Presencial e virtual: ingredientes básicos de uma educação agradável e flexível

Um dos principais desafios de hoje, nas universidades e escolas, é tornar mais flexível o currículo de cada curso integrando e inovando as atividades presenciais e a distância. Esta afirmação é do professor José Manuel Moran, coordenador do programa de Educação a Distância da Faculdade Sumaré. Moran é um defensor convicto da aproximação entre as modalidades a distância e presencial na educação, com o objetivo de combinar o melhor do presencial às facilidades do virtual para garantir qualidade.

Para ele, o sistema bi-modal, ou blended, se mostra o mais promissor para o ensino nos diversos níveis, principalmente no superior. “O modo como a EaD se apresenta contribui muito para a flexibilização das aulas presenciais”, afirma. Ele conta que na Faculdade Sumaré cerca de 95% dos professores utilizam recursos virtuais em suas aulas presenciais. “Vai haver um momento em que teremos de rediscutir o limite de 20% de disciplinas online, imposto pelo MEC.” Moran explica que cada instituição terá de definir qual é o ponto de equilíbrio entre o presencial e o virtual, de acordo com cada área do conhecimento. Isso porque há disciplinas que necessitam mais da presença física, como as que utilizam laboratório ou interação corporal (dança, teatro etc.). “O importante é experimentar várias soluções nos diversos cursos. Todos estamos aprendendo e nenhuma instituição está, ainda, muito à frente na inovadora educação online”, aposta.

O educador, que também é doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), acredita que as universidades poderiam flexibilizar seus currículos até chegar a uma carga horária média de 50% para aulas presenciais e 50% a distância. “Confinar os alunos, por horas seguidas, em uma mesma sala torna-se cada dia mais contraproducente, principalmente, quando há outras possibilidades.” Para ele, as escolas, em todos os níveis – inclusive dos ensinos fundamental e médio – devem repensar este modelo “engessado de currículo”, com aulas em série, e parar de considerar a sala de aula como único espaço para a aprendizagem.

Do ponto de vista didático, é possível organizar atividades inovadoras na sala de aula ou no laboratório com acesso a internet, integradas com atividades a distância. Em alguns momentos, o professor pode levar os alunos ao laboratório para desenvolver atividades de pesquisa e de domínio das tecnologias. Estas atividades se ampliam nos ambientes virtuais de aprendizagem, permitindo diminuir o número de aulas e continuar aprendendo, juntos e a distância. “Em todas as matérias, ao longo de todos os anos, os cursos precisam prever espaços, além de tempo de contato com a realidade, experimentação e inserção em ambientes profissionais e informais”, analisa.

A idéia de Moran não é apressar os cursos, nem remunerar menos os professores, mas realizar o planejamento de atividades de maneira mais racional, atraente, interessante e motivadora para professores, alunos e instituições. “O problema é que há um grande número de alunos que não concorda mais com a forma em que as aulas são oferecidas hoje. Eles reclamam do tédio de serem obrigados a ouvir um professor falar por horas, da rigidez dos horários e, ainda mais, da enorme distância entre o conteúdo oferecido e sua aplicação no cotidiano.”

O professor lembra que a tecnologia é um meio para realizar atividades diferenciadas. “Podemos aprender juntos, mesmo em lugares distantes. Podemos planejar mudanças graduais, flexibilizando o currículo, diminuindo o número de aulas presenciais para combiná-las com atividades em laboratórios conectados à internet, com atividades a distância”, garante.

Mas Moran diz que os professores precisam aprender a gerenciar vários espaços e integrá-los de forma aberta, equilibrada e inovadora. Agora, além da sala de aula, cada educador tem de se preocupar com o aluno no laboratório, na internet, em visitas técnicas e ainda acompanhá-los e orientá-los em seus projetos e experiências. É aqui que entra uma contribuição fundamental da EaD para as aulas presenciais: a necessidade de aulas mais elaboradas e planejadas. “Não quero dizer que as aulas presenciais não são planejadas. Porém, este modelo oferece mais espaço ao improviso. Já na EaD, tudo tem de ser cuidadosamente organizado e planejado para que o aluno não se perca e, conseqüentemente, não se desestimule”, alerta.

Para ele, a sala de aula será sempre um ponto de partida e de chegada, ou seja, um espaço importante que também pode ser combinado com outros recursos para ampliar as possibilidades de aprendizagem. É necessário que seja um local confortável e com recursos tecnológicos, como o fácil acesso ao vídeo, projetor, DVD e, no mínimo, à internet. “Até agora, são poucos os cursos bem equipados. Mas, se queremos educação de qualidade, torna-se cada vez mais necessário ter uma boa infra-estrutura.”

Moran também lembra que é preciso haver uma mudança na postura do professor. “Não basta apenas passar informações aos alunos. É preciso estimulá-los para possíveis e prováveis mudanças, além de ajudá-los na busca de dados e na organização dessas informações.” O objetivo é fazer com que o foco do curso seja o desenvolvimento das pesquisas e tornar o aluno em um parceiro-pesquisador. “Pesquisar de todas as formas, utilizando todas as mídias, fontes e modelos de interação. Pesquisar individualmente, todos juntos e, também, em pequenos grupos. Pesquisar na escola e em outros locais e horários. Aliar pesquisas presenciais às virtuais. Comunicar os resultados da pesquisa para todos e para o professor. Relacionar resultados, comparar, contextualizar, aprofundar e sintetizar. Ou seja, proporcionar um completo ciclo de educação.”

