EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA MAIS APRENDIZAGEM ABERTA

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA MAIS APRENDIZAGEM ABERTA
 

Maria Luiza Belloni

 

A educação aberta e a distância aparece cada vez mais, no contexto das sociedades contemporâneas, como uma modalidade de educação extremamente adequada e desejável para atender às novas demandas educacionais decorrentes das mudanças na nova ordem econômica mundial.

 

Nas sociedades “radicalmente modernas”, as mudanças sociais ocorrem em ritmo acelerado, sendo especialmente visíveis sobretudo no espantoso avanço das tecnologias de informação e comunicação (TIC), e vêm provocando, senão mudanças profundas, pelo menos desequilíbrios estruturais no campo da educação. Nesta fase de “modernidade tardia” a intensificação do processo de globalização gera mudanças em todos os níveis e esferas da sociedade (e não apenas nos mercados), criando novos estilos de vida, e de consumo, e novas maneiras de ver o mundo e de aprender.

 

Globalização não é apenas um fenômeno econômico, de surgimento de um “sistema-mundo”, mas tem a ver com a “transformação do espaço e do tempo. Giddens a define comoa ação à distância” e relaciona sua intensificação com o surgimento de meios de comunicação e de transporte em escala planetária. A interconexão global intensificada gera mudanças das relações tempo/espaço que têm consequências nos modos de operar da sociedade. O contato, ainda que mediatizado, dos indivíduos com eventos e idéias existentes em outras culturas tem um efeito de descontextualização (com relação ao mundo local vivido) e de recontextualização num mundo globalizado que, embora tecnicamente virtual, fornece-lhes novos parâmetros para compreender seu contexto local. Nesta dialética de globalização/localização, observa-se também um aumento da reflexividade, característica típica da modernidade que “diz respeito à possibilidade de a maioria dos aspectos da atividade social, e das relações materiais com a natureza, serem revistos radicalmente à luz de novas informações ou conhecimentos”.

 

Estas mesmas tecnologias que globalizam deste modo as informações estão sendo aplicadas à aprendizagem aberta e a distância, seja formalmente a partir de sistemas de educação a distância, seja de modo informal, por toda a panoplia de canais de televisão, redes telemáticas e produtos multimídia. As fronteiras entre educação e entretenimento parecem se diluir, dando lugar ao aparecimento de uma série de novas formas de “aprender” que alguns já estão chamando de “infotenimento”.

 

Tais mudanças -- no processo econômico, na organização e gestão do trabalho, no acesso ao mercado de trabalho, na cultura cada vez mais mediatizada e mundializada -- requerem transformações nos sistemas educacionais, que cedo ou tarde vão assumindo novas funções e enfrentando novos desafios. O papel da educação na sociedade -- a definição de suas finalidades maiores -- está se tranformando e suas estratégias vêm sendo modificadas de modo a responder às novas demandas, notadamente com com a introdução de meios técnicos e de uma maior flexibilidade quanto às condições de acesso, aos currículos e metodologias

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Neste quadro de mudanças na sociedade e no campo da educação, já não se pode considerar a educação a distância (EaD) apenas como um meio de superar problemas emergenciais, ou para consertar alguns fracassos dos sistemas educacionais em dado momento de sua história.

 

A EaD tende doravante a se tornar cada vez mais um elemento regular e necessário dos sistemas educativos, não apenas para atender a demandas e/ou grupos específicos, mas com funções de crescente importância, especialmente no ensino pós-secundário, ou seja, na educação da população adulta, o que inclui o ensino superior regular e toda grande e variada demanda de formação contínua gerada pela obsolescência acelerada da tecnologia e do conhecimento.

 

Considerando a educação como instrumento de emancipação, e a partir de uma perspectiva de democratização das oportunidades educacionais, nas sociedades da “informação” ou do “saber”, onde a formação inicial torna-se rapidamente insuficiente, as tendências mais fortes apontam para a educação ao longo da vida, (lifelong education), mais integrada aos locais de trabalho e às expectativas e necessidades dos indivíduos.

 Texto adaptado por João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h48
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vulnerabilidadades da EAD (II)

Além destas vulnerabilidades por vezes são apontadas à educação distância outras. Analise a seguir algumas das vulnerabilidades comumente apontadas à educação a distância.

Constituem-se em algumas vulnerabilidades da educação a distância:

·      Falta de motivação dos alunos; Altos índices de evasão dos cursos;  Custo elevado de implantação;   Dificuldade na interação aluno-aluno, aluno-instituição que promove o curso e vice-versa;  Dependência exagerada da tecnologia;   Carência de pessoal especializado;   Resistências da estrutura tradicional do ensino;   Custos específicos da tecnologia;   Necessidade de conhecimento tecnológico por parte dos alunos;   Resistência cultural de adaptação às novas propostas comunicacionais e educacionais;  Escassez de pesquisas para desenvolvimento de pedagogia específica, e Falta de segurança, sobretudo nas avaliações de aprendizagem.

 

João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h45
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vulnerabilidadades da EAD (I)

A educação a distância apesar das forças que possui, apresenta também vulnerabilidades, muitas vezes resultado de experiências de qualidade duvidosa e outras, fruto da nossa tendência natural em resistir a quebrar o paradigma da presencialidade de professores e alunos. Ela necessita de um trabalho continuado de sensibilização, de divulgação e de credibilidade.

Por outro lado, a aplicação das novas tecnologias da informação e comunicação levanta a questão do acesso à tecnologia e  de sua utilização enquanto facilitadora do conhecimento. Ligada a este aspecto encontra-se a necessidade de um elevado investimento prévio ao lançamento de um curso a distância, ampliado quando se utilizam instrumentos tecnológicos de ponta, em constante evolução. Se não existir o cuidado de promoção de cursos com material didático cuidado e instrumentos de mediação promotores do diálogo e da interação, a educação a distância corre o risco de reforçar a exclusão lingüística, social, cultural  e tecnológica de uma parte da população já tradicionalmente afastada da educação de qualidade. Por outro lado, urgem investimentos em conteúdos para estudo e pesquisa, tais como a digitalização de arquivos, desenvolvimento de bibliotecas em rede e articulação estreita entre as redes das instituições científicas públicas e privadas.

