Por que estudar a distância?


As descobertas no campo científico nos proporcionam respostas e novas maneiras de pensar sobre velhos problemas. Muitas teorias são analisadas sob perspectivas diferentes, outras tornam‑se totalmente obsoletas e novos princípios e perspectivas abrem portas e janelas a novas explorações. Assim, cresce a necessidade da população por formação, aperfeiçoamento e atualização profissional permanente.

Com sua estrutura tradicional, o sistema educacional apresenta condições de absorver essas demandas?

Acreditamos que, por meio da Educação a Distância, isso não só é possível, como os custos com a formação e atualização de pessoal cairão drasticamente. Um exemplo, citado pela Universidade Federal de Santa Catarina, mostra que a Empresa Equitel, do Paraná, pelo preço que pagaria para formar um funcionário, formou uma turma inteira de profissionais.

Outro aspecto que merece ser destacado é o processo de globalização econômica, que tem conduzido nações, organizações e indivíduos a uma inevitável interdependência política, econômica e mercadológica, gerando maior competitividade.

Observa‑se agora um ciclo de expansão econômica, com uma forte redução na oferta de empregos que exige profissionais mais qualificados, novas habilidades e competências e aprendizado contínuo.

O processo educacional, por sua vez, necessita estruturar‑se não só para atender a uma demanda cada vez maior, mas também, às novas necessidades do estudante e ao novo perfil do profissional com mudanças no ambiente educacional, maior agilidade no trato da informação, ênfase na metacognição e disponibilização de currículos mais flexíveis, o que exigirá esforços e trabalho das milhares de pessoas e instituições ligadas à educação.

Texto de Maria Lucia Scarpini Wickert sobre a neceesidade hoje de termos cursos de Educação a Distância.
(matéria completa no site: www.intelecto.net/ead_textos/lucia1.htm)


 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 09h36
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Experiência interessante em EAD

 

Ela foi retirada do trabalho "Educação a distância. Nunca esteve tão perto" de Regina Cajazeira, incluído na obra internet e educação a distância" da Editora EDUFBA e adaptado para fins didáticos


"Muitos desses músicos iniciam o aprendizado musical numa banda filarmônica, mas poucos chegam a aper:feiçoar-se em um grande centro. Isso é comum no Brasil, desde o tempo do maestro Carlos Gomes, quando Dom Pedro II ainda era o imperador. A educação a distância, porém, vem para modificar esse hábito, ao oferecer ao músico de banda a possibilidade de continuar seus estudos, sem que precise deixar o seu local de origem.

As bandas filarmônicas foram criadas no Brasil, a partir do século XIX, por membros influentes das comunidades, geralmente comerciantes. Até hoje, elas são mantidas da mesma forma: anuidade de sócios, doações, ajuda de órgãos governamentais e apresentações públicas. As filarmônicas são entidades estáveis bastante valorizadas pelo seu aspecto tradicional. A banda faz parte do cotidiano do cidadão, está inclusa na vida musical da comunidade e presente em todos os acontecimentos políticos, culturais e sociais. Embora os músicos formem um grupo heterogêneo (diferentes interesses, níveis de escolaridade e execução instrumental), a homogeneidade - no que diz respeito à formação musical, ao repertório e ao ambiente cultura - facilita o planejamento de cursos a distância. Outra facilidade está nos conteúdos teóricos que poderão ser assimilados, de forma prática, durante os ensaios e apresentações. A banda possui em média 30 a 40 componentes, adolescentes e adultos, que tocam instrumentos de sopro e percussão. O repertório da banda é eclético: hinos, marchas, músicas eruditas e populares. Na sede dessas sociedades, funciona a escola de música, são realizados os ensaios, as reuniões da diretoria e, enfim, comemoram-se todos os eventos relativos à banda.

A sede da filarmônica é de grande importância porque vai servir de apoio logístico para a realização do curso a distância. Algumas adaptações, entretanto, se fazem necessárias: uma biblioteca de música, onde o aluno poderá dispor de livros, partituras, discos, CD-ROM e onde serão realizados encontros presenciais, palestras e audições; uma sala para exibição de vídeos educativos, visando aprimorar o nível cultural dos músicos; e um espaço para os computadores que, na filarmônica, terão múltiplas funções. Assim como um carro pode conduzir aquele que aprende a dirigir para lugares imprevisíveis, o computador possibilitará ao músico uma navegação também imprevisível.