Para isso, os professores precisam adquirir a competência de combinar atividades a distância com o modelo presencial. Distinguir o que pode ser feito pela internet para melhorar a aprendizagem e manter a motivação e trazer novas experiências para a classe. “O importante é combinarmos o que fazemos de melhor em sala de aula (conhecer, conviver, motivar e reencontrar) ao que podemos gerenciar a distância (por listas, fóruns, chats, vídeo-conferência ou web-conferência), como pesquisar, conversar e divulgar as produções dos professores e alunos”, sugere.

Manter os alunos por menos tempo em salas de aula convencionais também permite uma maior rotatividade de alunos nos mesmos espaços físicos. Dessa forma, a necessidade de construir e ampliar salas e prédios diminui e torna-se possível otimizar os espaços já existentes. Com 25% de um curso feito a distância, é possível criar grades de três horas diárias por turma, o que permite organizar duas turmas diferentes por período e duplicar o uso de cada sala. “Se aplicarmos este raciocínio em uma escola com muitas turmas, é possível baratear o custo final da mensalidade de cada aluno sem perder qualidade”, calcula.

Fonte: Senac - 2005 maio

 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 18h07
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Europa: crece el interés de las universidades por el e-learning

Un reciente estudio llevado acabo por un proveedor tecnológico británico sugiere que las universidades europeas que ya están ofreciendo planes de estudios virtuales, piensan aumentar sus ofertas de e-learning en los próximos dos años. De hecho, el informe señala que el 75% de las 150 instituciones de educación superior consultadas coinciden en este punto.

Según la investigación, las universidades resaltaron la importancia crítica de la enseñanza virtual, al considerar que ofrece un acceso a una mejor calidad de educación. En este contexto, el 63% admitió un fuerte interés por colaborar con otras instituciones en el desarrollo de planes de estudio online, tanto a nivel nacional como internacional.

De acuerdo a los datos aportados por el estudio, las universidades europeas ven a esta metodología como una posibilidad clara de superar fronteras territoriales y acceder a estudiantes residentes en otras latitudes. Asimismo, consideran que proporciona a los estudiantes una enriquecedora experiencia educativa.

Fonte:

revista digital de e-learning de América Latina

 

Año 3 - Número 54 | Domingo 15 de Mayo de 2005

 


 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h29
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Actualidad de la educación virtual en los Estados Unidos

El consorcio de instituciones y organizaciones comprometidas con la calidad de la educación en línea, publicó un reporte de acceso gratuito sobre la calidad y la magnitud de la educación en línea en los Estados Unidos, titulado “Entering the Mainstream: The Quality and Extent of Online Education in the United States”.

El informe, que fue elaborado a partir de las consultas efectuadas a más de 1.100 instituciones de educación superior y universidades estadounidenses entre los años 2003 y 2004, muestra que las matriculaciones en línea continúan creciendo y que el sector académico pronostica que este incremento se profundizará en el corto plazo.

Entre otras cuestiones, la investigación se preocupa en señalar que un curso puede ser considerado puramente virtual si el 80% de sus contenidos se entrega en línea y “típicamente” no involucra reuniones presenciales. A partir de esta precisión, la investigación revela que en el 2003 hubo un total de 1.92 millones de estudiantes cursando estudios online en los Estados Unidos, mientras que en el 2004 esa cantidad se habría elevado a 2.63 millones. Números, estos, que nos ofrecen una real dimensión del mercado del e-learning académico estadounidense.

Para permitirnos comprender aún más el fenómeno, el informe revela que la mitad de las 1.170 instituciones indagadas considera que la educación virtual es esencial para las estrategias académicas a largo plazo. Como contrapartida, solo el 12,3% discrepan con este criterio relativizando la importancia de esta modalidad.

Si tomamos en cuenta al protagonista del proceso educativo virtual, podremos comprobar -a través de la medición de Sloan-C- que los alumnos del 40.7% de las instituciones que ofrecen cursos online están satisfechos con la modalidad, el 56.2% manifiestan neutralidad respecto de esta cuestión y sólo el 3.1% presenta algún tipo de críticas. La aceptación del e-learning es mayor en las universidades públicas, que en las privadas.

Fonte:

revista digital de e-learning de América Latina

Año 3 - Número 54 | Domingo 15 de Mayo de 2005

 



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h27
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“La usabilidad beneficia a alumnos y profesores”

Entrevistada: Maria de Lourdes Oliveira Martins (SBGC)

A pesar de pasar muchas veces desapercibida, la usabilidad es fundamental para el desarrollo de sistemas, sitios y cursos online. Una especialista de la Sociedad Brasileira de Gestión del Conocimiento analiza la problemática.

“La utilización de medios electrónicos y sistemas computacionales por usuarios no especialistas en informática, con diferentes habilidades, formación y edades, demanda interfaces cada vez más interactivas”, sostuvo recientemente Maria de Lourdes Oliveira Martins (Directora de la Sociedad Brasileira de Gestión del Conocimiento, SBGC).

Para entender el concepto basta pensar en el día a día. Cómo sería el tránsito, si todos los automóviles tuviesen el volante en el techo, con forma de timón, o si en las casas se usaran las ventas como puertas a raíz de un nuevo criterio de construcción. Más allá de las exageraciones, todos los objetos son producidos de forma que su uso sea lo más simple posible. “Desarrollar y proyectar productos focalizados en el usuario y en su contexto de uso, es lo que llamamos usabilidad”, afirma la titular de SBGC.