As instituições que promovem cursos de educação a distância, face à necessidade de constituir uma equipe multidisciplinar de trabalho, debatem-se com a escassez, no mercado, de profissionais qualificados, para  adotarem práticas pedagógicas específicas à educação a distância o que envolve trabalhar com a heterogeneidade quanto à idade, à  qualificação, ao nível de escolaridade, à origem sociocultural e à motivação dos alunos.

A educação a distância enfrenta desafios aos quais urge dar resposta. Contudo o maior desafio cabe ao aluno em aceitar participar  de um curso a distância e passar pela experiência.

 

João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h44
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As forças da educação distância na formação dos profissionais

ABERTURA

Eliminação ou redução das barreiras de acesso aos cursos ou nível de estudos. Diversificação e ampliação da oferta de cursos. Oportunidade de formação adaptada às exigências atuais, às pessoas que não puderam freqüentar a escola tradicional.

 FLEXIBILIDADE

 Ausência de rigidez quanto aos requisitos de espaço (onde estudar?), assistência às aulas e tempo (quando estudar?) e ritmo (em que velocidade aprender?). Eficaz combinação de estudo e trabalho. Permanência do aluno em seu ambiente profissional, cultural e familiar. Formação fora do contexto da sala de aula.

ECONOMIA

 Redução de custos em relação aos dos sistemas presenciais de ensino, ao eliminar pequenos grupos, ao evitar gastos de locomoção de alunos, ao evitar o abandono do local de trabalho para o tempo extra de formação, ao permitir a economia em escala.

EFICÁCIA

 O aluno, centro do processo de aprendizagem e sujeito ativo de sua formação vê respeitado o seu ritmo de aprender. Formação teórico-prática, relacionada à experiência do aluno, em contato imediato com a atividade profissional, que se deseja melhorar. Conteúdos instrucionais elaborados por especialistas e a utilização de recursos multimídia.  Comunicação bidirecional freqüente, garantindo uma aprendizagem dinâmica e inovadora.

 FORMAÇÃO PERMANENTE E PESSOAL

 Atendimento às demandas e às aspirações dos diversos grupos, por intermédio de atividades formativas ou não. Aluno ativo: desenvolvimento da iniciativa, de atitudes, interesses, valores e hábitos educativos.Capacitação para o trabalho e superação do nível cultural de cada aluno.

João José Saraiva da Fonseca a partir de texto de  João José Saraiva da Fonseca com base em texto de Claudia Landim

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h37
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A educação a distância na formação dos profissionais

O avanço das tecnologias da informação e da comunicação, vem modificando profundamente o nosso modo de vida, alterando as nossas formas de conviver e trabalhar, além de introduzir novos valores, hábitos e tipos de interação social, incluindo o aparecimento de novas formas de ensinar e aprender.

 O aparecimento e desenvolvimento da educação a distância enquadra-se nesse processo de transição social e educacional.

 A educação a distância destaca-se como uma modalidade com potencial no atendimento às crescentes necessidades de formação inicial e ao longo de toda a vida, impostas pelas permanentes mudanças sociais e tecnológicas. Além disto, ela possibilita atender a públicos alvos que pelas suas especificidades dificilmente teriam possibilidade de ser atendidos pela educação presencial.

 A educação a distância foi encarada inicialmente como forma de superação de lacunas educacionais na qualificação profissional e aperfeiçoamento ou atualização de conhecimentos. Hoje, porém, ela está sendo utilizada como complemento da educação presencial e é encarada por muitos, como uma modalidade de ensino alternativo que pode substituir parte do sistema do ensino presencial, possibilitando que independentemente da presença física dos participantes no mesmo espaço geográfico, qualquer pessoa adquira o conhecimento sobre o assunto de seu interesse.

João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h30
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formação inicial e permanente a distância do profissional de saúde na Sociedade da Informação

 

 

O exercício do profissional de saúde na Sociedade da Informação, exige das instituições de formação inicial e permanente um esforço de atualização dos conteúdos científicos e da prática docente, de modo a que os seus egressos estejam em condições de prestar os melhores cuidados de saúde à população. De acordo com a Organização Mundial Saúde a formação dos profissionais de saúde deverá atender às seguintes preocupações:

- centrar o cuidado de saúde no doente,  trabalhar em equipes interdisciplinares;

- promover  a prática do profissional de saúde com base na evidência;

- fomentar a aplicação das melhores práticas;

-  fomentar a utilização das tecnologias da informação e comunicação;

- trabalhar com incidência na resolução de problemas;

- fomentar a prevenção da doença;

- promover o conhecimento da comunidade do ponto de vista social, econômico, psicológico, cultural e do meio em que vive;

- conhecer as novas tecnologias na perspectiva do utilizador e no quadro de uma ampla reflexão sobre as suas conseqüências individuais e sociais;

- alertar para a procura permanente de formação, especialmente utilizando as novas tecnologias da informação e comunicação e incluindo a educação a distância;

- promover o trabalho cooperativo e em equipe.

 

João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h29
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Vulnerabilidades da EAD (I)

A educação a distância apesar das forças que possui, apresenta também vulnerabilidades, muitas vezes resultado de experiências de qualidade duvidosa e outras, fruto da nossa tendência natural em resistir a quebrar o paradigma da presencialidade de professores e alunos. Ela necessita de um trabalho continuado de sensibilização, de divulgação e de credibilidade.

Por outro lado, a aplicação das novas tecnologias da informação e comunicação levanta a questão do acesso à tecnologia e  de sua utilização enquanto facilitadora do conhecimento. Ligada a este aspecto encontra-se a necessidade de um elevado investimento prévio ao lançamento de um curso a distância, ampliado quando se utilizam instrumentos tecnológicos de ponta, em constante evolução. Se não existir o cuidado de promoção de cursos com material didático cuidado e instrumentos de mediação promotores do diálogo e da interação, a educação a distância corre o risco de reforçar a exclusão lingüística, social, cultural  e tecnológica de uma parte da população já tradicionalmente afastada da educação de qualidade. Por outro lado, urgem investimentos em conteúdos para estudo e pesquisa, tais como a digitalização de arquivos, desenvolvimento de bibliotecas em rede e articulação estreita entre as redes das instituições científicas públicas e privadas.