Para obter êxito, qualquer programa de educação a distância deve enfocar a necessidade dos alunos. Deve levar em conta, também, particularidades do local, onde será inserido o curso. Até aí, nada de novo, pois esse procedimento também é usado no ensino presencial. A diferença fica evidenciada na tecnologia aplicada e na falta de costume do músico em aprender, a distância. Com relação à tecnologia, existem duas questões a considerar: a individual, quando o músico é obrigado a dominar equipamentos e programas; e a questão coletiva, que possibilita outras atividades, muda a rotina dos músicos e exige regras e condições de funcionamento. Com relação ao músico, o primeiro passo é convencê-Io a continuar os estudos. Acostumado a lidar com o ensino presencia desde o jardim de infância, ele precisa ainda ser orientado a estudar sozinho e a organizar o seu tempo.

Nos últimos anos, o desenvolvimento da educação a distância serviu para implementar os mais diversos projetos educacionais. Vários sistemas foram criados para a implantação dessa modalidade: sistemas autônomos, desenhados especificamente para educação a distância; sistema bimodal, acoplado aos departamentos de ensino presencial; sistemas virtuais, que exigem tecnologia de ponta; síncrono ou assíncrono e mesclados, criando um modelo adaptado à realidade. O fato de a educação a distância enfatizar os aspectos organizacionais e administrativos, e planejar "quase" tudo com antecedência, facilita sua adaptação a novos esquemas de funcionamento.

Para as bandas filarmônicas, a educação a distância, embora antiga, parece algo moderno, por utilizar novas tecnologias e permitir a continuidade do estudo da música. Ao sair da escola da filarmônica e entrar na banda, o músico passa a ser um autodidata. A educação a distância possibilita o estudo de forma ordenada, com conteúdos previstos e formas de avaliação. Essas mudanças, entretanto, deverão harmonizar o tradicional e o moderno, respeitando costumes e valores. Nesse caso, o sistema a ser adotado deve ser o bimodal, no qual pessoas que têm funções específicas no modelo presencial continuam atuando no sistema de educação a distância. As pessoas comprometidas com a filarmônica devem permanecer em suas funções, tornando o "novo" mais fácil de ser aceito. Como diz Bruno Nettl (1983), nada muda de um dia para o outro e de repente. O que existe é a continuidade da mudança, ou melhor, a mudança com continuidade".



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 09h34
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Resumo do projeto de doutorado

Aqui apresento o resumo do meu projeto de tese de doutorado.

Se poderem dar qualquer contribuição, ela será bem vinda.

 

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

  

Linha de pesquisa:

Educação, Linguagem e Formação do Leitor

 

 

O livro didático no ensino da Língua Francesa em face da multiculturalidade: análise das estratégias representacionais dos alunos à luz dos estudos culturais

 

 

Projeto de tese de:

João José Saraiva da Fonseca

 

  

Natal (Maio 2004)

  

O presente projeto tem por tema “A negociação de sentidos identitários pelos alunos face à utilização de referencias culturais homogêneos no livro didático de Língua Francesa”, visando contribuir para a identificação e caracterização do modo como, alunos provenientes de meios culturais diversos, processam a decodificação dos signos, códigos,  padrões estéticos e valores, das mensagens veiculadas pelo livro didático de Língua Francesa. De que modo negoceiam sentidos identitários e de que modo se conseguem demarcar de propostas dominantes. Tendo como suporte as idéias de Adorno, Bakhtin, Barbero, Canclini, Castells, Habermas, Stuart Hall, Giddens, Henry Giroux e John Thompson a pesquisa envolverá uma pesquisa bibliográfica das propostas teóricas de diversos autores que subsidiem uma melhor compreensão da realidade a estudar e a realização de um trabalho de campo baseado numa pesquisa participante, que envolverá alunos de Língua Francesa. A pesquisa propõe-se analisar as estratégias representacionais culturais utilizadas no livro didático de Língua Francesa; categorizar referenciais culturais homogêneos utilizados livro didático de Língua Francesa; analisar a negociação dos sentidos identitários realizados pelos alunos, a partir do discurso cultural e posições ideológicas de poder, veiculadas no livro didático de Língua Francesa. A aprendizagem de línguas recorre a instrumentos de mediação que crescentemente mesclam a cultura e a tecnologia em novas formas e configurações, cuja força e poder pedagógico pode induzir os indivíduos a conformar-se à organização vigente da sociedade. Urge contextualizar, interpretar e analisar adequadamente a produção, a natureza e os seus efeitos. O fato de a aprendizagem de a Língua Francesa utilizar instrumentos de registro e mediação tecnológicos, conduz a que o respeito pela diversidade cultural deva ser ponderado ao nível do conteúdo das mensagens veiculadas e da sua recepção e decodificação pelo aluno, não podendo ser olvidado o fato de as mensagens poderem chegar através de múltiplas linguagens.