Se trata de un criterio fundamental a tener en cuenta en el desarrollo de herramientas de tecnología, para que sitios y sistemas sean más interactivos. La usabilidad en Internet consiste en adaptar la información virtual de forma eficiente, garantizando un uso práctico. “Uno de los objetivos de desarrollar interfaces con un alto grado de usabilidad pedagógica y de diseño es permitir que las tareas de profesores y alumnos sean ejecutadas de forma simple y eficiente”, explica Oliveira Martins.

Pese a tratarse de algo esencial para el e-learning, las investigaciones efectuadas sobre esta cuestión en el sector de la educación a distancia todavía son poco profundas y escasas. Algo que no ocurre en otros ámbitos, como el comercio electrónico o los portales corporativos, donde resulta más común encontrar estudios sobre usabilidad.

De acuerdo al criterio de la especialista brasileña, antes de lanzar un curso al mercado hay varios puntos que deben ser analizados, como por ejemplo: las características del alumno o destinatario de esa oferta educativa. Quién es, cuál es su nivel de escolaridad, cómo interpreta las informaciones, cuál es su experiencia, su motivación, incentivo y habilidades en relación a la utilización de los recursos informáticos, son datos que facilitarán el desarrollo de la interfase más apropiada.

Según la Oliveira Martins, también es importante determinar el grado de alfabetización digital de los alumnos para acceder, interpretar, criticar y participar de las nuevas formas emergentes del contexto cultural y social.

Entre los test de usabilidad que se ha desarrollado la experta, ha encontrado algunos problemas comunes a muchos cursos virtuales, como las dificultades de los usuarios para identificar íconos y la ausencia de patrones de orientación o instrucciones claras. También identificó fallas recurrentes en el diseño de las herramientas de comunicación y en las propuestas pedagógicas que deberían fomentar su uso, al verificar que el feedback de los estudiantes suele resultar irrisorio en función de sus necesidades de aprendizaje.

Resulta indispensable, entonces, comprobar debidamente y en forma exhaustiva las interfases, puesto que un error –por más pequeño que sea- puede desmotivar al alumno y desalentar toda posibilidad de éxito. Un inconveniente medular, si tenemos en cuenta que recuperar la atención de los estudiantes puede resultar una ardua y a veces imposible tarea.

Aún en el mundo virtual, los usuarios esperan tener en sus manos algún material impreso que lo conduzca, como un guía con informaciones detalladas, con textos en lenguaje simple. “Utilizar la tecnología para agregar valor al aprendizaje con eficiencia y para traer satisfacción a los usuarios es un gran desafío”, asegura la Directora de la Sociedad Brasileira de Gestión del Conocimiento.

Fuente: SENAC (Elearning america latina) Año 3 - Número 54 | Domingo 15 de Mayo de 2005  



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 17h24
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País teve mais de 1,1 milhão de alunos no ensino a distância em 2004

Pela primeira vez na história o Brasil possui dados concretos sobre o status da educação a distância (EAD) em todo o país. Os números levam em consideração todos os níveis de ensino oficialmente credenciados por conselhos de educação (federal, estadual e municipal) e informações das seis maiores entidades que atuam no setor. Trata-se da primeira edição do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (Abraed 2005), lançado pelo Instituto Monitor e pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância).

Segundo o levantamento, em 2004, pelo menos 1.137.908 de brasileiros se beneficiaram de algum curso de ensino a distância no país. A cifra representa a soma do universo de alunos de instituições oficialmente credenciadas com o número das seis maiores instituições que ofertam a modalidade: Sebrae (176.514 alunos), Fundação Roberto Marinho - Telecurso 2000 (393.442), Senai (10.305), Senac (37.973), Governo do Estado de São Paulo (132.223) e Telemar (77.494).

Deste total de 1,1 milhão, 309.957 estavam matriculadas em cursos oferecidos por 166 entidades credenciadas, como universidades públicas e privadas que seguem uma regulamentação específia do poder público. Estes estudantes estão distribuídas pelo ensino fundamental, médio, seqüencial (curso superior de curta duração, normalmente de 2 anos), técnico (ensino médio profissionalizante), EJA (Educação de Jovens e Adultos), graduação, e pós latu sensu (especialização).

"É importante lembrar que este levantamento está longe de considerar a integralidade da enorme profusão da EAD por ambientes diversos, como o mundo corporativo, ou ainda os cursos livres [música ou línguas estrangerias, por exemplo] ministrados pelas escolas credenciadas oficialmente pelo sistema formal de ensino", diz Fábio Sanchez, coordenador da equipe responsável pelo Anuário.

Até hoje, os únicos dados oficiais sobre EAD se referiam à graduação e a cursos de pós-graduação, que são coletados a cada ano pela Seed (Secretaria de Educação a Distância), órgão ligado ao MEC. Os últimos números tornados públicos, porém, eram de 2003. Já os dados relativos aos ambientes estaduais e municipais, por serem de responsabilidade de cada Estado, nunca haviam sido reunidos e quantificados pelo ministério.

Essas instituições credenciadas nos Estados e municípios são responsáveis pela educação a distância de mais de 150 mil pessoas, segundo destaca o Anuário, e representam 48,6% do universo de alunos de todas as instituições autorizadas pelos governos no país a ministrar cursos a distância. É quase o mesmo número de pessoas da educação no nível superior, que possui 159.366 estudantes

"O que nós fizemos foi entrar em contato com cada conselho estadual e municipal e levantar quem oferece EAD, como e para que público as aulas são voltadas. Essas outras instituições já faziam pesquisas próprias e independentes. Nós apenas somamos e comparamos tudo", explica Sanchez.