As instituições que promovem cursos de educação a distância, face à necessidade de constituir uma equipe multidisciplinar de trabalho, debatem-se com a escassez, no mercado, de profissionais qualificados, para  adotarem práticas pedagógicas específicas à educação a distância o que envolve trabalhar com a heterogeneidade quanto à idade, à  qualificação, ao nível de escolaridade, à origem sociocultural e à motivação dos alunos.

A educação a distância enfrenta desafios aos quais urge dar resposta. Contudo o maior desafio cabe ao aluno em aceitar participar  de um curso a distância e passar pela experiência.

 

João José Saraiva da Fonseca

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h27
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Rumos da mudança na Sociedade da Informação

 

A sociedade em que vivemos caracteriza-se pelo dinamismo da informação, que transita a velocidades e quantidades crescentes em redes de comunicação globais.

 

Esse processo foi estimulado pelo desenvolvimento das novas tecnologias da informação e comunicação que invadem o nosso quotidiano socializando e difundindo novas concepções de mundo, novas idéias, crenças, valores e modelos de comportamento.

 

A generalização da utilização da informação e da comunicação foi acompanhada por inovações organizacionais, comerciais, sociais e jurídicas que alteraram o nosso modo de vida. 

 

Perante esse processo, urge dinamizar novas posturas e individuais e coletivas que possibilitem a todos o acesso às condições mínimas para exercício consciente da cidadania.

 

João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h25
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O contexto social da educação a distância

O contexto social da educação a distância

 A educação a distância tem ao longo dos tempos, tentado corresponder às exigências educacionais dcorrentes das mudanças de ordem econômica e social.

 A educação a distância tem ampliado a possibilidade de acesso à educação em condições igualitárias, representando uma oportunidade para todos os que encontram barreiras à educação formal ou profissional no ensino presencial, seja pela impossibilidade de se deslocar, pela distância geográfica ou pelas limitações financeiras ou temporais.

 O Livro Verde da Sociedade da Informação no Brasil afirma que a expansão da Internet tem dado novo ímpeto à educação a distância, como instrumento complementar, substitutivo ou integrante do ensino presencial.

 Para além de atender com grande perspectiva de eficiência, eficácia e qualidade aos anseios de universalização do ensino, a educação a distância constitui também um meio apropriado para a promoção da educação ao longo de toda a vida, numa sociedade em que o conhecimento é gerado de forma crescente pela ciência e cultura.

João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h24
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O conceito de educação a distância

A educação a distância é uma modalidade de ensino que não restringe o aluno ao mesmo espaço físico do professor.

 O conceito de educação a distância envolve os seguintes elementos:

·  separação entre professor e aluno durante a maioria do processo de ensino e aprendizagem;

·  transmissão da informação entre a instituição que promove o curso e os alunos, através de meios instrucionais;

·                    comunicação interativa entre a instituição que promove o curso, o aluno e o tutor.

 De acordo com o Decreto 2.494 de 10/02/1998, documento base da regulamentação da educação a distância no Brasil: “Educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação”.

 João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h22
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As Tecnologias na Educação a Distância: Um Desafio para o Século XXI

As tecnologias da informação e da comunicação apresentam-se como mais um recurso oferecido à formação do cidadão. Representam uma valiosa possibilidade de atualização e acesso permanente através da educação a distância.

 

A aplicação das tecnologias ligadas à Internet na Educação a Distância, vem modificando o panorama na educação. Antes da Internet tínhamos uma educação a distância que utilizava apenas tecnologias de comunicação de um-para-um (ensino por correspondência) ou de um-para-muitos (rádio, TV). Via Internet temos as três possibilidades de comunicação reunidas numa só mídia: um-para-muitos, um-para-um e, sobretudo, muitos-para-muitos.

 

O livro, cada vez melhor ilustrado, o telefone e o fax, o rádio e o gravador, o cinema, a televisão e o videoteipe, o computador pessoal e o disquete ou o CD-ROM, as redes locais de computador e as redes de longa distância das quais a Internet é a mais falada, todos esses recursos, mais ou menos conhecidos, estão aí para tornar possível a escola que queremos construir.  Novos inventos nessa área continuam produzindo outras ferramentas que podem servir aos propósitos educativos, na educação presencial ou a distância.

 

A confluência dos meios de comunicação de massa e da informática, será· a base de uma nova realidade cujos contornos ainda não estão completamente definidos  e que mudará drasticamente, o espaço da sala de aula tal como hoje o conhecemos.

 

O ensino tradicional tinha por objetivo treinar a habilidade de recordar o que o professor disse. Contudo não estávamos a falar de aprendizagem.

 

As aplicações educativas das novas tecnologias da informação digitais podem gerar condições para um aprendizado mais interativo, por meio de caminhos não-lineares, em que o estudante determina seu ritmo, sua velocidade, seus percursos. Bibliotecas, laboratórios de pesquisa  e outros recursos de aprendizagem podem ser acessados por qualquer usuário que disponha de um computador conectado por linha telefônica à Internet.

A aprendizagem ocorre através da auto-aprendizagem, da aprendizagem que resulta das interações do aluno com a natureza, com outras pessoas e com o meio cultural em que vive. Grande parte de nossa aprendizagem acontece desta forma e desse modo ela ocorre de modo mais significativo porque acontece com mais facilidade, é retida por mais tempo e é mais facilmente transferida para outros domínios e contextos.

O que fascina nas novas tecnologias  e em especial na Internet, mais do o fato de podemos ensinar à distância com o seu auxílio, é o fato de permitirem criar ambientes ricos em possibilidades de aprendizagem em que os alunos interessados e motivados podem acessar qualquer tipo de informação, trabalhar em grupos em que negociam, definem e constroem um entendimento comum para problemas.

