do processo de ensino aprendizagem, através ce questionamentos iniciais que enquadrem o aluno na proposta de aprendizagem que se deseja que realize e simultaneamente lhe permite tomar consciência do seu conhecimento sobre a temática.

 * disponibilizar quando considerar adequado os trabalhos realizados pelos alunos em portfólios, podendo o seu conteúdo, eventualmente, contribuir para avaliação.

* contextualizar e parametrizar adequadamente as questões;

* propor atividades de acordo com as indicações expressas anteriormente:

- de caráter formativo ao fim de cada unidade, possibilitando ao aluno e instituição reorientarem o seu trabalho.

- de caráter somativo e presencial no final de cada disciplina, possibilitando a realização de um balanço das aprendizagens e reorganizar as atividades. A avaliação presencial ao final de cada disciplina deverá atender à  utilização e integração de conhecimentos disciplinares e competências de natureza transversal, como a autonomia, o sentido de responsabilidade e as capacidades de organização e de comunicação.

- de natureza auto-avaliativa enquanto instrumento de regulação do processo de aprendizagem pelo aluno e promovendo a identificação dos erros de percurso cometidos e procura de soluções alternativas. A auto-avaliação implica numa explicitação dos objetivos de aprendizagem e indicar as páginas do manual (ou outra documentação) que devem ser consultadas para melhorar a aprendizagem, no caso de terem surgido erros.

 

João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 10h29
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Histórico
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Para efeitos de referência bibliográfica do material cujo autor não está referênciado: Fonseca, João José Saraiva da, Designação do documento, Fortaleza, Ceará, 2004
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