Alunos de EAD no Brasil em instituições oficialmente credenciadas
Nível de credenciamento Tipo de curso Número de alunos %
Federal Graduação e Tecnológico 89.539 28,9
Pós-graduação e seqüenciais 61.637 19,9
Consolidados* Graduação e/ou pós 8.190 2,6
Totalização no nível federal 159.366 51,4
Estadual EJA, Técnico, Fundamental e Médio 150.571 48,6
Municipal Técnico 20 0,006
Total geral 309.957 100
* Três instituições informaram o número de alunos consolidando dados de graduação com os de pós-graduação
Fonte: ABRAED/2005

Crescimento

Mesmo com a falta de dados, Sanchez diz que é possível afirmar que o ensino a distância é, de longe, a modalidade que mais cresce no Brasil.

"No caso da graduação e pós-graduação, em que é possível comparar os números oficiais [de 2003, do MEC] com os não-oficiais [Anuário], já que o Censo do MEC só deve sair em outubro, verifica-se que em quatro anos o número de alunos matriculados nessas duas modalidades cresceu 44 vezes, apenas até 2003. Se incluídos os números de 2004, o crescimento é de mais de 90 vezes".

CURSOS E MATRÍCULAS EM GRADUAÇÃO E PÓS
2000: 013 cursos -- 1.758 matrículas
2001: 017 cursos -- 5.480 matrículas
2002: 202 cursos -- 59.772 matrículas
2003: 278 cursos -- 76.769 matrículas
2004: 382 cursos -- 159.366 matrículas

Outro dado indicativo o crescimento de EAD é aquele colhido junto a instituições credenciadas nos níveis federal, estadual e municipal e que registra a data de início de seus cursos.

"Fizemos uma pesquisa por amostragem. Colhemos informações de 62 instituições [37% do total do universo de 166 instituições de EAD], mas elas educam 64% do total de alunos, então é uma amostra representativa", diz Sanchez. Segundo ele, foi verificado um crescimento exponencial a partir de 2000. "Houve o lançamento de 77 cursos novos em 2004, contra 34 em 2003, 19 em 2002 e 11 em 2001", explica.

Os estudos coordenados por Sanchez também comprovam outras estimativas feitas anteriormente pela Abed. Mais da metade da oferta (54% das instituições) fica na região Sudeste do país, principalmente São Paulo. A região educa 53% do total de alunos a distância do país, o equivalente a 163.887 estudantes. O Nordeste tem o segundo maior grupo, com 18,7% do total de alunos, seguido pela região Sul (17%).

A mídia mais utilizada nas aulas continua a ser o material impresso (84% das instituições o utilizam). Segundo Sanchez, um dos motivos é a intimidade com que o brasileiro tem com o papel. Na seqüência aparecem o e-learning (63%) e o CD-Rom (56%).

Fonte: Folha de São Paulo



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 19h47
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Governo quer usar TV e apostila em projeto de universidade a distância

FÁBIO TAKAHASHI
da Folha de S. Paulo

A Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC) apresenta na segunda-feira o projeto de criação de uma universidade aberta no país. A idéia é oferecer educação a distância (sem presença física do estudante na sala de aula) preferencialmente a professores do ensino básico sem diploma de ensino superior ou a profissionais em busca de cursos de atualização.

O projeto será apresentado pelo secretário Ronaldo Mota durante o seminário nacional da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), em São Paulo.

Segundo Mota, a universidade aberta deve utilizar a televisão no ensino, com apoio de apostilas --método semelhante ao Telecurso 2000, supletivo desenvolvido pela Fundação Roberto Marinho. "Quem tiver acesso à internet poderá utilizá-la", diz ele.

Uma parte da carga horária será presencial. A previsão otimista do secretário é que a instituição comece a funcionar em 2007. As universidades públicas, principalmente as federais, serão convidadas a participar.

Antes de definir o projeto da universidade aberta, a secretaria quer observar os resultados de dois programas: a formação de uma rede de pesquisadores de educação a distância e a criação de consórcios com empresas estatais (como Banco do Brasil e Petrobras) para formação de professores e de funcionários públicos.

A previsão é que os 600 pesquisadores comecem a ser selecionados, por meio de concurso, em junho. Os escolhidos devem começar a trabalhar em 1º de setembro.

Os resultados das pesquisas serão utilizadas na formação dos consórcios. No dia 2 de maio, haverá reunião da secretaria com o fórum de empresas estatais do país para acertar o programa.

Ainda não há estimativa de quantos alunos a universidade aberta poderá atender. "Só de professores sem diploma são um milhão de possíveis alunos", diz.

Segundo a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), a partir de 2007 não poderão ser contratados professores sem curso de graduação.

As universidades abertas já funcionam em outros países. Na Inglaterra, por exemplo, conta com cerca de 200 mil estudantes.

Mota afirma que praticamente todos os cursos de graduação podem ser oferecidos de forma não-presencial. "Carreiras como medicina eu nunca vi em nenhum lugar do mundo", afirma. "Para os outros, não há impedimento."