 Fontes: TV na Escola e os Desafios de Hoje (adaptado por João José Saraiva da Fonseca)



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h20
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Bibliografia EAD

Bibliografia

 

BELLONI, Maria Luiza. Educação a distância. Campinas, Autores associados, 1999.

CROSS, K. P. Adults as Learners - Increasing Participation & Facilitating Learning. San Francisco, Jossey-Bass, 1981.

EGAR, Morin. A inteligência da Complexidade. São Paulo, Fundação Peirópolis, 2000.

LOCKWOOD, F. Open and distance learning today. London, Routledge, 1995

NISKIER, Arnaldo. Educação a Distância: a tecnologia da esperança. São Paulo, Loyola, 1999.

PERRENOUD, Philippe. 10 Novas competências para ensinar.  Porto Alegre, Artmed, 2000.

RACE, Phil. The Open Learning Handbook. New York. Nichols Publishing, 1994.

ROWNTREE, Derek. Teaching Through Sel-instruction. London. Kogan Page, 1990

RUMBLE, Greville. The Costs and Economics of Open and Distance Learning. London. Kogan Page. 1997.



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 20h45
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Como se organiza o processo de ensino e aprendizagem no caso da educação a distância?

Como você entende a diferença entre educação a distância e presencial?

De acordo com o que temos vindo a estudar, as diferenças entre educação presencial e educação a distância situam-se no fato de a educação presencial obrigar a um contato direto entre educador e educando em um local estabelecido, como exemplo, uma sala de aula. A partir desse encontro ocorre o processo de ensino aprendizagem. O professor é o mediador num processo partilhado de construção do conhecimento, organizando os conteúdos, as estratégias de ensino e o ambiente favorável à aprendizagem.

 

Como se organiza o processo de ensino e aprendizagem no caso da educação a distância?

Na educação a distância, o contato entre o professor e aluno ocorre de modo indireto, através dos meios tecnológicos. A organização didática e pedagógica terá de ser planejada de modo que os alunos assumam a construção autônoma do seu processo de aprendizagem sem a presença física do professor.



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 20h32
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De acordo com a teoria de Holmberg, como na educação a distância é possível integrar os instrumentos de mediação e comunicação?

Holmberg é o mais conhecido dos defensores das teorias que enfatizam a interação e a comunicação como aspectos nucleares no conceito de educação à distância. Holmberg desenvolveu uma teoria que descreve o processo de interação em educação à distância, como uma conversa didática guiada, utilizando como base os conceitos de comunicação não contínua(1), implicação emocional(2) e auto-estudo(3). Para Holmberg a interação entre o aluno e a instituição é simultaneamente simulada e real: simulada na interação entre os alunos e os materiais e real(4) no que diz respeito à interação entre eles e tutores ou com a instituição que promove o curso, através de contacto escrito, telefônico ou outro. Holmberg concluiu que se os materiais fossem elaborados de acordo com estes princípios, ocorreria uma conversa simulada entre o aluno e o autor dos materiais(5) e entre o aluno e si próprio. O fortalecimento destes processos de comunicação teria conseqüências positivas na motivação e envolvimento emocional dos alunos, tendo como resultado uma maior aprendizagem, do que se estivessem perante um livro de texto comum.

A educação a distância necessita de um enquadramento teórico que sustente a sua prática. As transformações porque tem passado, motivadas especialmente pela evolução tecnológica, tem dificultado esse processo. Alguns teóricos começam a se destacar. As idéias apresentadas são consideradas comumente como as que melhor expressão as tendências teóricas em educação a distância.

 

 

 

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(1) O conceito de comunicação não contínua é utilizado para descrever a comunicação que ocorre quando o aluno e a instituição educativa,estão separadas no tempo e no espaço. O estabelecer de uma relação pessoal com o aluno, constitui um pré-requisito para a sua motivação e para a sua aprendizagem individual.

 

(2) A implicação emocional está ligada ao que Holmberg considera ser a aprendizagem verdadeira que, segundo ele, só é conseguida através de um processo de interiorizarão.

 

(3) Holmberg considera que uma das metas da educação à distância é ajudar os alunos a alcançar a sua autonomia completa.

 

(4) A teoria de Holmberg foi desenvolvida tendo como referência os materiais escritos. O autor defende que o pensamento em voz alta, o pensamento elaborador de um texto (isto é, a interacção entre o conteúdo do texto e o conhecimento prévio do leitor), o raciocínio privado e a leitura em silêncio, são processos de comunicação.

 

(5) A teoria da conversa didáctica guiada de Holmberg, simula uma comunicação biunivoca utilizando um suporte unívoco (material escrito), o que constitui uma tentativa optimizar as limitações colocadas pelo material impresso, mas que só muito dificilmente consegue desempenhar o papel dos suportes biunívocos.

 

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 20h31
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O que terá a educação à distância a ver com a industrialização?

O que terá a educação à distância a ver com a industrialização?

A teoria da industrialização (Modelo de Peters) apresenta a educação à distância como um produto da Sociedade Industrial, comparável a outras formas industriais de produção de bens. Segundo Peters a educação à distância está marcada por princípios característicos da Sociedade da Informação, tais como a racionalização, a divisão do trabalho, a produção em série, a atribuição de tarefas a especialistas, a estandardização, a planificação e a automatização. De modo mais específico, aponta alguns aspectos que caracterizam a educação à distância como uma forma industrial de ensino:

- O trabalho preparatório anterior ao processo de produção é tão importante como o desenvolvimento do próprio curso de ensino a distância;

- A eficácia do processo de ensino-aprendizagem está muito dependente de um planejamento e organização adequados;

- As funções do professor dividem-se em várias sub-funções a realizar por especia­listas; de uma forma idêntica ao processo de produção numa linha de montagem;

- O ensino a distância só se torna economicamente rentável para números elevados de alunos: a uma educação de massas corresponde uma produção de massas;

- Tal como no processo de produção industrial a educação distância necessita de investimentos de capital, concentração de recursos e administração qualificada e centralizada.