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 09h31
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Mudanças na formação cultural da sociedade

 

Apontamento de estudo referente às mudanças na formação cultural da sociedade a partir dos livros  “A Sociedade Informática” de Adam Schaff a “A Era da Informação” – Manuel Castells

 

I –

 

Livro “A Sociedade Informática” – Adam Schaff

 

Conceito de Cultura:  totalidade dos produtos materiais e espirituais do homem em um período determinado e em uma determinada nação (cultura nacional), ou, no sentido mais amplo, abarcando a totalidade do gênero humano (cultural universal), ou enfim no sentido de uma parte isolada da humanidade em escala supranacional (neste último caso o critério pode ser territorial, mas pode também basear-se em uma comunidade de língua, religião, etc.)

 

II –

 

Livro “A Sociedade Informática” – Adam Schaff

 

Mudanças na formação da cultura na sociedade da informática: dará um grande passo no sentido da materialização do velho ideal do homem universal em dois sentidos: formação global (fuga da especialização unilateral) e libertação do enclausuramento numa cultura nacional.

 

III –

 

Livro “A Sociedade Informática” – Adam Schaff

 

Influências da sociedade da informática sobre o desenvolvimento da cultura: novas técnicas de transmissão de informações (meios de comunicação de massa, computador) permitem a difusão da cultura, contudo essa difusão levanta questões ao nível da relação entre a cultural nacional (patriotismo) e supranacional (cosmopolitismo) e conduz à difusão de novos modelos de personalidade e de um novo caráter social dos homens (estereótipos), de forma muitas vezes determinados por fatores que estão além de sua consciência, ainda que estes fatores sejam inerentes à sua personalidade e à sua mentalidade e, sobretudo, a seu caráter social.

 

 

Livro “A Era da Informação” – Manuel Castells

 

“Ferramentas e máquinas são inseparáveis da evolução da natureza humana. O desenvolvimento das máquinas, culminando com o computador, mostra-nos, de forma inevitável, que as mesmas teorias úteis na explicação do funcionamento de dispositivos mecânicos também têm utilidade no entendimento do animal humano – vice-versa, pois a compreensão do cérebro humana elucida a natureza da inteligência artificial.” - Citação de Bruce Mazlish

 

IV -

 

Concluindo: “A tecnologia não é boa, nem ruim e também não é neutra” - Citação de Melvin Kranzberg no livro “A Era da Informação” de Manuel Castells 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 12h39
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Comunicação realizada no I Congresso Internacional de Telemática na Educação e VII Encontro Nacional do ProInfo realizado em Fortalez

Apresentação que serviu de suporte à comunicação realizada no I Congresso Internacional de Telemática na Educação e VII Encontro Nacional do ProInfo realizado em Fortaleza - Ceará, em Outubro de 2001.

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA EM PORTUGAL: POTENCIALIDADES E VULNERABILDADES

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 22h37
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Apresentação realizada no I Telecongresso Internacional de Educação de Jovens e Adultos

Apresentação que serviu de suporte à comunicação apresentada no I Telecongresso Internacional de Educação de Jovens e Adultos realizado em Fortaleza - Ceará em Novembro de 2001 (Ficheiro em formato zip).

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA: UMA PONTE NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 22h34
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Resumo da dissertação de mestrado defendida por João José Saraiva da Fonseca

 

Resumo da dissertação de mestrado defendida por João José Saraiva da Fonseca, mestre em Ciências da Educação pela Universidade Católica Portuguesa.

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA EM PORTUGAL: POTENCIALIDADES E VULNERABILIDADES



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 22h32
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Dissertação de mestrado defendida por João José Saraiva da Fonseca

 

Dissertação de mestrado defendida por João José Saraiva da Fonseca, mestre em Ciências da Educação pela Universidade Católica Portuguesa.

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA EM PORTUGAL: POTENCIALIDADES E VULNERABILIDADES

 

Reserve a dissertação na Biblioteca João Paulo II da Universidade Católica Portuguesa - Lisboa clicando aqui

 

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 22h30
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