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valerá a pena o Estado continuar a aprovar projetos de formação de professores a distância a instituições privadas de educação, quando depois vem liquidar esses projetos com idéias como estas? Não é que a idéia seja ruim. O que se passa é que só as instituições federais terão direito ao bolo. Infelizmente também sabemos quais serão os lobbis que muitas vezes se desenvolvem nesse processos. E as instituições privadas continuarão a ter de investir em pesquisa e tecnologia sózinhas e sem apoio. Será que não existirá nas instituições privadas sinergias que podessem ser incoporadas a essa proposta?

João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 10h48
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Computational material to improve learning and creativity

One reason we’re especially interested in new materials, such as new computational materials, is that they expand the range of the things we can create in the world, and therefore can expand the range of ideas we can play out in the world. So it’s both expanding what we can create and the ideas that we can play with through that creating process. And, unfortunately, that’s usually not the way most people think about computers. Too often people think of computers only in terms of getting access to information, and, of course, computers are great for that. And we like to think of computers and digital technology as a new material for creating because we think that’s where it’s going to make the biggest difference. Because we see every time you bring new material into people’s... into their world, into their mind and into their hands, it provides an opportunity for them to explore in new ways, experiment in new ways and play out their ideas in new ways. So we think that’s what’s most important about these new computational media is that - is the way in which it expands that - expands the range what we can create and the types of things we can explore through creating.

Fonte: entrevista de Prof. Mitchell Resnick  disponível em web.media.mit.edu



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 12h42
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Comparar Moodle con otras plataformas

Estudio realizado en la Humboldt State University de California, compara dos cursos que usaron Blackboard y Moodle.

http://www.humboldt.edu/~jdv1/moodle/all.htm (en ingles)

Fonte: mensagem de Norma Scagnoli na lista de de discussão Cátedra UNESCO de Educación a Distancia (UNED



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 22h51
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Distance education: Watch what you wish for

There is no denying that the popularity of distance education is on the rise. Distance education has spread from colleges to earlier grades. According to the Associated Press, the first federal study of distance education shows that students in more than one-third of U.S. school districts take courses over the Internet or through video conferences.

From social studies and math to English and computer science, thousands of basic courses are being taught in an unconventional way, with the teacher and student in different places. According to a recently released Education Department study, the main reason it so popular is because districts want to offer courses that students can't get at their own schools. In the study, distance-education courses are credit-granting classes in which the enrolled students and the teachers are at different locations. The courses may originate from the local school district, a college or university or a state virtual school.

Overall, an estimated 36 percent of public-school districts, or 5,500 out of more than 15,000 districts, had students enrolled in distance courses in the 2002-03 school year. Most of the students are in high school, but some are in middle school or even elementary school.

Education has become a battle of attrition. The federal government's involvement in the classroom has created an environment that faces unprecedented challenges. Supporters say DE classes offer an opportunity to provide fiscal relief while dealing with curriculum challenges, teacher shortages and resource demands. Finding qualified teachers, facing a fiscal crisis, struggling with outdated resources, while dealing with record admission numbers are just some of the challenges that face this high school. Detractors are concerned that students will struggle with the loss of personal contact. Other concerns include ethical dilemmas, space to create new classrooms, effective facilitators and parental acceptance of what they may feel is radical change.

The first concern seemed to be that there was no space available for renovation. Financially, the school district is underfunded and overtaxed, so any discussion about additional funds needed made the vice principal bristle. nature. For example, video conferencing is arguably the most popular form of DE, but it comes with agonizing challenges. The greatest weakness of video conferencing exists within technological breakdowns that consistently occur. The hardware associated with video conferencing has not kept up with the innovative goals of this form of distance education. "It simply doesn't work". It takes an unacceptable amount of time to reboot a system when it goes down. If the system is down for 30 minutes, then learning has stopped for 30 minutes. It is difficult to assemble a contingency plan for technological breakdowns during a class. Under No Child Left Behind, teachers have little time to spare and even less time to make up for lost time due to technological breakdowns.

There are other communication shortcomings to video conferencing. On many occasions it is difficult for the host teacher to hear the distance class. At times the audio capabilities of video conferencing are inadequate to respond to large classrooms. Making things more difficult is the fact that the distant student must use the technology properly to be heard. If the student forgets to, or chooses not to, press the intercom button to engage in conversation then communication comes to a halt. On many occasions it is difficult for the instructor to monitor all members of both classrooms. If the distance class has held a private conversation without including the instructor or other students, then the collaborative environment is compromised. Effective communication is critical for video conferencing to be effective. If the system is down, or not being used properly, then little remains of this form of distance education that can be seen as a positive.

The second concern concentrates on the impersonal nature of DE. Humans are social beings that desire interaction with people. The need for human interaction is typically magnified in an educational environment, especially in K-12 atmospheres. Our young students are dealing with more than memorizing formulas or learning about the history of the world. We cannot afford to forget the growth patterns, both cognitively and emotionally, that are a part of life from ages 5-18. A teacher is more then just a facilitator and the ability to be a catch all is greatly inhibited in the DE environment.

I have a great appreciation for DE in the college atmosphere, but am very concerned about utilizing this technology in the secondary environment. One of the great challenges of this technology age that we are currently immersed in is the loss of soft skills that seems to be occurring. Young people don't know how to effectively communicate verbally or through the written word. E-mails, for instance, replace formal letter writing and make conversation informal or unnecessary. Many of us pay little attention to the ramifications of this trend until it's too late.