      Apesar destas características que identificam a educação à distância com os princípios da Sociedade Industrial, afirma que ela apresenta desde sempre, quatro características que correspondem a exigências atuais da Sociedade da Informação:

- possibilita o estudo no seu meio sócio-profissional;

- fomenta a autonomia e a independência;

- estimula interações sociais;

- promove a utilização das novas tecnologias da informação e comunicação.



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 20h19
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Quais serão os pressupostos das teorias de autonomia e independência?

Quais serão os pressupostos das teorias de autonomia e independência?

As teorias que se baseiam na autonomia e independência dos alunos colocam a ênfase no ensino centrado no estudante, promovendo a sua autonomia. De acordo com estas idéias, devem ser atribuídas maiores responsabilidades aos alunos no processo de aprendizagem. O fato de professores e alunos se encontrarem separados ocasiona que os alunos tenham de ser autônomos, ou seja, emocionalmente independentes, auto-motivados e capazes de resolver sozinhos os problemas de aprendizagem.O desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação e informação possibilita novas capacidades de motivar a autonomia do aluno e de promover um ensino mais adequado à sua individualidade, bem como disponibilizar um conjunto de materiais de suporte para um estudo autônomo.

Para promover a liberdade, a independência e a autonomia dos alunos, é necessário que, ao desenhar os programas de educação à distância e ao planificar as atividades, as instituições de ensino coloquem um especial cuidado no balanço entre o controlo da instituição de educação a distância e a autonomia do aluno, de modo a que estes capitalizem simultaneamente os benefícios da aprendizagem autônoma e dos conteúdos escolares.

As idéias propostas por esta corrente teórica, conduziram à introdução de vários níveis de flexibilidade no processo de aprendizagem, em termos de acesso (não adoção de requisitos mínimos no que diz respeito, por exemplo, à exigência de qualificações acadêmicas) e maior liberdade na definição do processo de aprendizagem: o que quer aprender (conteúdos de aprendizagem), onde quer aprender (local de aprendizagem), como quer aprender (métodos e media), quando quer aprender (ocasião do dia ou da semana), o ritmo a que quer aprender, a quem quer recorrer para aprofundar conhecimentos ou colher orientações metodológicas (equipa central ou centros de apoio locais), a que sistema de avaliação se quer submeter (forma, altura e local). O papel da instituição de ensino passou a ser o fornecer o ambiente de aprendizagem com elementos cognitivos, a partir dos quais os alunos construirão o seu conhecimento e as ferramentas que possibilitem uma exploração profunda desses elementos.



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 20h18
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Quais as principais referências teóricas em educação a distância?

Quais as principais referências teóricas em educação a distância?

 

Apesar da investigação sobre a educação à distância ter aumentado significativamente nas duas últimas décadas, é de reconhecido algum atraso na produção teórica sobre o assunto. Keegan (1996, p. 56) enquadra em três grupos, as produções teóricas produzidas no âmbito da educação à distância:

* Teorias de autonomia e independência[J1]  (destacam a autonomia do aluno),

* Teoria da industrialização[J2]  (enfatizam as características industriais do processo de ensino),

* Teorias de interação e comunicação[J3]  (realçam a vertente da interação e da comunicação).

 


 [J1]Entre os teóricos que defenderam esta linha teórica, destacamos: Moore e Saba.

 [J2]A teoria da industrialização é associada unanimemente a Peter´s.

 [J3]Destacamos como idealizador principal desta corrente teórica: Holmberg.



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 20h18
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No atual panorama da educação à distância o distanciamento físico entre professor e aluno ainda será fundamental?

No atual panorama da educação à distância o distanciamento físico entre professor e aluno ainda será fundamental?

      A utilização pela educação a distância das novas tecnologias de informação e comunicação, obriga a um repensar da idéia de associar a educação a distância à descontinuidade física entre instituição de ensino e aluno. A discussão tem se deslocado da descontinuidade para a mediatização[J1] . Seguindo esta linha de pensamento, a educação à distância poderá ser definida como uma modalidade de ensino que obriga a um processo de mediatização para suprir a descontinuidade entre aluno e professor.


 [J1]Mediatização: utilização de recursos tecnológicos que possibilitem uma interação entre aluno e instituição de educação a distância.



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 20h09
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Quais serão os aspectos básicos que estarão subjacentes ao atual conceito de educação à distância?

Quais serão os aspectos básicos que estarão subjacentes ao atual conceito de educação à distância?

Em 1980 Keegan (1980) recorreu analisou quatro definições de educação à distância, para apresentar a partir delas o seu próprio conceito.

Aqui estão as definições que Keegan analisou:

- “O termo educação à distância abrange as várias formas de estudo, a todos os níveis que não estão sob a contínua e imediata supervisão de docentes presentes com seus alunos nas salas de leitura ou no mesmo local, mas que apesar de tudo, beneficiam do planejamento, direção e instrução de uma organização orientadora (Holmberg,1977)”.

- “A educação à distância é uma modalidade de ensino que não implica a presença física do professor no local onde é ministrada, podendo recorrer a ele somente para tarefas selecionadas (Loi 71.556 du 12 juillet 1971)”.

- “Educação/ensino a distância (Fernunterricht) é um método racional de comunicar conhecimentos, habilidades e atitudes, através da aplicação da divisão do trabalho e de princípios organizacionais, e pelo uso extensivo de meios de comunicação, especialmente para o propósito de reproduzir materiais técnicos de alta qualidade, os quais permitem instruir um grande número de estudantes ao mesmo tempo, enquanto esses materiais durarem. É uma forma industrializada de ensinar e aprender (Peters, 1973)”.

- “Ensino a distância pode ser definido como a família de métodos instrucionais onde as ações dos professores são executadas a parte das ações dos alunos, incluindo aquelas situações continuadas que podem ser feitas na presença dos estudantes. Porém, a comunicação entre o professor e o aluno deve ser facilitada por meios impressos, eletrônicas, mecânicos ou outros (Moore, 1973)”.

Com base nestas definições Keegan retirou os seis elementos básicos que sustentam a sua definição de educação à distância:

- separação física entre professor e aluno, que a distingue do ensino presencial;

influência da organização educacional (planejamento, sistematização, plano, projeto, organização dirigida), que a diferencia da educação individual;

- utilização de meios técnicos de comunicação, usualmente impressos, para unir o professor ao aluno e transmitir os conteúdos educativos;

- previsão de uma comunicação de bilateral, onde o estudante beneficia de um diálogo, e da possibilidade de iniciativas bilaterais;

- possibilidade de encontros ocasionais com propósitos didáticos e de socialização;

- participação de uma forma industrializada de educação, que se aceita, contém o gérmen de uma radical distinção dos outros modos de desenvolvimento da função educacional.

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 20h09
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Sabe qual é a diferença entre ensino por correspondência e educação a distância?

Sabe qual é a diferença entre ensino por correspondência e educação a distância?

A designação educação à distância popularizou-se a partir de 1982, quando o Conselho Internacional para o Ensino por Correspondência[J1]  alterou o seu nome para Conselho Internacional para a Educação à Distância[J2] .

 

Porque será que se sentiu a necessidade de alterar a designação de ensino por correspondência para educação a distância? 

A alteração da designação de ensino por correspondência para educação a distância, ocorreu em virtude da evolução tecnológica ter possibilitado o recurso a outros instrumentos de mediação que não exclusivamente o correio.

A educação à distância dispõe hoje de diversificados suportes de transmissão de informação, que tornam possível a concretização das duas idéias básicas lhe estão subjacentes: possibilitar um acesso igualitário à educação e promover aos alunos condições próximas às oferecidas na educação presencial.

Tendo em atenção acompanhar as constantes transformações tecnológicas e didático/metodológicas a evolução da terminologia foi acompanhada por um continuo ajuste do conceito de educação a distância.

O conceito atual de educação a distância visa expressar a riqueza de instrumentos de mediação, que possibilitam uma aproximação crescente entre as condições oferecidas ao aluno no estudo a distância e no presencial.

 [J1]International Council for Correspondence Education.

 [J2]O International Council for Distance Education (ICDE) conta hoje com cerca de 5000 instituições associadas em 125 países.



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 20h08
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MATERIAL DIDÁTICO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA V

NOVOS PARADIGMAS NA ELABORAÇÃO DE MATERIAIS

 

-   Integrar várias múltiplas fontes de informação e referências;

-   Apresentar a informação como fonte de diálogo e discussão e não como um resultado final;

-   Considerar o aluno com integrante de um grupo com o qual partilha necessidades e expectativas;

-    Integrar as opiniões dos alunos e considera-los como "co-autores";

-    Propor formas de socialização do conhecimento com os outros alunos;

-     Propor atividades que estimulem a produção de idéias / respostas independentes e autónomas;

-      Encarar a avaliação como verificação mútua das dificuldades e base para a ultrapassagem das dificuldades.

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 05h47
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MATERIAL DIDÁTICO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA IV

COMPONENTES BÁSICAS DE UM MÓDULO

 

 

      A elaboração de módulos considera quatro componentes básicos: objetivos, conteúdos, atividades e avaliação.

           

a)      Objetivos

 

Os objetivos constituem o núcleo vital para a elaboração de cada módulo. Conteúdos, atividades, motivações, reforços e avaliações são elementos que permitem o alcance dos resultados pretendidos. Neste sentido, os objetivos limitam o grau de dificuldade do material a ser produzido, permitindo enfocar apenas os conteúdos significativos; orientam o estabelecimento da seqüência da instrução, bem como dos procedimentos adequados à instrução e à avaliação.

 

b)      Conteúdos

 

Os conteúdos constituem as noções a serem aprendidas e são propostas em ordem ascendente e progressiva. Caracterizam-se por serem estáticos, ou seja, seu enunciado não inclui ação, enquanto os objetivos supõem dinâmica para a sua consecução.

 

c)      Atividades

As atividades são ações que o estudante precisa realizar para aprender. A seleção das atividades deve ser feita tendo em conta uma reflexão prévia sobre a sua eficácia, o tempo disponível, da motivação de despertará no aluno tendo em conta as diferenças individuais, a profundidade, etc..

As atividades de enriquecimento, geralmente opcionais, são propostas para o estudante que se interessa em aprofundar o assunto apresentado no módulo ou aplicar um conhecimento ou habilidade recentemente adquiridos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 05h46
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MATERIAL DIDÁTICO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA III

ELEMENTOS BÁSICOS NA ELABORAÇÃO DO MATERIAL DIDÁTICO

 

O material em educação a distância incluir de três elementos básicos: reforço, motivação e avaliação e realimentação.

      ·  REFORÇO

 -   Recapitulações,   Respostas a consultas,  Correção de exercícios,  Resumos e esquemas,  Testes de auto-avaliação   Exercícios com respostas.

  ·  MOTIVACIONAL

 -   Informação,  Cartas do orientador,  Apresentação dos conteúdos Reforço,  Contato com o professor, orientador, supervisor,  Roteiros ou guias de estudo[3] Canais de comunicação com a instituição e com os colegas, Estudo e aprendizagem dos conteúdos.

  ·  AVALIAÇÃO E REALIMENTAÇÃO

 -   avaliação permanente dos resultados e reajuste dos materiais.