With all of the challenges and concerns that exist within the halls of education, the last thing that should be considered is the removal of the teacher from classrooms. It concerns me when I hear that the federal government is demanding highly qualified teachers in the classroom and the knee-jerk reaction is to consider ways to remove the problem instead of addressing the issue. Distance education is not a solution to our current challenges. It is one thing to consider DE as an enhancement tool. It is an entirely different issue to begin to look to DE as a long-term solution to the challenges of secondary education.

We can dance around educational issues all we want, but there is no substitute for good, caring teachers that stand in a class and facilitate education. Our young people deserve no less. Most importantly, they need that human interaction. When we look to technology for the sole answer to our problems, we should watch what we wish for, because if we allow it to replace proven assets in the classroom, our children may pay a terrible price far beyond the economic concerns of growing educational budgets.

Fonte: Stephen Winslow (The Augusta Free Press) - Adaptado para fins didáticos por João José Saraiva da Fonseca



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 10h38
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Information literate student

Students need Information Literacy to find, evaluate and use information. Firstly, distance learning soldier-students do not know how to effectively write a research paper and secondly, they do not know how to find, evaluate and use Internet information.

An information literate student can: 1) Determine the nature and extent of the information needed, 2) Access needed information effectively and efficiently, 3) Evaluate information and its sources critically and incorporate selected information into his or her knowledge base and value system, 4) Individually or as a member of a group, use information effectively to accomplish a specific purpose, 5) Understand many of the economic, legal, and social issues surrounding the use of information and access and use information ethically and legally.

Students attending a physical university campus, have their reference and source materials carefully selected by the Librarian, with students hardly having to evaluate the quality, reliability and validity of their sources. Internet research and use, especially in distance learning, leaves the student to find for themselves, likes babes in the woods, vulnerable to hucksters and "spoof sites", web sites sometimes created for parody and often created with criminal intent. In the absence of meaningful digital interaction between students and teacher, a student may waste endless hours pursuing valueless sources.

Fonte: kntimes.com (Adaptado para fins didáticos por João José Saraiva da Fonseca)



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 10h22
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Aprendizado colaborativo: aprender também é ensinar!

A atuação do professor é fundamental, mas o papel do aluno é de extrema importância para o bom desempenho do grupo.

Não é à toa que os verbos colaborar e cooperar geram dúvidas quando o assunto é educação. No dicionário Michaelis, por exemplo, ambas definições remetem um termo ao outro. Porém, segundo Kenneth Bruffee, conhecido autor na área de trabalho colaborativo, a desigualdade surge quando falamos em aprendizado cooperativo e colaborativo. Foi a necessidade de educar grupos heterogêneos que gerou a diferença entre os termos. O primeiro, é mais dirigido a escolas, com crianças e jovens. Já o colaborativo, alcança melhores resultados quando aplicados em grupos de adultos.

Alguns autores têm o termo cooperativo relacionado à intervenção do professor em relação aos trabalhos do grupo, decisões sobre tarefas, membros, supervisão do trabalho e avaliação final. Já o aprendizado colaborativo implica em uma autonomia maior dos membros, que escolhem tarefas, membros e suas próprias avaliações finais. Ou seja, o professor tem mais autoridade no processo cooperativo e menor participação no sistema colaborativo.

Muitos de vocês, leitores, já fizeram – ou fazem – cursos via internet. Então, é importante saber que no mundo online essas diferenças tendem a não ser tão evidentes. Você deve estar se perguntando: por que tenho de saber isso, se as diferenças não se aplicam ao meu universo? A resposta é muito simples: justamente para você saber a real importância do seu papel na sala de aula virtual!

No início do século passado, Lev S. Vygotsky, professor e pesquisador russo, lançou o conceito de que o desenvolvimento cognitivo é impactado por interações e relações sociais. Ou seja, aprender é uma atividade social mediada pelos colegas e professor; não uma tarefa isolada. Este é o conceito do aprendizado colaborativo.
O sucesso do aprendizado depende muito de regras claras. Em qualquer tipo de sala de aula, o professor deve estabelecer bases de comportamento, esclarecendo as expectativas e o papel de cada estudante. Caso contrário, estudantes desmotivados podem atrapalhar o bom desempenho do aprendizado do grupo. Além disso, o educador lembra que há regras ímpares às salas de aula online – ou a “netiqueta” –, que devem ser expostas no primeiro contato. Evitar comentários pejorativos, responder às questões no mesmo dia, usar respostas positivas etc, são itens simples que facilitam o processo colaborativo.

Nas aulas virtuais a autoridade tende a ser menor em relação às salas presenciais. É aí que se evidencia um outro modelo de autoridade, pois o professor tem mais participação no gerenciamento das atividades dos grupos. A liberdade de expressão, por exemplo, é maior nas aulas virtuais, pois o ambiente e as discussões assíncronas favorecem, inclusive, os alunos mais tímidos, que não se constrangem com a presença de colegas ou do próprio professor. A participação do aluno é maior em aulas colaborativas online.

Uma das principais missões do professor é organizar os grupos com critérios rigorosos. Isso porque a criação de grupos extremamente heterogêneos pode atrapalhar ou beneficiar o aprendizado, dependendo de como são organizados. Todos estudantes precisam expor seus objetivos. É a partir dessas informações como trajetória, origem, formação, expectativas etc, que o professor criará grupos e, em muitos casos, terá de mudá-los, mesmo depois de formados. 