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 05h45
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MATERIAL DIDÁTICO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA II

PASSOS DA ELABORAÇÃO DO MATERIAL EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

 

-   apoio logístico (suporte administrativo), estimativa do número de alunos, avaliação da situação de cada estudante (acesso às tecnologias, motivação consciente/subconsciente, condições e local de estudo, etc.), descrição dos métodos e do tipo de material a utilizar, diretrizes gerais relativas aos resultados que o material deve proporcionar, orçamento para elaboração e testagem do material, definição de objetivos a diversos níveis, ordenação dos objetivos dando origem aos módulos que são conjuntos estruturais de unidades de auto-estudo com uma lógica interna e uma estrutura específica, análise das divisões naturais do conteúdo de cada módulo permitindo configurar as unidades de auto-estudo[1], elaboração da versão prévia tendo por referência os objetivos operacionais, a estrutura dos módulos e das unidades e a população alvo, testagem da versão prévia, produção dos materiais envolvendo a cópia e a distribuição, elaboração da versão final, aplicação prática da versão final, avaliação, realimentação,



[1]  Cada unidade deverá explicitar claramente:

-    como deverão utilizar o material

-    como o material está estruturado

-    o tempo que os alunos deverão dedicar ao seu estudo;

-    integrar os conteúdos novos com as aprendizagens anteriores dos alunos;

-    reforçar e estimular a aprendizagem;

-    introduzir sugestões de pesquisa de informação em múltiplas fontes;

-    apresentar as respostas e exercícios proporcionado uma auto-avaliação da aprendizagem realizada;

-    explicitar os conhecimentos a apresentar pelos alunos no final do estudo.

-    Propor uma reflexão sobre a aprendizagem realizada na unidade.

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 05h41
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MATERIAL DIDÁTICO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA I

MATERIAL EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

 

Os primeiros veículos de transmissão de informação em educação a distância foram os suportes impressos. Apesar dos desenvolvimentos verificados nas áreas das tecnologias da informação e comunicação o suporte impresso ainda são os preferidos pelas instituições de educação a distância.

   O material é o meio-suporte de objetivos e conteúdos. Nele são sugeridas atividades que o aluno deve realizar, de acordo com o seu ritmo próprio e as suas possibilidades.

   A instituição procura adequar os mídia, à mensagem, ao tipo de público alvo e à eficácia em termos de aprendizagem.

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 05h39
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Modelos organizacionais em educação a distância

Modelos organizacionais em educação a distância

          

Apesar da existência de múltiplos modelos tipológicos da organização das instituições de educação à distância, apresentam habitualmente um de três formatos:

 

·       formato departamental apresentam-se sob a forma de unidades orgânicas especializadas, fazendo parte de organizações especializadas, fazendo parte de organizações maiores, de ensino presencial;

·        formato autónomo apresentam-se como uma organização concebida de raiz para a educação à distância

·       formato em rede, integrando uma grande diversidade de organizações ligadas com o objectivo de promover a educação à distância.

 

 

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 05h23
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Modelos teóricos em educação a distância

 

Apesar da investigação sobre a educação à distância ter aumentado significativamente nas duas últimas décadas, é de uma forma geral reconhecido algum atraso na produção teórica sobre o assunto. Keegan (1996, p. 56) enquadra em três grupos, as produções teóricas produzidas no âmbito da educação à distância:

- Teorias de autonomia e independência (destacam a autonomia do aluno) Moore

A teoria de Moore apresenta a relação entre a autonomia do aluno e a distância, como caracteristica básica à educação à distância.

A distância é determinada pela relação entre as variáveis diálogo: entendido como a interacção entre aluno / professor /projecto e a estrutura: considerada como o grau de flexibilidade  do projecto em função das solicitações dos alunos.

Para Moore a distância aumenta à medida que o diálogo (interacção entre aluno / professor /projecto) e a estrutura diminuem (ou seja o grau de flexibilidade  do projecto em função das solicitações dos alunos) e a distância diminui à medida que o diálogo e a estrutura aumentam.

A autonomia do aluno é função da distância. Quanto maior for a distância, maior será a autonomia do aluno, a liberdade e a responsabilidade para estudar independentemente.

- Teoria da industrialização (enfatizam as características industriais do processo de ensino) Peters

Para Peters os projectos de educação à distância enquadram-se nos parâmetros do planeamento, execução e avaliação do processo de produção industrial: a racionalização, a divisão do trabalho, a produção em série, a atribuição de tarefas a especialistas, a estandardização, a planificação e a automatização.

- Teorias que realçam a interacção e da comunicação (Holmberg)

A teoria de Holmberg (teoria da conversa didáctica guiada), baseia-se na necessidade de que o aluno seja motivado para a aprendizagem, a partir de uma atmosfera criada pelos materiais, nomeadamente os escritos. À falta do professor presencial, os materiais  transmitiriam ao aluno a sensação de estar a falar com ele. 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 05h22
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SER ALUNO A DISTÂNCIA

 

Se você deseja ser aluno de educação a distância, deve ser disciplinado, independente e autônomo. Tem de saber organizar o seu tempo e ter comprometimento com a rotina. Antes de começar o curso não se esqueça de se questionar a si próprio se apresenta essas características.

Se após esta fase decidir realizar o curso a distância, verifique a reputação da instituição e no caso dos cursos de graduação e pós-graduação, verifique se eles estão credenciados no MEC. Verifique também a tecnologia utilizada na interação com os alunos e o tempo de dedicação ao estudo previsto pela instuição que promove o curso.

As vantagens que você poderá encontrar na educação a distância são permitir:

- atender a um público maior e mais variado que os cursos presenciais;

- regresso à educação de um público alvo que não teria como voltar ou continuar a estudar;

- atender a pessoas sem disponibilidade de tempo;

- otimizar o tempo livre";

- possibilitar a doentes impossibilitados de sair do leito ou de casa a oportunidade de estudar.



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 16h50
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Fatores críticos de sucesso na implantação do e-Learning

No 5º Workshop e-Learning Brasil “Implantando o e-Learning com sucesso” os participantes distacaram os principais fatores de sucesso de cada uma das 4 fases para implantação do e-Learning: pré-projeto, planejamento, implantação e avaliação.

Os resultados foram:

Fase de pré-projeto - Flexibilidade e a aceitação por parte das mudanças que o projeto trará.

Fase de planejamento - Definição das métricas (relativas a negócios, como por exemplo: medições “antes e depois” de volume de vendas, custos de garantias, tempos de processamento de contratos, índices de retrabalho, etc.) e o conhecimento pelas lideranças superiores do plano de expansão do projeto.