A heterogeneidade pode ser explorada como um fator positivo. Este fator cria um ambiente intelectual produtivo para discussões, idéias e construção de conhecimento. É justamente a harmonia destes fatores que gera o desenvolvimento cognitivo positivo. Essas variáveis bem equilibradas fazem do orientador um bom agenciador do ambiente colaborativo, papel bem diferente se comparado à sala de aula tradicional.

Quanto à competitividade entre os alunos, o melhor a fazer é utilizá-la de maneira ativa e positiva, promovendo a colaboração online. O professor tem de aprender a usá-la como um agente favorável do processo colaborativo. Para isso, basta que o coordenador promova competições saudáveis entre grupos ou membros.

Jogos, simulações, dramatização, debates são recursos e metodologias aplicados ao aprendizado colaborativo, A melhor forma de aprender é ensinar! E esta metodologia apóia totalmente o aprendizado colaborativo, com por exemplo os estudantes assumindo o papel do professor.

Fonte: Senac (07/04/2005)



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 09h56
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Finalidad de la secuenciación de los contenidos de enseñanza

La finalidad de la secuenciación es establecer una ordenación de los contenidos de enseñanza que asegure el enlace entre los objetivos educativos y las actividades de aprendizaje de los alumnos, de tal manera que la organización del trabajo formativo dé garantías suficientes para la consecución de las intenciones formativas propias del programa de formación, la comunidad educativa o de la institución.

Damos por supuesto que los contenidos de enseñanza de un área determinada son interdependientes y que el orden en que son propuestos a los alumnos no es indiferente para el aprendizaje. Trataremos tres técnicas de secuenciar los contenidos: La basada en el análisis de los contenidos, la basada en el análisis de la tarea y la teoría de la elaboración. El intento de combinar las dos técnicas primeras ha dado lugar la teoría de la elaboración, muy recomendada en la bibliografía relativa a la reforma como pauta para la secuenciación del aprendizaje.

La técnica de análisis de contenidos: En el estadio más evolucionado, el análisis de contenidos proporciona criterios de secuenciación que tienen en cuenta tanto la estructura interna de los contenidos de enseñanza como los procesos cognitivos que intervienen en el aprendizaje significativo.

A modo de síntesis cabe afirmar que la secuenciación de contenidos de enseñanza debe hacerse teniendo en cuenta tres criterios generales que orientarán la organización de los bloques de contenido para el proceso de aprendizaje de los alumnos: Primer criterio: La elaboración de secuencias de aprendizaje por parte de los profesores supone considerar la estructura del contenido de enseñanza que hay que proponer a los alumnos y, a la vez, la manera como los alumnos construyen su propio conocimiento. Segundo criterio: Los contenidos seleccionados como fundamentales deben ser los que tienen mayor capacidad de inclusión, es decir, los que pueden integrar otros contenidos que los alumnos también tendrán que aprender; y cuantos más contenidos puedan integrar, mejor. Tercer criterio: En primer lugar hay que presentar los conceptos más generales e inclusivos, dejando para después los aspectos más concretos y los más irrelevantes

La estructura lógica del contenido, considerada como un punto de partida para la secuenciación de las actividades de aprendizaje, no es necesariamente lo mejor para facilitar los aprendizajes de los alumnos. Y esto por una razón: no podemos confundir la estructura formal interna de un conjunto de conocimientos y la estructura que conviene dar a este conjunto de conocimientos para que los alumnos puedan aprenderlo con relativa facilidad.

Fonte: Miguel Zapata Ros na revista de Educación a Distancia



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 12h00
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Presupuestos básicos de la secuenciación de contenidos

Plantear la cuestión de la organización y secuenciación de los contenidos de enseñanza implica tener presentes unos cuantos presupuestos básicos que determinarán muchas de nuestras opciones. Recordémoslo rápidamente.

Primero. Los objetivos generales establecidos para cada nivel de planificación, acordados previamente, tendrán que incidir en la acción formativa para cada nivel inferior de planificación a través de los objetivos generales establecidos para ese nivel y para los contenidos de ese nivel.

De esta forma, por ejemplo, los objetivos generales establecidos para un programa formativo (master, especialización,...) acordados previamente tendrán que incidir en la acción educativa a través de los objetivos generales de los distintos cursos y en los contenidos establecidos para el curso, de igual forma estos objetivos, los objetivos generales del curso, incidirán en los objetivos generales de las distintas materias o áreas del currículo y de los contenidos de enseñanza (conceptuales, procedimentales y actitudinales). La progresión en los contenidos por áreas, cursos, programas o niveles formativos no se realiza exclusivamente, como frecuentemente se suele aceptar, de forma lineal como si dependiera de una sola variable: la cantidad de contenidos, a repartir ésta en distintas unidades de tiempo, o de su naturaleza, sino obedeciendo a multiplicidad de criterios.  Así la progresión puede obedecer sólo a criterios de secuenciación propia de los contenidos (progresión lineal, en primero los números naturales, en segundo los enteros, en tercero los racionales y en cuarto los reales), o de la naturaleza de estos (por áreas de conocimiento: en primero el álgebra, en segundo la geometría, etc.), o pueden seguir otros modelos o sistemas de avance (progresión en espiral, recurrente, basado en resolución de problemas, etc.) o cualquier otro eje globalizador. O incluso puede seguir criterios derivados de los propios contenidos, teniendo en cuenta criterios de planificación curricular. Es decir atendiendo a los objetivos generales que se desglosan en objetivos parciales y que implican que el alumno incorpora los contenidos correspondientes. Por tanto, el diseño de los procesos de aprendizaje en cada una de las unidades, áreas, módulos o niveles, tendrá que incluir tanto los contenidos de enseñanza como los objetivos educativos que se pretenden alcanzar en esa unidad, área, módulo o nivel.

Segundo. En el alumno, y en un caso óptimo, se van a desarrollar las capacidades y se van a incorporar los contenidos de aprendizaje establecidos para el nivel módulo o materia correspondiente, pero también se van a desarrollar otras capacidades o conocimientos no previstos, o en la correspondiente etapa de desarrollo personal se deben desarrollar otros conocimientos que corresponden a esa etapa. Por tanto los objetivos generales de la unidad o nivel que estamos trabajando, vinculados a contenidos particulares de los tres tipos indicados, han de orientarse a la formación integral de todos los alumnos. Por tanto, al programar el trabajo y al seleccionar y secuenciar los contenidos, tenemos que referirnos a la adquisición de las capacidades cognitivas, psicomotrices, de equilibrio y de autonomía personal, de relación interpersonal y de inserción social, en el marco de los objetivos de la unidad correspondiente. En efecto, el aprendizaje de los contenidos ha de considerarse como una aportación al pleno desarrollo de la personalidad del alumno. Por eso, los contenidos de enseñanza y los objetivos educativos tienen que abarcar más aspectos formativos que los que podrían derivarse de los planteamientos específicos que estamos considerando.

Tercero. La aceptación de los principios del aprendizaje significativo comporta concebir los procesos de enseñanza-aprendizaje desde la óptica de la construcción del conocimiento por parte del alumno. Este presupuesto incidirá de manera particular en la orientación de las decisiones referentes a los criterios que determinarán la secuenciación de los contenidos de enseñanza, la selección de las estrategias de aprendizaje y la elección de los materiales curriculares que convendrá poner a disposición de los alumnos.

Cuarto. Nuestra concepción de la formación exige, como imperativo ético, que diseñemos procesos de enseñanza-aprendizaje adecuadamente diferenciados, con el fin de poder atender a la diversidad de capacidades e intereses de los alumnos.  En efecto, una formación que favorece la atención a la diversidad tiene que asegurar a todos los alumnos la adquisición de los contenidos básicos y promover al máximo el desarrollo de cada uno de ellos sin ningún tipo de discriminación. Este presupuesto implica diferenciar adecuadamente lo que es básico e indispensable en el aprendizaje, de lo que es resultado de ampliación o de profundización y, por ello, sólo estará al alcance de algunos alumnos; además, las jerarquías de aprendizaje tendrán que contemplar la diversidad de puntos de partida de los alumnos y las modalidades específicas de acceder a la adquisición de los diversos tipos de contenidos. Antes de iniciar la tarea de secuenciación de los contenidos de enseñanza convendrá que los equipos de profesores nos pongamos de acuerdo respecto a estos presupuestos básicos. Si todos compartimos los mismos criterios respecto a los cuatro puntos enunciados, el trabajo en equipo será más fácil y eficaz.

Fonte: Miguel Zapata Ros na revista de Educación a Distancia



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 11h51
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El diseño de los objetos de aprendizaje

Se acepta comúnmente que el diseño de los objetos de aprendizaje implica básicamente tres disciplinas: diseño instruccional, informática y bibliotecnología.

El diseño instruccional, tal como se entiende a través de ADL-SCORM, permite definir los objetivos educativos que rigen la creación de los objetos de aprendizaje. La informática, la telemática,... las tecnologías digitales en definitiva, como es obvio, constituyen la base operativa desde la que se construyen este tipo de recursos; apoyándose para ello en la filosofía de la programación orientada a objetos, poniendo especial énfasis en aspectos como compartir, heredar e integrar recursos para atender diferentes objetivos. Finalmente, la bibliotecnología y las ciencias de la documentación proveen métodos y teorías de catalogación par el acceso, la clasificación, el almacenamiento y la búsqueda de recursos.

Fonte: Miguel Zapata Ros na revista de Educación a Distancia



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 11h35
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Objetos de aprendizaje reutilizables

La filosofía de compartir recursos va más allá de los cursos en línea. Así los objetos de aprendizaje reutilizables son recursos digitales que pueden integrarse en distintos contextos curriculares apoyando programas formativos con distintos objetivos, destinatarios, etc. y que pueden reutilizarse indistintamente sin adaptación. De esta forma L'Allier (1997) los define como "la mínima estructura independiente que contiene un objetivo, una actividad de aprendizaje y un mecanismo de evaluación" y Wiley (2002) los describe como "cualquier recurso digital que se puede utilizar como apoyo para el aprendizaje".  Por lo tanto, se puede argumentar que la reusabilidad (Sicilia, Miguel-Angel y García, Elena, 2003) es la característica esencial más importante de los objetos de aprendizaje. Sin embargo, puesto que la reusabilidad se refiere a situaciones anticipadas y usos futuros, es difícil de medir. Esto exige que la especificación de los contextos posibles de uso determine el grado de reusabilidad del objeto de aprendizaje y que la reusabilidad total se pueda definir como el grado resultante de suficiencia para cada uno de los contextos posibles especificados. La reusabilidad no es única sino que depende del contexto. Por lo tanto, no es simple ni unidimensional. La reusabilidad de un objeto de aprendizaje también debe ir referida a las distintas caracteristicas que lo definen y así hablaremos por ejemplo de secuenciabilidad. 

Fonte: Miguel Zapata Ros na revista de Educación a Distancia



 Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 11h33
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