Fase de implantação - Ajueste do processos e organização para absorver com sucesso esta mudança, definição de mecanismos de avaliação atendendo às métricas estabelecidas, definição de um novo modelo de Gestão de Aprendizado de competências. Para os participantes, o novo modelo de Gestão de Aprendizado exige também a adequada preparação das equipes de treinamento (coordenadores, instrutores e monitores) não apenas nas funcionalidades das ferramentas adotadas mas, principalmente, em seu novo papel de fomentar a cultura do auto-desenvolvimento e de facilitar o acesso ao conhecimento.

Fonte: e-Learning Brasil 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 23h17
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Ensino a distância tem mais vantagens que desvantagens, dizem especialistas

 

A educação a distância em instituições de ensino superior é uma prática nova no Brasil. Segundo dados do MEC (Ministério da Educação), começou a se firmar em 1997, quando foram ofertados os primeiros cursos de pós-graduação. O credenciamento oficial por parte do governo federal, incluindo-se aí o surgimento das primeiras disciplinas de graduação, porém, se deu apenas entre 1999 e 2002.

Apesar disso, é intensa a discussão acerca das vantagens e desvantagens da EAD (educação a distância). A verdade é que, mesmo apresentando algumas ressalvas, os educadores destacam mais benefícios do que problemas na modalidade.

O pesquisador da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade de Campinas) Sergio Ferreira do Amaral, 50 anos, que estuda a aplicação de novas tecnologias no ensino, afirma não haver, "operacionalmente", empecilhos para ensinar a distância. "A dificuldade geral, hoje, é manter o mesmo nível de qualidade presente no ensino tradicional. Em termos geral, é tudo muito novo, e fica difícil estabelecer parâmetros para comparar. Saber se quem aprende em aulas não-presenciais sabe mais ou não", afirma Amaral.

Para Amaral, um "problema", que não pode ser visto propriamente como desvantagem, é o alto custo da produção de material teórico. "A adaptação do conteúdo didático para novas mídias é muito caro. Requer linguagem específica, recursos visuais. Tudo isso é feito por pessoas especializadas que trabalham em parceria com os professores. Mais uma vez, a mão-de-obra é mais cara. Além disso, hoje é imprescindível o uso do computador", afirma o pesquisador.

Porém, como destaca também o presidente da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), Frederic Michael Litto, esse custo passa a ser vantajoso quando o universo beneficiado é grande. "Se o material for utilizado por mil pessoas por ano, por exemplo, já se pagou o investimento".

Segundo Litto, a única outra desvantagem que ele percebe na EAD é a falta de uma biblioteca. "O aluno não tem um milhão de exemplares para consultar", diz. Mesmo assim, esse obstáculo pode ser vencido quando o aluno tem disposição. "Apesar do horário apertado --ou ele não teria escolhido um curso a distância--, existe a opção de visitar bibliotecas", diz.

Vantagens

Na outra ponta, a das vantagens, existe consenso pleno entre o professor da Unicamp, o presidente da Abed e outros participantes do setor: a EAD permite atender a um público muito maior e mais variado que os cursos tradicionais. Público esse, aliás, que não teria como voltar ou continuar a estudar sem a EAD.

" [A educação a distância] atende a pessoas ocupadas, sem disponibilidade de horários e otimiza o tempo livre", cita Litto. "Alguém com alguma deficiência física grave ou alguma paralisia, que não pode sair de casa, ganha a oportunidade de estudar", completa. "Ela [EAD] pode ser considerada uma ferramenta de inclusão social", declara por sua vez Amaral, da Unicamp.

Interação

A falta de troca de experiências entre professor e aluno e de convivência humana são citadas como desvantagens da educação a distância por quem ouve falar no assunto pela primeira vez. Mas há quem vê nessa falta de contato algo nem tão grave assim.

"Havia perdas no começo, mas com o largo uso da internet isso desapareceu. Não que o contato humano para um jovem em desenvolvimento não seja importante. Mas na EAD essa falta [de contato] não pode ser vista como um item que torna o ensino menos efetivo ou pior", afirma o professor da Unicamp Sergio Amaral.

Na opinião do presidente da Abed, Frederic Litto, a internet preencheu a lacuna. "A sociabilização existe sim. Há os chats (salas de bate-papo), as videoconferências. Os alunos não são apenas nomes na tela, têm rostos com o uso da webcam", afirma ele. "Muitas vezes, existe até maior liberdade para levantar dúvidas, porque a inibição de falar na frente de uma classe inteira é descartada", continua.

"É uma questão de cultura adotar a educação a distância", declara Amaral. "Assim como não é hábito usar a televisão para educar crianças. Falta capacitar os professores para usar a tecnologia e adequá-la, seja com a TV seja com a internet", afirma.

Fonte:  e-Learning Brasil News

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 22h50
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EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA COMO ESTRATÉGIA DE CAPACITAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE

Artigo apresentado no 11º Congresso Internacional de Educação a Distância que decorreu entre 7 e 10 de setembro de 2004 em Salvador Bahia

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA COMO ESTRATÉGIA DE CAPACITAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Elani Graça Ferreira Cavalcante - Escola de Saúde Pública do Ceará
Francisca Neuma Almeida Nogueira - Escola de Saúde Pública do Ceará
João José Saraiva da Fonseca - Escola de Saúde Pública do Ceará
José Batista Cisne Tomaz - Escola de Saúde Pública do Ceará
Rita Erotildes Marabhão Mariano - Escola de Saúde Pública do Ceará

Para ler clique aqui



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 21h33
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Entrevista de Pierre Lévy: "As Formas do Saber"

Leia a entrevista de Pierre Lévy em que discute porque a escola perdeu o monopólio sobre a transmissão do conhecimento e como será a educação do nosso tempo.

Extrato do texto de título: "As Formas do Saber":

"As mudanças que atingem a educação e a gestão do conhecimento. desenham a base de uma nova sociedade. A escola e os educadores passam por uma revisão dos seus princípios pedagógicos. o uso de recursos e tecnologias de aprendizagem. Mas a grande revolução é sentida principalmente na nova organização e produção do saber onde a inteligência é fruto do coletivo".

Leia a entrevista de Pierre Lévy



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 12h45
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